Realizada no último domingo, 29 de agosto, em Los Angeles, a 62ª edição do Emmy sagrou as séries “Mad Men” e “Modern Family” campeãs nas categorias drama e comédia, respectivamente. Além da disputa acirrada em prêmios pelos melhores atores, seriados, entre tantas categorias, o figurino das participantes também chamou atenção. A maioria optou por vestidos clássicos e muito chiques.

Destacaram-se os modelos tomara-que-caia com corte sequinho ou sereia. Jayma Mays optou pela versão azul-marinho, cuja saia foi coberta por drapeados e babados. Julia Ormond investiu na peça em tom de pink vibrante e minimalista. O único detalhe é o volume criado com o próprio tecido no decote. Vermelho, o vestido de Jessalyn Gilsig traz apenas alguns babados discretos ao longo do decote e da saia. Esse modelo também possui uma cauda mais longa, conferindo elegância ao look.

Luxo define bem o vestido de Claire Danes: todo coberto de pedrarias, a peça tem corte reto e cauda. Sofia Vergara também optou pelos bordados. No modelo escolhido pela atriz, entretanto, os detalhes são mais esparsos, se concentrando em uma linha central.Mariska Hargitay escolheu o modelo branco, que tem drapeados em crepe na parte superior e parte inferior em cetim. Repare que a cauda dele vem de cima, e é separado da saia.

Houve também quem optasse pelas versões com apenas um ombro. Uma das vencedoras da noite, Jane Lynch investiu no modelo roxo. Nina Dobrev, na peça nude, que de longe parecia ser feita em tecido todo amassado. Emily Blunt escolheu modelo gracioso: em tom de azul bem claro, a peça ganhou bordados de flores e pedrarias brancas.

Algumas meninas preferiram vestidos com detalhes bem diferenciados. Esse foi o caso de Lea Michele. Glamurosa, ela optou por decote coração e saia bem volumosa. Repare que a atriz combinou acessórios de destaque ao look, já que o vestido, por ser em tom escuro, fica mais discreto. Sua colega de elenco em “Glee”, Dianna Agron usou longo Carolina Herrera feito em renda rosa e preta. Kim Kardashian foi de inspiração grega, com peça bem soltinha. O detalhe principal é o decote.

Fonte: USEFASHION

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A filha da diva Madonna tem muita atitude quando o assunto é moda,é tanto que sua nova coleção de roupas , ja chega às lojas dia 3 de agosto(hoje)  e conta com a parceria da mãe. A linha foi batizada de “Material Girl”, em referência ao sucesso da cantora nos anos 80.E promete muitas tendências do momento com precinho justo.

A eleita para estrelar a marca foi a atriz e cantora americana, Taylor Momsen, da série de TV “Gossip Girl”. A coleção será vendida nos Estados Unidos nas 200 lojas Macy’s.

Fonte: Pop Up Fashion

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Os looks com cara de vintage estão cada vez mais em alta. Seja naquele modelo de saia lápis com a cintura mais alta, no vestido de bolinha, no make estilo gatinho ou no sapato peep toe. Tanto que ele vem sendo tema de diversos editoriais de moda, o mais recente foi este da Elle:

Fonte: C&A

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Blake LivelyLeighton Meester estão nos holofotes novamente, já que as cenas para a próxima temporada de Gossip Girl andam a todo vapor nas ruas de Paris. E aproveitando que estavam na cidade luz, as duas, claro, não podiam deixar de conferir a coleção de inverno daChanel. Até aí, nada demais, se não fosse pelos looks totalmente diferentes, e acima de tudo, opostos, que elas usaram!

Fonte: Fashion Gazette

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Peças estampadas ficam datadas facilmente – em muitas grifes, é possível identificar a estampa exata só de ver a estampa – e marcam mais ( ao contrário do pretinho básico , que, com produções distintas, pode ser usado por 5 dias seguidos sem que ninguém note que você não trocou de roupa). Mas, na contramão das desvantagens que por tantas vezes deixam essa opção para segundo plano, há um bônus poderoso: repare nos modelitos das it girls mais bem vestidas e comprove, os vestidos estampados reinam absoluto! Mas não é por acaso. Eles tem personalidade extra, imagem forte e passam londe do visual que de tão básico fica desinteressante.

Fonte: ItGirls

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A Carine Roitfeld sempre arrasa nos editorias da Vogue Paris, né? E no último ela fez a gente amar ainda mais o militarismo, com essas jóias bafos, os acessórios e esse monte de condecorações.

Visto em : C&A

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Triya, Lucas Nascimento, Andrea Marques, Teça, New Order e Isabela Capeto

O safári e a savana africana marcaram a estreia da Triya, grife de moda praia, no Fashion Rio. O trio que assina a coleção, Isabela Frugiuele, Bebel Fioravanti e Carla Franco, pegou pesado nas estampas animais e no tribalismo que ronda as tendências do vestuário. As tiras multiplicadas, abraçando os ombros, descendo pelas costas ou escorrendo de decotes tipo coleira, ou ainda duplicadas nas laterais de biquínis, são responsáveis pelos melhores momentos.

Participante da semana de moda carioca pela 2ª vez, Lucas Nascimento saiu-se bem como na estreia. Os formatos são minúsculos, com vestidos e conjuntos de saia e blusa e com medidas calculadas em centímetros de um tricô improvável pela leveza dos fios e da execução.  Os pequenos volumes, dispostos sobre a roupa, que de tão justa é quase um body, também são discretos, mas valorizam a textura das superfícies. Esse é um dos pontos altos de seu trabalho.

Outra nota forte fica por conta do radicalismo. É óbvio que várias daquelas peças e tamanhos não são viáveis, mas por deixar isso claro, os vestidos “difíceis” dele ascendem a outra categoria, a de projetos conceituais consistentes, com potência para falar do que o estilista é capaz de fazer e de como ele faz. A ideia está vendida. O resto vem depois. Outros vestidos nessas proporções proibitivas passaram por aqui alheios à sua real condição, tão distraídos na impropriedade que não convenceram. Aqui, esse não é o caso.

Livre da condição de ex-Maria Bonita Extra, Andrea Marques prova que muito da graça da marca que deixou para trás era a graça dela. Nesta estação, foi o calor dos trópicos que aguçou a imaginação da estilista, mas não lhe roubou o senso de equilíbrio característico. Muito menos a feminilidade doce que ela consegue expressar sem excessos até mesmo na alfaiataria.

Andréa encontrou no sol, nas plantas e em demais elementos dessa cadeia natural as referências para uma coleção correta, que se apropria de maneira particular das tendências apontadas para o verão. Para garantir a assinatura, ela regou o gosto tropical com o romantismo enxuto. Não é uma coleção de mudar o mundo. Mas funciona e é também bonita e honesta.

Militarismo light no desfile da Têca. Todo o peso foi aliviado pela conexão com a presença militar no nordeste dos anos 1940 durante a 2ª Guerra Mundial. O calor extremado da região e os uniformes provavelmente tiveram que entrar em acordo na época, e é essa nota que a coleção assume, colecionando alguns bons acertos e vestidos desejáveis.

Além da depuração formal, a mistura mais visível é com as estampas florais. Em seguida, entram rendas brancas e cores, refrescando de vez qualquer traço de agressividade. Na moda, militarismo é só imagem e gosto pelo senso utilitário. A modelagem funcional dos uniformes e acessórios, destinados a situações extremas, fascina criadores e públicos como resultado estético e prático de uma tecnologia. E é só isso. A belicosidade passa bem longe das passarelas.

Com a responsabilidade de ganhar público e crítica e repetir o feito alcançado na estação passada, a New Order foi a penúltima marca a desfilar. Florida, trouxe também estampas de insetos e planta carnívora, que alinharam a coleção com modernidade, não olhando para o passado. A marca misturou padrões e abusou deles tanto nas peças de roupa, sempre enxutas e interessantes, quanto nos acessórios. Entre eles, tênis e sandálias de cano alto, tamancos, flip flop estampadinho, bolsas e mochilas de muitos tamanhos e formatos. Deu certo.

Isabela Capeto re-encontrou o Rio depois de 6 anos desfilando em São Paulo e trouxe moda ultradecorada para celebrar a ocasião. O apreço da estilista pelos anos 1970, babados pelas flores e artesanias é notório, como também é de conhecimento que, gradativamente, e com mais ou menos êxito, ela imprime a esse repertório uma camada de sofisticação crescente.

Essa trajetória atinge um estágio notável na estação. Os bordados têm um preciosismo a mais, as cores idem, e Isabela obtém uma variação de texturas com materiais como a ráfia, que são de encher os olhos. Alguns shapes dos anos 1960 e 1980 corrigem os cortes previsíveis da década de 1970 e acrescentam alguma graça à modelagem, em comprimentos mais curtos, evasês e godês, que dão balanço ao conjunto. No mais, é tudo sobre superfícies ricas e movimentadas, com dourados, turquesas, conchas e corais em profusão.

O desfile encerrou o Fashion Rio. E fechou bem, com moda bonita de se ver e que aprofunda, para o bem e para o mal, a ideia de brasilidade relacionada aos elementos exuberantes, coloridos, e beirando a condição de alegorias.

Visto em Usefashion.

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Com mais babados, romantismo e volumes fofos que o esperado, o Fashion Rio chega ao 3° dia contaminado por cuidadosa suavidade e desejo de acertar. Os baixos níveis de adrenalina, de uma tranquilidade quase letárgica, só foram quebrados pela zoeira rocker do desfile lotado da Ausländer, ao som da banda canadense Dragonete.

Sai Yamê Reis entra Renata Simon. Com essa movimentação de bastidores definida desde a estação passada, a Cantão imprime direção nova, libertando-se da carga folk em favor de um romantismo equilibrado por sportswear e abordagem nova de elementos açucarados. Os babados, por exemplo, mudam de lugar e os espaçamentos entre eles aumentam.

O recurso esvazia o volume, conferindo novo caimento. As bermudas tipo ciclista mantêm sob controle as vestes alongadas e vaporosas, estampadas com nuvens e sinalizando que o céu é o tema da coleção. A cava e o decote tipo nadador, e alguns zíperes e telas dinamizam o conjunto. Nesse jogo de afofa e seca, a coleção resulta otimista e vendável. Essas sim, características preservadas pela marca carioca em meio a uma grande variedade de materiais: linho, tule, seda, nylon transparente, musseline, tricô, sarja resinada, sarja com aplicação de foil, couro e lona com foil.

Com leve sotaque britânico nos trench coats desconstruídos e nos florais austeros, corroborando a anunciada referência aos jardins ingleses, a Printing passou calma e bonita pela passarela. Os tons são suaves e neutros, com sequências inteiras de off-white, e cores controladas, batizadas de narciso, musgo, miosótis e hibisco. Sobre chiffon, cetim, organza, jacquards, e seda, a Printing entra com os bordados preciosos que sabe fazer tão bem. Nas primeiras entradas, os volumes se acumulam na parte superior, em moulages sem exageros. Saias e calças ficam perto do corpo. Logo depois, toda a silhueta é solta com delicadeza, voltando aqui e ali aos detalhes estruturados. Mais uma coleção que opta pelo seguro, o que parece ser a tônica dominante nesta edição.

Maria Bonita Extra de sempre e ainda assim revigorada. Foi essa a impressão deixada pelo desfile romântico, salpicado de mangas bufantes e laços, também citando jardins e calma como fonte de inspiração. Para corrigir o rumo e não enjoar, a marca emprega recursos semelhantes aos usados por outras até agora: alterna looks enxutos e lânguidos, entra com peças ajustadas em meio às soltinhas, secando partes da silhueta. Também introduz zíper aparente e ensaia casacos leves, semiestruturados e de alma utilitária. A opacidade do linho resinado e a translucidez da organza desempenham esse mesmo papel. Se exercitando de um lado e outro, a coleção emplaca mais uma vez a poesia discreta das garotas bem comportadas.

Sala totalmente cheia, pessoas em pé, atraso e alguma confusão: tudo para ver a Ausländer, mas também para ver a banda canadense Dragonette, que fez a trilha ao vivo e a cores do desfile da marca carioca. Na passarela, elementos de tribos variadas, com edição partindo de looks diurnos e claros até aportar em noites agitadas e mais sombrias. A coleção gira em torno do universo dos festivais de música acima da linha do Equador, e a grife aproveita a deixa para afinar o DNA de marca jovem, cortejando a diversidade de público e gostos musicais.

Para o elas, saias e vestidos justos e curtos, na linha “vestiu e está pronta”. Os shorts são bem resolvidos, agradam ao público da marca, e a combinação de saia godê com cintura alta e camiseta é perfeita para quem deseja fugir do império dos vestidos. Para o eles, bermudas com blazer, nada muito justo e agasalhos leves de nylon para o dia. O clima fica mais denso com jeans puídos, coletes e jaquetas grafitados em preto.

Anos 1970, bruxas e sacerdotisas contemporâneas em cortejo esvoaçante pela passarela da Alessa. Na moda tudo pode, tudo deve poder. Entretanto, a década de 1970 assim, literal, soa tão particular, que não sei… Os plissados são bonitos, e as pedras recortadas – resgatadas do limbo das lojas de souvenir – para a dignidade dos grandes colares é bacana. Enfim, Alessa é Alessa. Consegue estampas de qualidade e faz o que quer de maneira contagiante. Então, vamos aos cabelões frisados, caftans e aos vestidões sem fim.

Visto em Usefashion.

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Redley, Claudia Simões, Totem, Graça Ottoni e Lenny


Entre as propostas para rapazes e garotas, Redley não mostrou discordâncias, a não ser nos pontos óbvios. Em termos de estilo, tudo converge bem, da cartela aos materiais  e aos cruzamentos de sufwear, alfaiataria e streetwear. Tem gente nova no departamento de estilo e não há como isso não se refletir na passarela. Uma maior descontração talvez e toda esta jogada de oposições entre tecnologia e naturalidade, vazados e cheios, lisos e estampados, formal e informal. Nada muito complicado, nem para o feminino, nem para o masculino, mas eficiente e seguro. As meninas usam belos macacões, folgados e sedosos, e saias altas e curtas. Os rapazes, bermudas bem bacanas e a camisaria deles é de dar vontades de ter. Todos usam casacos vinílicos, ultrapolidos e com bom efeito de passarela.

Tribal chic com pitadas militares mais alfaiataria bacana. A mistura rende roupa sem grandes volumes no desfile da Claudia Simões, correta e contida dentro das formas retas dos anos 1960. São preciosos os bordados complexos e interessantes as vestes alongadas sobre legging e bermudas curtas. Os casaquinhos leves e elegantes agradam em cheio. A citada referência ao pintor e escultor espanhol Palazuelo (1916-2007) diluiu-se na cartela, em alguma geometria e na estamparia digital. A coleção passa ao largo do calor do verão e põe na roda looks bem comportados, com jeito de meia estação.

Omar Salomão é filho do Wally Salomão, e esta é uma bela credencial para o vocalista da banda Vulgo Quinho & os Cara, que encheu de música o animado desfile da Totem. Tropicalidade com linhagem é isso aí, algo que faz parte também do DNA dessa marca carioca da gema, setentista de carteirinha, e que faz moda dentro do pacote completo do colorido, ensolarado, estampado, descontraído e confortável. No feminino, apresentou chemises bacanas, saias curtas com amarrações e vestidos imbatíveis. No masculino, shorts soltos, usados com camisas quase túnicas, e um bonito e inesperado cardigã. Passou bem, particularmente, na junção das estampas de cores vivas, grafismos acertados e margaridas grandes.

Com Pierre Verger e paisagens vazias em mente, Graça Otoni abriu com um imenso e esvoaçante chemisier branco, e engatou calça ampla e camisa mostrando silhueta farta, leve e radicalmente branca. A partir daí, desfiou seu repertório de suavidades e aparentes improvisos das formas, que ela sustenta meticulosamente, na verdade. Sobre o branco imaculado, as estampas surgiram como vestígios esmaecidos em gradações do cinza. Cor que aparece em vestidos e conjuntos de blusa alongada e short de barra enrolada. Ao final, looks negros e fragmentos de renda, fechando o ciclo de contaminação da pureza inicial.

A grife de moda praia Lenny encerrou o 2º dia com apresentação impecável. Desta vez, o traço característico de arquitetura modernista cedeu lugar para as linhas suaves e arredondadas de dunas do deserto e para elementos tribais, conferindo um toque acalorado e orgânico à coleção. No controle de materiais tido como inadequados, inclusive chamois, a marca não apenas confirma, mas apura a excelência e, de quebra, sedimenta a do incensado beachwear nacional. Também na Lenny, e ainda timidamente, surgiram biquínis menores, daqueles que andavam longe das passarelas. Ficou bacana a tenda montada com a mesma lona que cobria a passarela.

Visto em USEFASHION

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Walter Rodrigues, Nica Kessler, Mara Mac, Salinas, R.Groove e Acquastudio


Entre tapumes coloridos e referências africanas, Walter Rodrigues apresentou modelagem simplificada e linguagem visual elaborada. Principalmente nas apropriações coloridas de geometria tribal, aplicadas sobre vestidos fáceis e desejáveis. O casting 100% negro reacendeu um dos assuntos quentes da moda nacional. Os comprimentos e silhuetas são discretos, com vestidos secos funcionando como suporte para os motivos geometrizados. Essa contenção é assinatura do estilista. Assim como a pouca e boa alfaiataria que deu sustentação à leveza e despretensão elegante do conjunto. Os belos bordados, tramas e apliques têm a mão e a destreza de mulheres do projeto Pernambuco com Design, da cidade de Quipapá.

Anos 1930 e a bem cuidada arquitetura Art Deco de Miami (no Brasil ela anda literalmente em ruínas) deram forma e substância à coleção da estilista Nica Kessler. Ela foi concebida para garotas jovens e sexies, de longos e provocantes rabos de cavalo. Looks muito curtos e justos, alguns deles quase inviáveis, mas nem por isso desinteressantes como imagem de passarela, definiram a silhueta. A modelagem é exercitada sobre as curvas do corpo, explorando decotes, ombros vazios e cintura alta, com bom domínio técnico. Tome nota das estampas geométricas e das hotpants que prometem fazer a delícia dos corpos em forma neste verão.

Deslocando o impacto das apresentações para a teatralidade, com cubos vermelhos em suspensão e queda sobre toda a passarela, com assinatura da Bia Lessa, Mara Mac desfilou os exercícios formais rigorosos, de corte elegante e tropicalidade idealizada, que a clientela fiel aplaude com gosto. O peso da tradição modernista oferece um repertório consistente, define um traço estilístico e sustenta uma longevidade considerável, qualidade e condição raras no país. A contrapartida é que ela corre o risco de se manter excessivamente atrelada a si mesma. Perigo driblado nesta edição com a ajuda de texturas e transparências em camadas, de refinada investigação têxtil.

Tropicalidades cubanas e baianas, com sotaque da mãe África, entraram na bem-sucedida receita da Salinas. Em desfile sublinhado por musicalidade e ritmo, um tanto de inocência e um bocado de malícia deram o tempero final, e estava pronto o saboroso prato servido pela marca, muito bem colorido pelas estampas de paisagens e abacaxis. Carol Trentini fechou com listras e Ana Cláudia Michels, bela como sempre, mostrou a força dos monocromos em vermelho-fechado. Os formatos, segundo a Salinas, agora podem até ser menores.

R.Groove prometeu e cumpriu, levando uma salada de estilos para a passarela. A marca foi a única a apresentar roupa masculina no 1º dia. Em looks claros, retalhados e coloridos, preferiu contemplar ousadias do que atender a mesmice. Quem se arrisca erra, mas quando gosta de verdade do perigo, valida a experiência. E não são as misturas difíceis e os rosados improváveis que irão esconder os méritos da apresentação. É interessante ver como a alfaiataria, principalmente nos blazeres alongados usados com calças curtas, confere musculatura à ainda um pouco verde, mas cheia de vontade, R.Groove.

Trafegando em direção contrária à vocação comercial das temporadas de moda brasileira, Acquastudio tomou o rumo do experimentalismo há algumas estações. A marca emprega o domínio técnico exercido nos vestidos de noiva para soltar a imaginação na passarela. Causa espanto e divide opiniões. De toda forma, esta liberdade de testar limites merece crédito.  E se é verdade que nem sempre o que se vê soa exatamente como novo, é de longe mais interessante que a monotonia de vestidinhos básicos e blusinhas com shorts, desfilados inadequadamente sob o aparato que cerca um espetáculo de moda. Resumo radical: Bruna Tenório muito linda na abertura, organza e tule em camadas, volumes, off-white, cores elétricas. Tudo sobre salto alto e meia-pata em acrílico.

Visto em USEFASHION

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