Com o verão batendo à nossa porta, surge aquela vontade quase incontrolável de escolher o óculos escuros que vai nos acompanhar durante toda estação, ou seja, aquela cara-metade que a cada dia se torna mais do que imprescindível para o sucesso de um look.

A Marcolin, uma das maiores importadoras do país, convidou os jornalistas para uma noite de massagens no SPA do Hotel Renassaince, em Sâo Paulo, seguida de uma apresentação de quais serão os modelos-chave para a próxima temporada. Se você, assim como eu, é fã do clássico aviador, comemore. Tom Ford foi um dos estilistas que apostou fundo no modelo, com algumas pequenas alterações. De uma maneira geral, saem de cena as armações de metal deste formato e entram na “wish list” da próxima temporada os modelos de acetato de tons escuros.

Outra grande novidade são as armações purpurinadas, um dos hits de John Galliano. O brilho chega comedido, mas ajuda a iluminar a feição. Ainda entre as tendências estão os modelos gatinho, febre cinquentinha da passarela da Prada.

A Sáfilo, outra grande importadora do mercado, também recebeu os jornalistas para um brunch, seguido de dicas espertas da jornalista Julia Petit, da apresentadora Mariana Weickert e do maquiador Fernando Torquatto.

O império do nude, nesta temporada, não fica restrito ao mundo dos vestidinhos retrô, peep toes e clutches poderosas. Toma conta também dos óculos escuros. Arredondado, gatinho ou em oversized, eles levam a vantagem de não pesar no visual, valorizam os traços do rosto e contemplam igualmente morenas e loiras.Gucci e Valentino foram algumas das grifes que apostaram nesta tonalidade.
Fonte: Marie Claire


Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

Comments ( 0 )
Os desfiles de Primavera/Verão 2010-2011 foram encerrados na última quinta-feira, em Paris. De hoje à sexta-feira, confira o resumo das tendências da próxima estação e fique realmente por dentro do que rolou por lá.
As coleções apareceram bem joviais, carregadas de acessórios. Se por um lado a feminilidade dá o tom da estação para esta mulher consciente do próprio corpo de sua sensualidade; por outro, a moda mais urbana e com fortes raízes de alfaiataria (com toques militares) também marca a nova estação. As cores são mais neutras, com apenas alguns toques de cor como laranja, rosa e variações de azul. Sobreposições, transparência e drapeados são as palavras de ordem da vez, acompanhadas por peças bordadas ou com aplicações, rendas, babados e pregas.
Alfaiataria – ela continua em alta, traduzida em shorts e calças de cintura mais alta, diversos tipos de paletós – mais curtos e ajustados ao corpo, molengões e levemente desestruturados ou em estilo smoking –, coletes e trench coats para os dias de chuva. A clássica camisa branca também apareceu bastante e a atualização veio na forma de vestidos que mais parecem longas camisas ou camisetas, super femininos e a cara do verão.
Brilho – apareceu descarado, nos paetês e nos tecidos metalizados ou brilhantes.
Sem Comentários

Os desfiles de Primavera/Verão 2010-2011 foram encerrados na última quinta-feira, em Paris. De hoje à sexta-feira, confira o resumo das tendências da próxima estação e fique realmente por dentro do que rolou por lá.

As coleções apareceram bem joviais, carregadas de acessórios. Se por um lado a feminilidade dá o tom da estação para esta mulher consciente do próprio corpo de sua sensualidade; por outro, a moda mais urbana e com fortes raízes de alfaiataria (com toques militares) também marca a nova estação. As cores são mais neutras, com apenas alguns toques de cor como laranja, rosa e variações de azul. Sobreposições, transparência e drapeados são as palavras de ordem da vez, acompanhadas por peças bordadas ou com aplicações, rendas, babados e pregas.

chanel_alfaiatariachanel-hermes

junya-watanabejunya-watanabe-yves-saint-laurent

Alfaiataria – ela continua em alta, traduzida em shorts e calças de cintura mais alta, diversos tipos de paletós – mais curtos e ajustados ao corpo, molengões e levemente desestruturados ou em estilo smoking –, coletes e trench coats para os dias de chuva. A clássica camisa branca também apareceu bastante e a atualização veio na forma de vestidos que mais parecem longas camisas ou camisetas, super femininos e a cara do verão.

balmain_metalicosBalmain-christian-dior

Brilho – apareceu descarado, nos paetês e nos tecidos metalizados ou brilhantes

Comments ( 0 )
Não precisa ficar com vergonha se você não souber nada.
O termo Alta-Costura (Haute Couture, do original, em francês) é usado para se referir aos desfiles cujas peças são produzidas manualmente. Isso mesmo. Nada de produção em máquinas ou fábricas.
É quando o estilista cria uma peça da maneira mais primitiva possível: mão, linha e agulha.
O estilista se torna um artista, praticamente um artesão. É a maior oportunidade que ele tem de expressar sua criatividade. Mostrar tecidos, bordados, cores. E, sutilmente, o que pode virar tendência com adaptações, é claro.
Há quem critique o distanciamento criado pelas coleções de alta-costura com o que está nas lojas. Mas a beleza é exatamente essa. Nada do que é produzido neste tipo de desfile tem pretensão de chegar às lojas.
As roupas são espécies de obras de arte e seus compradores são colecionadores. Quem adquire um vestido desses, por exemplo, expõe como se fosse um quadro. É o mesmo tipo de mercado. Os compradores são, geralmente, milionários apaixonados por moda.
Infelizmente, há alguns anos, este mercado entrou em decadência. A crise financeira afastou os principais compradores, já que se tratam de artigos de luxo. Algumas marcas, inclusive, já desistiram deste negócio.

Não precisa ficar com vergonha se você não souber nada.

O termo Alta-Costura (Haute Couture, do original, em francês) é usado para se referir aos desfiles cujas peças são produzidas manualmente. Isso mesmo. Nada de produção em máquinas ou fábricas.

É quando o estilista cria uma peça da maneira mais primitiva possível: mão, linha e agulha.

O estilista se torna um artista, praticamente um artesão. É a maior oportunidade que ele tem de expressar sua criatividade. Mostrar tecidos, bordados, cores. E, sutilmente, o que pode virar tendência com adaptações, é claro.

Há quem critique o distanciamento criado pelas coleções de alta-costura com o que está nas lojas. Mas a beleza é exatamente essa. Nada do que é produzido neste tipo de desfile tem pretensão de chegar às lojas.

As roupas são espécies de obras de arte e seus compradores são colecionadores. Quem adquire um vestido desses, por exemplo, expõe como se fosse um quadro. É o mesmo tipo de mercado. Os compradores são, geralmente, milionários apaixonados por moda.

Infelizmente, há alguns anos, este mercado entrou em decadência. A crise financeira afastou os principais compradores, já que se tratam de artigos de luxo. Algumas marcas, inclusive, já desistiram deste negócio.

armani-alta costurachanel-alta costurachristian dior-alta costuraJean paul gaultier-alta costura
yves saint laurent-alta costurafonte: www.tanavitrinetanacea.com.br

Tags: , , , ,

Comments ( 0 )
Fotos-brasileira-Thana-Kuhner-conquistou-grife-de-John-Galliano

A brasileira Thana Kuhner conquistou a grife de John Galliano

A brasileira Thana Kuhnen ganhou as atenções do mundo na última temporada de desfiles de alta-costura em Paris ao abrir o desfile da marca Christian Dior. A paranaense de 18 anos foi escolhida pelo próprio estilista da marca, John Galliano, e estava num lugar com o qual milhares de meninas sonham em estar um dia. O curioso é que ela nunca quis ser modelo, pois sofreu a adolescência com os comentários sobre suas longas pernas, que hoje medem 1,22 m. Por insistência da família, aos 15 anos, saiu da cidade de São João, no Paraná, veio para São Paulo, onde fez desfiles das semanas de moda do Rio e de São Paulo, e de lá foi para Nova York, onde morou no ano passado e considera um período de preparação para sua carreira.

Thana, que tem 1,80 m, hoje é modelo de prova exclusiva da Maison Dior e também da marca John Galliano, mora em Paris desde o começo do ano e está aprendendo a falar o idioma do país. Seu nome completo é Arithana Maiade Kuhnen. Aritana sem o ‘h’ é o nome de um cacique importante que ficou marcado no imaginário indígena. “Meus pais escolheram por ser um nome forte”, diz.

Veja as lições de carreira que a jovem aprendeu em tão pouco tempo na profissão:

Personalidade forte - “Meus pais falam que sou mandona e autoritária. Dizem que o nome está se revelando em mim. Mas na verdade sou forte, decidida e elétrica.”

Explorar suas melhores qualidades - “Não queria ser modelo. Tinha pernas bem compridas e as pessoas falavam mal de mim.” Hoje é uma das qualidades mais importantes do trabalho da modelo. No desfile da marca Dior, na temporada de ata-costura realizada em junho, Thana abriu o desfile usando blazer e apenas meias e lingerie embaixo. Outra mudança foi o corte de cabelo, na altura no queixo. “Tinha um cabelão e em Nova York fui orientada a cortá-lo.”

Estar no lugar certo – “Morei em Nova York em 2008 e sempre me falavam que meu lugar era Paris. Porque tenho ar mais mulher, sou elegante e não tenho rosto esquisitinho das modelos que fazem sucesso nos Estados Unidos. E desde o momento em que cheguei à França, as coisas deram certo.”

Aproveitar as oportunidades - “Comecei a fazer provas para o estilista Jean Paul Gaultier e depois para a Dior. A equipe de John Galliano quis me apresentar a ele e então fui contratada. Hoje fico junto da equipe, participo do processo de criação e só de acompanhar isso já vale, é gratificante.”

Manter os pés no chão - “No meio do dia, paramos para almoçar e nessas horas não consigo dimensionar que estou sentada à mesa com John Galliano. Encaro como algo normal, como trabalho.”

Visto no Terra

Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

Comments ( 0 )

Foto-Coco-Chanel-moda-FilmeDesde que foi anunciado, os interessados estão formigando de ansiedade para ver “Coco avant Chanel“, filme biografia que mostra a fase de aprendizado da estilista, estrelado pela também adorada Audrey “Amelie Poulain” Tatou. Este frenesi e as mudanças de data de estreia (a última que se tem notícia é 30 de outubro no Brasil) fez pipocar notícias e declarações de amor para a grande estrela da moda, aquela que, se não é unanimidade, é a que mais se aproxima disso. E nem estou falando da marca Chanel, aquela muito bem mantida pelo estilista Karl Lagerfield desde 1983 e que é um exemplo de longevidade em uma grife.

Não, estou falando da estilista Chanel, que viveu em uma época em que a marca ainda não possuía o poder de hoje em dia, mas sim a figura do criador, numa relação que aproximava o costureiro dos artistas. No entanto, mesmo sendo ídolo máximo do campo da moda, Chanel é uma figura interessante para toda a história da cultura do século XX. Isso porque ela não apenas pensava em costurar para a elite socioeconômica da França, não, Chanel no fundo costurava para si mesma. Audaciosa, faladeira, e boa de marketing pessoal, além de um histórico de heroína, é uma figura fácil de ser romantizada – me surpreende os poucos filmes e livros.

De família pobre, quando tinha seis anos perdeu a mãe e ficou com mais quatro irmãos aos cuidados do pai, que por trabalhar muito, manteve as meninas em um orfanato. Logo, Gabrielle Bonheur Chanel começou a trabalhar cantando em cabarés, época em que recebeu o apelido Coco. Como a grande maioria das mulheres pobres, costurava (lembrando que o comércio de roupa pronta, como magazines, ainda não era popular). Começou fazendo chapéus e só depois, abriu uma maison.

Mas o sucesso entre as mulheres abastadas não se deu de uma hora para outra – Coco foi inserida na alta roda parisiense por um militar milionário, além de ter tido outros amantes idem – suas primeiras lojas foram financiadas por um jogador de pólo com quem teve um caso. É inegável que houvesse talento na jovem estilista, mas não só para construir e criar peças novas, mas um talento para se relacionar com as pessoas certas, o que em qualquer meio social é meio caminho andado para influenciar as pessoas.

De certo, as criações de Chanel causavam estranhamento nas damas de porte aristocrático. Para entender porque a insistência no “rótulo de gênio”, antes de descrever as imagens criadas por ela, tente imaginar uma típica mulher milionária da época: apertadas em corsets, com metros e metros de sedas e rendas, cabelos muito longos e ornamentados e muitas joias verdadeiras, impedidas de se movimentarem com naturalidade. Menos alienada a acontecimentos sociais, consciente dos avanços na emancipação feminina e da velocidade que a industrialização propunha para o consumo, amiga de artistas influentes e legitimados entre os ricos, como Picasso e Jean Cocteau, tomou para si o espírito de simplicidade e liberdade da época e aplicou em suas peças.

Assim, Chanel pode ser considerada a criadora do traje casual - propôs malhas e brim (tecidos considerados rústicos), calças de montaria para as mulheres (cavalgar de saia era uma ideia mesmo estúpida), combinações de saias mais curtas, inspiradas nos trajes masculinos (e eternizados como tailleurs), bolsas com correntes (para a mulher ter a mão livre, assim pode segurar o cigarro, hábito que crescia entre as garotas), chapéus práticos, sem tantas plumas e pedrarias (os grandes chapéus eram usados para evitar que o sol queimasse o rosto das mulheres europeias, já que a pele branca era sinônimo de status, mas Chanel não se importava e aparecia coradinha, de chapéu pequeno), bijuterias (os metros de pérolas falsas estavam ao alcance de todos) e, acima de tudo, o “pretinho básico”, adequado, bonito e prático.

Isso tudo não é apenas uma reunião de exemplos de objetos de desejo, não. Nessas criações, e principalmente na aceitação que tiveram – não basta criar, as pessoas têm que usar – é possível perceber um momento histórico, em que a burguesia aumentava seu poder de consumo cada vez mais, a mulher era necessária no mercado de trabalho e autorizada a frequentar espaços sociais e não só a vida doméstica, o esporte e as atividades de lazer passam a ser rotineiros para essa nova classe abastada e o costureiro passa a ser tão importante quanto quem veste sua criação. Chanel soube usar tudo isso e divulgou o conceito de “estilo é o que permanece”, o que se desenvolve para a nossa atual ideia de marca. A criação fora de contexto é mero produto, o que não acontece aqui.

E ainda provou que não era da boca pra fora: nos anos 50, quando andava apagada por causa de problemas durante a Segunda Guerra Mundial – acusada de colaborar com alemães, de manter um relacionamento com um oficial nazista, acabou presa, uma história ainda mal contada – o estilista da vez era Christian Dior, com uma proposta oposta a de Coco, a de restaurar os ares de nobreza da mulher depois de difíceis tempos de racionamento e trabalho. Mas, obstinada e cheia de certezas que era, aproveitou o seu estilo e recriou sobre suas formas básicas, atingindo grande popularidade novamente e conseguindo apoio de uma garota propaganda de dar inveja, aquela tal de Marilyn que tinha o hábito de dormir só de perfume.

Você pode se interessar mais pela vida cheia de amores e desaforos de Coco, ou pela intuição e ousadia da estilista Chanel, tanto faz. O filme pode trazer muitas verdades ou apenas fantasiar sobre alguém que muito fantasiou sobre si mesma. Tanto faz também. É sempre bom ter uma referência com tantas importâncias quanto essa. E tomara que não adiem o filme.

Por Priscila Rezende

Visto no A Capa

Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

Comments ( 3 )