Com o verão batendo à nossa porta, surge aquela vontade quase incontrolável de escolher o óculos escuros que vai nos acompanhar durante toda estação, ou seja, aquela cara-metade que a cada dia se torna mais do que imprescindível para o sucesso de um look.

A Marcolin, uma das maiores importadoras do país, convidou os jornalistas para uma noite de massagens no SPA do Hotel Renassaince, em Sâo Paulo, seguida de uma apresentação de quais serão os modelos-chave para a próxima temporada. Se você, assim como eu, é fã do clássico aviador, comemore. Tom Ford foi um dos estilistas que apostou fundo no modelo, com algumas pequenas alterações. De uma maneira geral, saem de cena as armações de metal deste formato e entram na “wish list” da próxima temporada os modelos de acetato de tons escuros.

Outra grande novidade são as armações purpurinadas, um dos hits de John Galliano. O brilho chega comedido, mas ajuda a iluminar a feição. Ainda entre as tendências estão os modelos gatinho, febre cinquentinha da passarela da Prada.

A Sáfilo, outra grande importadora do mercado, também recebeu os jornalistas para um brunch, seguido de dicas espertas da jornalista Julia Petit, da apresentadora Mariana Weickert e do maquiador Fernando Torquatto.

O império do nude, nesta temporada, não fica restrito ao mundo dos vestidinhos retrô, peep toes e clutches poderosas. Toma conta também dos óculos escuros. Arredondado, gatinho ou em oversized, eles levam a vantagem de não pesar no visual, valorizam os traços do rosto e contemplam igualmente morenas e loiras.Gucci e Valentino foram algumas das grifes que apostaram nesta tonalidade.
Fonte: Marie Claire


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Bono Vox, vocalista da banda irlandesa U2, está em nova campanha da Louis Vuitton. Em uma das fotos, ele aparece ao lado da mulher, Ali Hewson. O casal foi fotografado por Annie Leibovitz na África do Sul. Bono e Ali usam roupas da Edun, grife que eles criaram para incentivar o emprego sustentável na África.

Fonte: EGO

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Emma Watson lançará sua 3ª coleção para a People Tree no dia 11 de setembro, em um evento do Príncipe Charles. Realizado no famoso Palácio de St. James, “A Garden Party to make a Difference” é um festival ecológico organizado pelas instituições de caridade do Príncipe, reunindo gastronomia, moda, música e comédia, tudo voltado para práticas sustentáveis.

A linha de verão 2011/12 ainda não teve imagens divulgadas, por isso trazemos a seguir os looks de inverno 2011, atualmente nas araras das lojas da marca.

Um dos principais fatores para Emma colaborar com People Tree foi a política de Fair Trade (comércio justo) praticada pela empresa.  A atriz,  frustrada com a falta de alternativas humanitárias na moda, aceitou a proposta devido aos pilares de sustentabilidade econômica e ecológica, preços justos, padrões sociais e ambientais equilibrados estabelecidos.

Ela viajou com a empresa para Dahka e Swallows, cidades de Bangladesh, onde existem fábricas de vestuário apoiadas pela People Tree, visitando os trabalhadores das áreas rurais do país. “É tão impressionante ver como as mulheres têm usado o comércio de roupas para escapar da pobreza, capacitar a si e aos filhos. Fiquei muito emocionada e inspirada”, disse.

Fonte: USEFASHION

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E não estamos falando só de biquínis não, e sim do desfile de uma rede de lojas coreana, que usou todo um lado de um lado inteiro de um hotel e as modelos apresentaram as roupas dentro de um aquário, as peças que são conhecidadas como hanbok ( vestido de tradição da Coréia do Sul) foram desenhadas pelo estilista Park Sul-Nveo.

Fonte: C&A

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A gente já sabe que, hoje em dia, é possível se usar praticamente tudo e, ainda assim, estar “na moda“, né? Afinal, tem roupa para mulheres de todos os estilos. Por isso, a moda “mulherzinha” fica cada vez mais forte e presente, principalmente nas ruas “do mundo”, mas como nós brasileiras também somos charmosas e antenadas, a gente também pode mergulhar nessa.

Fonte: Achados da moda

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Em sua mais recente coleçãoRoxy mantém a proposta de concilar a tecnologia necessária para a prática do surf com recursos que agradam atletas fashionistas. Através de uma parceria com a estilista Cynthia Rowley, foram criadas peças para o cotidiano que carregam os mesmos materiais e construções das roupas específicas para o surf.

O neoprene confere aspecto retrô, reforçado por cores comuns em wetsuits antigos, como tonalidades desbotadas e cítricas de verde, azul e vermelho.

Para enfatizar a ideia de que as roupas saiam da água e cheguem às ruas, a marca convidou blogueiras de moda para um dia com programação especial, com eventos como aula de surf e shows de bandas de surf music.

Já nas peças próprias para prática do esporte, ao invés dos típicos cinza e preto, cores vivas como rosa e amarelo foram aplicadas em detalhes ou em estampas que recobrem a peça inteira.

Fonte: UseFashion

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Segundo desfile do dia neste domingo, no SPFW, surpreendeu os fashionistas com um nu frontal na passarela. A marca dos estilistas Dudu Bertholini e Rita Comparato escolheu o Parque Aquático da Água Branca como cenário para apresentar sua coleção de verão 2011, marcada por grafismos, neoprene e peças em plástico transparente.

Fonte GNT

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Triya, Lucas Nascimento, Andrea Marques, Teça, New Order e Isabela Capeto

O safári e a savana africana marcaram a estreia da Triya, grife de moda praia, no Fashion Rio. O trio que assina a coleção, Isabela Frugiuele, Bebel Fioravanti e Carla Franco, pegou pesado nas estampas animais e no tribalismo que ronda as tendências do vestuário. As tiras multiplicadas, abraçando os ombros, descendo pelas costas ou escorrendo de decotes tipo coleira, ou ainda duplicadas nas laterais de biquínis, são responsáveis pelos melhores momentos.

Participante da semana de moda carioca pela 2ª vez, Lucas Nascimento saiu-se bem como na estreia. Os formatos são minúsculos, com vestidos e conjuntos de saia e blusa e com medidas calculadas em centímetros de um tricô improvável pela leveza dos fios e da execução.  Os pequenos volumes, dispostos sobre a roupa, que de tão justa é quase um body, também são discretos, mas valorizam a textura das superfícies. Esse é um dos pontos altos de seu trabalho.

Outra nota forte fica por conta do radicalismo. É óbvio que várias daquelas peças e tamanhos não são viáveis, mas por deixar isso claro, os vestidos “difíceis” dele ascendem a outra categoria, a de projetos conceituais consistentes, com potência para falar do que o estilista é capaz de fazer e de como ele faz. A ideia está vendida. O resto vem depois. Outros vestidos nessas proporções proibitivas passaram por aqui alheios à sua real condição, tão distraídos na impropriedade que não convenceram. Aqui, esse não é o caso.

Livre da condição de ex-Maria Bonita Extra, Andrea Marques prova que muito da graça da marca que deixou para trás era a graça dela. Nesta estação, foi o calor dos trópicos que aguçou a imaginação da estilista, mas não lhe roubou o senso de equilíbrio característico. Muito menos a feminilidade doce que ela consegue expressar sem excessos até mesmo na alfaiataria.

Andréa encontrou no sol, nas plantas e em demais elementos dessa cadeia natural as referências para uma coleção correta, que se apropria de maneira particular das tendências apontadas para o verão. Para garantir a assinatura, ela regou o gosto tropical com o romantismo enxuto. Não é uma coleção de mudar o mundo. Mas funciona e é também bonita e honesta.

Militarismo light no desfile da Têca. Todo o peso foi aliviado pela conexão com a presença militar no nordeste dos anos 1940 durante a 2ª Guerra Mundial. O calor extremado da região e os uniformes provavelmente tiveram que entrar em acordo na época, e é essa nota que a coleção assume, colecionando alguns bons acertos e vestidos desejáveis.

Além da depuração formal, a mistura mais visível é com as estampas florais. Em seguida, entram rendas brancas e cores, refrescando de vez qualquer traço de agressividade. Na moda, militarismo é só imagem e gosto pelo senso utilitário. A modelagem funcional dos uniformes e acessórios, destinados a situações extremas, fascina criadores e públicos como resultado estético e prático de uma tecnologia. E é só isso. A belicosidade passa bem longe das passarelas.

Com a responsabilidade de ganhar público e crítica e repetir o feito alcançado na estação passada, a New Order foi a penúltima marca a desfilar. Florida, trouxe também estampas de insetos e planta carnívora, que alinharam a coleção com modernidade, não olhando para o passado. A marca misturou padrões e abusou deles tanto nas peças de roupa, sempre enxutas e interessantes, quanto nos acessórios. Entre eles, tênis e sandálias de cano alto, tamancos, flip flop estampadinho, bolsas e mochilas de muitos tamanhos e formatos. Deu certo.

Isabela Capeto re-encontrou o Rio depois de 6 anos desfilando em São Paulo e trouxe moda ultradecorada para celebrar a ocasião. O apreço da estilista pelos anos 1970, babados pelas flores e artesanias é notório, como também é de conhecimento que, gradativamente, e com mais ou menos êxito, ela imprime a esse repertório uma camada de sofisticação crescente.

Essa trajetória atinge um estágio notável na estação. Os bordados têm um preciosismo a mais, as cores idem, e Isabela obtém uma variação de texturas com materiais como a ráfia, que são de encher os olhos. Alguns shapes dos anos 1960 e 1980 corrigem os cortes previsíveis da década de 1970 e acrescentam alguma graça à modelagem, em comprimentos mais curtos, evasês e godês, que dão balanço ao conjunto. No mais, é tudo sobre superfícies ricas e movimentadas, com dourados, turquesas, conchas e corais em profusão.

O desfile encerrou o Fashion Rio. E fechou bem, com moda bonita de se ver e que aprofunda, para o bem e para o mal, a ideia de brasilidade relacionada aos elementos exuberantes, coloridos, e beirando a condição de alegorias.

Visto em Usefashion.

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Giulia Borges, Patachou, British Colony, Juliana Jabour, Carlos Tufvesson e Espaço Fashion

Tudo que contraria as frequentes amenidades comerciais, que dominam esta edição do Fashion Rio, é suficiente para acender o interesse. No caso, era a hora e a vez de Giulia Borges mostrar a que veio, e logo ficou claro que ela estava em outra onda. Encolhendo drasticamente as proporções e lançando mão de muito cetim colorido e recortes, a estilista entrou na seara do surf para fazer interpretação curiosa do repertório que circunda o tema.

Cada peça é esvaziada em pontos estratégicos, criando formas em negativo, com desenhos de sugestão esportiva. Dessa maneira, são áreas cheias e vazias que definem a textura visual, alternando pele à vista e as cores do cetim nos recortes. Cintura marcada, evasês em saiotes curtos e nos vestidos mínimos, peças construídas por muitas tiras e sobreposições de tecido em duas cores, ressaltadas por vazados, são as armas da estilista contra a mesmice. Nem sempre o resultado é propriamente bonito. Em alguns momentos, a silhueta de cintura marcada sai achatada, entre outros acidentes de percurso. Mas boba e acomodada essa roupa não é.

Responsável por imagens icônicas de punks dos 1980 e pelas flores negras da capa do Massive Atack, o fotógrafo londrino Nick Knight é citado no release da Patachou. A marca agora está sob comando de Érika Frade, que aprofundou a distância entre a origem da grife, aquela dos tricôs imbatíveis, e esta de hoje. Em busca da nova identidade, trouxe vestidos, shorts curtos e estruturados, hotpants radicais, tomara-que-caia, decote de um ombro só e estampas florais, o que faz a ligação com Knight.

Tecnicamente, a roupa da Patachou é muito bem resolvida. Tem algo da maturidade que está eternamente em falta no mercado. Esta coleção exibe uma dinâmica nas formas que é vigorosa e sensual. Também realiza incríveis tratamentos de superfície, com telas delimitando compartimentos onde aparecem contas e estampas aprisionadas, como no vestido de Ana Cláudia Michels. Mas ainda não foi desta vez que emplacou uma ideia nova, daquilo que a marca é ou pretende ser. Em todo caso, é bom relativizar esse último comentário, que pode ser apenas o resultado de uma expectativa inadequada, considerando que todo o contexto da marca hoje é outro.

De volta às semanas de moda, a British Colony passou bonita e inspirada no 5º dia. Sem grandes gestos, mas eficiente e relaxada no melhor dos sentidos. A coleção é antenada nos desejos correntes de estilo e conforto, exibe formas amplas que rimam com bom desenho e simplicidade, o que não quer dizer falta de graça. São bem bonitos os vestidos assimétricos e de profundo decote V.

Contemplados por proporções interessantes de roupas leves, os rapazes também saem no lucro. Nesse caso, toda a calma e elegância contida não é apenas medo de correr riscos. Na verdade, eles são assumidos todo o tempo, mas sem grandes alardes. É assim que o macacão sai ampliado e leve, desfazendo de vez aquele ranço de uniforme utilitário que persegue a peça no masculino. Funcionou bem a alfaiataria com a leveza que pede o verão, para eles e para elas. Houve sensibilidade na forma e nos materiais e, antes de tudo, boa dosagem na invenção.

Outra boa apresentação foi a de Juliana Jabour, que entrou em cena mostrando segurança também no comando de belas peças em algodão, linho, shantung de seda, tafetá e sarja, deixando no passado os tempos exclusivos dos vestidinhos de malha que lhe deram fama. Tudo bem que os babados ainda estão lá, e que o shortinho combinado ao top de verão é básico e, obrigatoriamente, tem de ser bem feito. Pelo menos no patamar em que ela está. Mas a roupa como um todo amadureceu em estilo. Disso não há dúvidas, e faz sentido comemorar.

Carlos Tufvesson corteja o vulgar com garotas abusadas, de vestidos muito curtos, encarnando estereótipos de strippers e escort girls. Sobre sandálias pesadas e altas, elas entram firmes na passarela cheia de barras verticais, aparentemente, prestes a encarar uma pole dance. Como faz isso reiteradamente, e com segurança, Tuvfesson vai se impondo nesta fronteira arriscada.

O desfile funciona bem como espetáculo, enquanto a roupa supersexy, na verdade, nem passa tão longe da que frequenta as noites de grandes centros urbanos. A estética e as proporções é que encontram correspondência no estilo da Balmain e de outras marcas de grande visibilidade. Hoje, o estilista esquentou de vez o Fashion Rio. O jeans entra como linha especial e também passou bem.

Construindo em camadas e assimetrias, a Espaço Fashion reitera o evasê, os corsets, as transparências, os vestidos de um ombro só e alivia o peso de estações passadas com a cartela de pâtisserie. Outros sinais de leveza vêm dos laçarotes enormes na cabeça e das estampas florais. Definitivamente, esses sinais vêm da guinada para os anos 1950, ecoando movimentações na cena internacional capitaneadas por Louis Vuitton e Prada.

Visto em Usefashion.

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Blue Man, Filhas de Gaia, Cavendish, Melk Z-da, OESTUDIO e TNG

Mais que um recurso de impacto, os jogos entre opostos (romantismo e secura, curvas e retas, efeitos vaporosos e estruturados), que têm marcado as apresentações, configuram desejos nítidos de experimentação. Funcionam como um passo para frente e outro para trás, sem que ninguém se afaste muito da zona de segurança. No 4º dia, quem fugiu à regra foi Melk Z Da, que se aprofundou em todas as direções que escolheu, e OEstudio, fiel no mergulho à identidade singular e engenhosa.

No pequeno Teatro Gláucio Gil, foram necessárias duas apresentações para acolher jornalistas e o público que compareceu para prestigiar a Blue Man. Em seu retorno à temporada carioca, a marca apostou em formato intimista, mas em grande estilo, acompanhada pelo violonista Yamandú Costa, a voz de Ney Matogrosso e o barulho dos saltos das dançarinas flamencas. Ney aproveitou a deixa para lançar olhares e trejeitos para os rapazes de sunga, e ganhou a plateia.

A pegada andaluz é resultado de uma viagem da estilista Marta Reis para Sevilha e Granada. Sobre básicos do beachwear, Marta concentrou-se nos decotes, nas fendas estratégicas e no tamanho reduzido de algumas peças, tendência tímida que começa a emergir por aqui. Para os rapazes, bermudas e material extra para as sungas, criando leves drapeados, e deixando a peça mais sensual que de costume.

Oposição entre materiais armados e fluídos, de opacidade e transparências, e as grandes aranhas negras passeando sobre a roupa configuram o melhor do desfile da Filhas de Gaia. O pano de fundo mais uma vez são flores e jardins, tendência onipresente neste Fashion Rio. Marcela Calmon e Renata Salles entram com o toque dissonante dos insetos repulsivos, e o truque das diferenças justapostas, vai um tanto mais longe do que a forma que têm passado por aqui.

Para a Cavendish, a busca pelo paraíso é o mote do verão. Formas secas, acabamentos arredondados e cores vibrantes deram o tom da coleção. Como se trata de moda “made in Rio”, a referência ao mar transborda em peixes, bordados e estampados. Inevitável, quando o próprio verão é a maior das inspirações e no release estão citados areia, beira da praia, rede de pesca, calor, pássaros coloridos, ilha deserta, pôr-do-sol, futebol, folhas de palmeiras e por aí vai. A tradução se dá em silhuetas ajustadas, que dispensam volumes alienígenas à anatomia, e assumem modelagens retas, só quebradas por evasês discretos, jabôs, babados e recortes no corpo da peça.

Sem a preocupação de mostrar moda pronta para o consumo, Melk Z-da ensaia voos arriscados e se sai bem nas construções complexas e detalhadas. Outra qualidade vem do trato com os materiais, que rege com competência em registros diferentes de textura e peso. O estilista é de Pernambuco, e uma singularidade dele é dizer de onde veio sem recorrer a alegorias.

Desta vez, são as danças folclóricas que dão substancia à coleção, revelando os laços estreitos com a cultura popular. O reizado, uma dança profana religiosa, a marujada que é exclusividade das mulheres, e o cavalo marinho, uma simbiose de teatro, música e poesia servem de mote para um exercício no mínimo audacioso de moda. De colorido, apenas um vestido vermelho intenso e uma ou outra faixa de cor na cintura. No mais, tudo é branco na coleção.


Com vestido de post-it e outras boas sacadas, OESTUDIO montou uma coleção batizada de “Atos impensados” que dispara non sense sobre a banalidade aparente, toda ela baseada nos atos automáticos que executamos no cotidiano, como enrolar os cabelos, rabiscar durante um telefonema, estourar plástico bolha, amassar papel e por aí vai.

Tratadas com bom humor, as peças ora colam direto no tema, ora enveredam pelos possíveis desdobramentos desses automatismos, em estampas e elementos de modelagem street wear. A marca se exercita em roupa confortável e sem grandes ajustes. A silhueta não tem o arroubo de volumes construídos nem de curvas repentinas. É levemente quadrada e encurtada, deixa os ombros no lugar para os rapazes e não foge muito disso também para o feminino, liberando algum excesso de material em modelos de calças. O desenho reto da alfaiataria só ganha formas projetadas do corpo meio que de improviso, reiterando o tema pouco convencional dos lançamentos.

Remix prolixo de cultura jovem na coleção Verão 2010/11 da TNG. O ponto de partida são movimentos musicais e de rua dos anos 1950. Com esse norte, a marca cozinhou a sopa de referências, requentando juntos o Mod londrino, a psicodelia das décadas de 1960 e 1970, o movimento punk, a pop art, a new wave dos anos 1980, alguma coisa dos 1990 e o que mais tiver rolado neste período.

Na passarela, o resultado não é tão rico como sugere o texto de divulgação. O repertório citado foi revisto, recombinado e diluído para gerar moda que ambiciona a venda em larga escala. Rendeu jeans claro e eficiente, uma leveza comercial convincente nas peças mais fluídas, alternando modelagem afastada do corpo ou na direção oposta, em paletós e coletes ajustados. A silhueta passeia pelos anos 1980 e se perde em outras décadas. Tem momento de oposições: ampla em cima, justa e curta embaixo. E tem contornos definidos por cintura alta e calça cigarrete. Difícil seria listar o que não tem.

Visto em Usefashion.

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