Já imaginou Anna Wintour quebrando até o chão no meio da pista? Não precisa nem imaginar, porque nas fotos você vê a cena! A editora chefe da “Vogue America” pode até ter fama de rabugenta, mas parece que Anna não é mais a mesma! Ela escolheu a festa de P. Diddy no Mark Hotel pra dar uma esticadinha pós-baile do MET, bateu palmas e até dançou com o rapper, sem medo de ser feliz (ou aparentar ser feliz).
Horas antes, no tapete vermelho mais fashionista de NY, ela foi perguntada sobre o vestido Chanel prateado que escolheu pra ocasião, feito especialmente pra ela por Karl Lagerfeld e disse: “Ele é o mestre, então o que quer que ele diga, eu obedeço”. Boazinha, né? Anna Wintour… Você até ladra, mas não morde não!

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Escola levou polêmica de Geisy Arruda e vestido curto para a avenida.
Carro alegórico foi batizado de ‘Sapucaí Fashion Day‘.

Com um sacada mais ‘pop’, a Porto da Pedra fez um desfile de moda dentro de seu próprio desfile na Marquês de Sapucaí nesta segunda-feira (15).

A escola resgatou a história das tendências e enfeitou a avenida com laços, fitas e babados. Antenado, o enredo “Com que roupa eu vou?” fez reverência à moda contemporânea e a estilistas queridinhos do mundo da moda. A escola consumiu 1 hora e 19 minutos na apresentação.

Se a ideia era reproduzir o mundo fashion, não poderiam faltar “bafos”. E foi isso que a escola fez ao abordar a polêmica envolvendo a estudante Geisy Arruda.

A moça que ficou conhecida por ter sido hostilizada na universidade ao usar um vestido curto e rosa foi destaque de um carro alegórico usando uma “réplica” da peça. Numa versão brilhante e vermelha, o vestido foi estilizado com uma gola bufante ao estilo da Rainha Elizabeth.

E, talvez também em nome de uma moda democrática, musas de seios cônicos, popozudas e “mulheres fruta” desfilaram na avenida.

Abre-alas

Com uma dose de deboche, um tigre gigante de boca aberta mostrava a língua com um piercing no abre-alas “Antes da moda era assim”. A alegoria levou personagens do desenho animado “Os Flinstones” para a avenida e relembrou a pré-história.


Seguindo uma ordem cronológica, as alas seguintes fizeram uma “passagem obrigatória” pelo Egito, Grécia e Roma. Desta vez, para falar de como era o jeito de se vestir séculos atrás.

‘Sapucaí Fashion Day’

Na ala chamada “Com que roupa eu vou?”, os integrantes puderam escolher que fantasia queriam vestir. Em outra, o tema era “Eu quero ser Naomi”, lembrando uma roupa que a modelo Naomi Campbell usou no último desfile de Yves Saint Laurent. Referências da moda atual, Alexandre Hercovitch, Jum Nakao, Lino Villaventura e Ronaldo Fraga ganharam alas temáticas.

A influência da fé na arte, como ocorreu com o gótico, foi o tema do segundo carro. Nas outras alegorias, o Renascimento , o Barroco e o Rococó. O penúltimo carro falou do Art Nouveau e homenageou Coco Chanel, representada pela atriz Marília Pera.

A escola fechou o desfile com o “Sapucaí Fashion Day”, tema do último carro alegórico. Fez um desfile dentro do desfile para reverenciar o glamour da moda. E, como todo desfile de moda, a Porto da Pedra encerrou sua passagem com a ala das noivas, uma homenagem a Simon Azulay, estilista brasileiro morto em 1988.

Visto no G1

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Inaugura hoje, no espaço Cinemark do shopping Iguatemi, em São Paulo, a mini exposição com os trajes e acessórios do filme “Coco Avant Chanel” (Coco Antes de Chanel), cujas peças aparecem no final do filme e foram emprestadas pelo Conservatoire Chanel de Paris. O filme, da diretora Anne Fontaine, narra a história de Gabrielle Chanel – a mulher que revolucionou a moda feminina nos anos 1920 – antes de ela se tornar este ícone de moda.
Além da exposição, foi lançado nesta última sexta-feira um concurso cujo prêmio será uma viagem de quatro dias a Paris, com direito a acompanhante e a visita ao apartamento onde viveu a estilista, na rue Cambon. Para participar, basta escrever um pequeno texto de, no máximo, dez linhas sobre a frase “Chanel é antes de tudo um estilo. A moda muda. O estilo permanece”, de autoria da própria mademoiselle. O prazo de inscrição vai até o dia 08 de novembro, com resultado no dia 24 do mesmo mês.
Para maiores informações, acesse www.iguatemisaopaulo.com.br.

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Inaugura hoje, no espaço Cinemark do shopping Iguatemi, em São Paulo, a mini exposição com os trajes e acessórios do filme Coco Avant Chanel” (Coco Antes de Chanel), cujas peças aparecem no final do filme e foram emprestadas pelo Conservatoire Chanel de Paris. O filme, da diretora Anne Fontaine, narra a história de Gabrielle Chanel – a mulher que revolucionou a moda feminina nos anos 1920 – antes de ela se tornar este ícone de moda.

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Além da exposição, foi lançado nesta última sexta-feira um concurso cujo prêmio será uma viagem de quatro dias a Paris, com direito a acompanhante e a visita ao apartamento onde viveu a estilista, na rue Cambon. Para participar, basta escrever um pequeno texto de, no máximo, dez linhas sobre a frase “Chanel é antes de tudo um estilo. A moda muda. O estilo permanece”, de autoria da própria mademoiselle. O prazo de inscrição vai até o dia 08 de novembro, com resultado no dia 24 do mesmo mês.

Para maiores informações, acesse www.iguatemisaopaulo.com.br

fonte: www.tanavitrinetanacea.com.br

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Os desfiles de Primavera/Verão 2010-2011 foram encerrados na última quinta-feira, em Paris. De hoje à sexta-feira, confira o resumo das tendências da próxima estação e fique realmente por dentro do que rolou por lá.
As coleções apareceram bem joviais, carregadas de acessórios. Se por um lado a feminilidade dá o tom da estação para esta mulher consciente do próprio corpo de sua sensualidade; por outro, a moda mais urbana e com fortes raízes de alfaiataria (com toques militares) também marca a nova estação. As cores são mais neutras, com apenas alguns toques de cor como laranja, rosa e variações de azul. Sobreposições, transparência e drapeados são as palavras de ordem da vez, acompanhadas por peças bordadas ou com aplicações, rendas, babados e pregas.
Alfaiataria – ela continua em alta, traduzida em shorts e calças de cintura mais alta, diversos tipos de paletós – mais curtos e ajustados ao corpo, molengões e levemente desestruturados ou em estilo smoking –, coletes e trench coats para os dias de chuva. A clássica camisa branca também apareceu bastante e a atualização veio na forma de vestidos que mais parecem longas camisas ou camisetas, super femininos e a cara do verão.
Brilho – apareceu descarado, nos paetês e nos tecidos metalizados ou brilhantes.
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Os desfiles de Primavera/Verão 2010-2011 foram encerrados na última quinta-feira, em Paris. De hoje à sexta-feira, confira o resumo das tendências da próxima estação e fique realmente por dentro do que rolou por lá.

As coleções apareceram bem joviais, carregadas de acessórios. Se por um lado a feminilidade dá o tom da estação para esta mulher consciente do próprio corpo de sua sensualidade; por outro, a moda mais urbana e com fortes raízes de alfaiataria (com toques militares) também marca a nova estação. As cores são mais neutras, com apenas alguns toques de cor como laranja, rosa e variações de azul. Sobreposições, transparência e drapeados são as palavras de ordem da vez, acompanhadas por peças bordadas ou com aplicações, rendas, babados e pregas.

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Alfaiataria – ela continua em alta, traduzida em shorts e calças de cintura mais alta, diversos tipos de paletós – mais curtos e ajustados ao corpo, molengões e levemente desestruturados ou em estilo smoking –, coletes e trench coats para os dias de chuva. A clássica camisa branca também apareceu bastante e a atualização veio na forma de vestidos que mais parecem longas camisas ou camisetas, super femininos e a cara do verão.

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Brilho – apareceu descarado, nos paetês e nos tecidos metalizados ou brilhantes

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Não precisa ficar com vergonha se você não souber nada.
O termo Alta-Costura (Haute Couture, do original, em francês) é usado para se referir aos desfiles cujas peças são produzidas manualmente. Isso mesmo. Nada de produção em máquinas ou fábricas.
É quando o estilista cria uma peça da maneira mais primitiva possível: mão, linha e agulha.
O estilista se torna um artista, praticamente um artesão. É a maior oportunidade que ele tem de expressar sua criatividade. Mostrar tecidos, bordados, cores. E, sutilmente, o que pode virar tendência com adaptações, é claro.
Há quem critique o distanciamento criado pelas coleções de alta-costura com o que está nas lojas. Mas a beleza é exatamente essa. Nada do que é produzido neste tipo de desfile tem pretensão de chegar às lojas.
As roupas são espécies de obras de arte e seus compradores são colecionadores. Quem adquire um vestido desses, por exemplo, expõe como se fosse um quadro. É o mesmo tipo de mercado. Os compradores são, geralmente, milionários apaixonados por moda.
Infelizmente, há alguns anos, este mercado entrou em decadência. A crise financeira afastou os principais compradores, já que se tratam de artigos de luxo. Algumas marcas, inclusive, já desistiram deste negócio.

Não precisa ficar com vergonha se você não souber nada.

O termo Alta-Costura (Haute Couture, do original, em francês) é usado para se referir aos desfiles cujas peças são produzidas manualmente. Isso mesmo. Nada de produção em máquinas ou fábricas.

É quando o estilista cria uma peça da maneira mais primitiva possível: mão, linha e agulha.

O estilista se torna um artista, praticamente um artesão. É a maior oportunidade que ele tem de expressar sua criatividade. Mostrar tecidos, bordados, cores. E, sutilmente, o que pode virar tendência com adaptações, é claro.

Há quem critique o distanciamento criado pelas coleções de alta-costura com o que está nas lojas. Mas a beleza é exatamente essa. Nada do que é produzido neste tipo de desfile tem pretensão de chegar às lojas.

As roupas são espécies de obras de arte e seus compradores são colecionadores. Quem adquire um vestido desses, por exemplo, expõe como se fosse um quadro. É o mesmo tipo de mercado. Os compradores são, geralmente, milionários apaixonados por moda.

Infelizmente, há alguns anos, este mercado entrou em decadência. A crise financeira afastou os principais compradores, já que se tratam de artigos de luxo. Algumas marcas, inclusive, já desistiram deste negócio.

armani-alta costurachanel-alta costurachristian dior-alta costuraJean paul gaultier-alta costura
yves saint laurent-alta costurafonte: www.tanavitrinetanacea.com.br

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Fotos-Debora-Secco-Coco-Chanel-revista-DropsA atriz Deborah Secco encarnou a mítica estilista Coco Chanel em um ensaio para a revista “Drops” – repare nas unhas, pintadas com as cores da bandeira francesa. A atriz confidenciou na entrevista que Chanel é o primeiro nome que lhe vem à cabeça quando pensa em estilo.

Visto no EGO

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Cantora é a nova garota-propaganda da marca e também lança joias
As primeiras fotos de Lily Allen como garota-propaganda da linha de bolsas da Chanel foram divulgadas. O diretor criativo Karl Lagerfeld, que também foi o fotógrafo, havia convidado a cantora britânica para a campanha, afirmando que “ela é divertida”. No melhor estilo “Bonequinha de Luxo”, Lily surge em fotografias em preto e branco, que serão lançadas com a coleção de outono-inverno 2010 da marca.
A nova linha de bolsas é chamada Coco Cocoon e será apresentada em outubro. As peças são reversíveis, feitas de um nylon leve e têm o mesmo acolchoado granada do clássico modelo 2.55. Nas cores, há opções em bordô, preto, cru e azul-marinho.
Joias
Na manhã de segunda-feira, dia 27 de julho, a cantora esteve no lançamento de sua linha própria de joias. A marca leva seu nome e traz peças no formato de pandas, flamingos e abóboras cobertas com cristais.

Cantora é a nova garota-propaganda da marca e também lança joias

Lilly Alen nova garota propaganda da Chanel

Lilly Alen nova garota propaganda da Chanel

Lilly Alen nova garota propaganda da Chanel

Lilly Alen nova garota propaganda da Chanel

As primeiras fotos de Lily Allen como garota-propaganda da linha de bolsas da Chanel foram divulgadas. O diretor criativo Karl Lagerfeld, que também foi o fotógrafo, havia convidado a cantora britânica para a campanha, afirmando que “ela é divertida”. No melhor estilo “Bonequinha de Luxo”, Lily surge em fotografias em preto e branco, que serão lançadas com a coleção de outono-inverno 2010 da marca.

A nova linha de bolsas é chamada Coco Cocoon e será apresentada em outubro. As peças são reversíveis, feitas de um nylon leve e têm o mesmo acolchoado granada do clássico modelo 2.55. Nas cores, há opções em bordô, preto, cru e azul-marinho.


Jóias

Na manhã de segunda-feira, dia 27 de julho, a cantora esteve no lançamento de sua linha própria de joias. A marca leva seu nome e traz peças no formato de pandas, flamingos e abóboras cobertas com cristais.

Lily Allen com a nova coleção da Chanel

Lily Allen com a nova coleção da Chanel

Nova coleção de bolsas da Chanel

Nova coleção de bolsas da Chanel

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Foto-Coco-Chanel-moda-FilmeDesde que foi anunciado, os interessados estão formigando de ansiedade para ver “Coco avant Chanel“, filme biografia que mostra a fase de aprendizado da estilista, estrelado pela também adorada Audrey “Amelie Poulain” Tatou. Este frenesi e as mudanças de data de estreia (a última que se tem notícia é 30 de outubro no Brasil) fez pipocar notícias e declarações de amor para a grande estrela da moda, aquela que, se não é unanimidade, é a que mais se aproxima disso. E nem estou falando da marca Chanel, aquela muito bem mantida pelo estilista Karl Lagerfield desde 1983 e que é um exemplo de longevidade em uma grife.

Não, estou falando da estilista Chanel, que viveu em uma época em que a marca ainda não possuía o poder de hoje em dia, mas sim a figura do criador, numa relação que aproximava o costureiro dos artistas. No entanto, mesmo sendo ídolo máximo do campo da moda, Chanel é uma figura interessante para toda a história da cultura do século XX. Isso porque ela não apenas pensava em costurar para a elite socioeconômica da França, não, Chanel no fundo costurava para si mesma. Audaciosa, faladeira, e boa de marketing pessoal, além de um histórico de heroína, é uma figura fácil de ser romantizada – me surpreende os poucos filmes e livros.

De família pobre, quando tinha seis anos perdeu a mãe e ficou com mais quatro irmãos aos cuidados do pai, que por trabalhar muito, manteve as meninas em um orfanato. Logo, Gabrielle Bonheur Chanel começou a trabalhar cantando em cabarés, época em que recebeu o apelido Coco. Como a grande maioria das mulheres pobres, costurava (lembrando que o comércio de roupa pronta, como magazines, ainda não era popular). Começou fazendo chapéus e só depois, abriu uma maison.

Mas o sucesso entre as mulheres abastadas não se deu de uma hora para outra – Coco foi inserida na alta roda parisiense por um militar milionário, além de ter tido outros amantes idem – suas primeiras lojas foram financiadas por um jogador de pólo com quem teve um caso. É inegável que houvesse talento na jovem estilista, mas não só para construir e criar peças novas, mas um talento para se relacionar com as pessoas certas, o que em qualquer meio social é meio caminho andado para influenciar as pessoas.

De certo, as criações de Chanel causavam estranhamento nas damas de porte aristocrático. Para entender porque a insistência no “rótulo de gênio”, antes de descrever as imagens criadas por ela, tente imaginar uma típica mulher milionária da época: apertadas em corsets, com metros e metros de sedas e rendas, cabelos muito longos e ornamentados e muitas joias verdadeiras, impedidas de se movimentarem com naturalidade. Menos alienada a acontecimentos sociais, consciente dos avanços na emancipação feminina e da velocidade que a industrialização propunha para o consumo, amiga de artistas influentes e legitimados entre os ricos, como Picasso e Jean Cocteau, tomou para si o espírito de simplicidade e liberdade da época e aplicou em suas peças.

Assim, Chanel pode ser considerada a criadora do traje casual - propôs malhas e brim (tecidos considerados rústicos), calças de montaria para as mulheres (cavalgar de saia era uma ideia mesmo estúpida), combinações de saias mais curtas, inspiradas nos trajes masculinos (e eternizados como tailleurs), bolsas com correntes (para a mulher ter a mão livre, assim pode segurar o cigarro, hábito que crescia entre as garotas), chapéus práticos, sem tantas plumas e pedrarias (os grandes chapéus eram usados para evitar que o sol queimasse o rosto das mulheres europeias, já que a pele branca era sinônimo de status, mas Chanel não se importava e aparecia coradinha, de chapéu pequeno), bijuterias (os metros de pérolas falsas estavam ao alcance de todos) e, acima de tudo, o “pretinho básico”, adequado, bonito e prático.

Isso tudo não é apenas uma reunião de exemplos de objetos de desejo, não. Nessas criações, e principalmente na aceitação que tiveram – não basta criar, as pessoas têm que usar – é possível perceber um momento histórico, em que a burguesia aumentava seu poder de consumo cada vez mais, a mulher era necessária no mercado de trabalho e autorizada a frequentar espaços sociais e não só a vida doméstica, o esporte e as atividades de lazer passam a ser rotineiros para essa nova classe abastada e o costureiro passa a ser tão importante quanto quem veste sua criação. Chanel soube usar tudo isso e divulgou o conceito de “estilo é o que permanece”, o que se desenvolve para a nossa atual ideia de marca. A criação fora de contexto é mero produto, o que não acontece aqui.

E ainda provou que não era da boca pra fora: nos anos 50, quando andava apagada por causa de problemas durante a Segunda Guerra Mundial – acusada de colaborar com alemães, de manter um relacionamento com um oficial nazista, acabou presa, uma história ainda mal contada – o estilista da vez era Christian Dior, com uma proposta oposta a de Coco, a de restaurar os ares de nobreza da mulher depois de difíceis tempos de racionamento e trabalho. Mas, obstinada e cheia de certezas que era, aproveitou o seu estilo e recriou sobre suas formas básicas, atingindo grande popularidade novamente e conseguindo apoio de uma garota propaganda de dar inveja, aquela tal de Marilyn que tinha o hábito de dormir só de perfume.

Você pode se interessar mais pela vida cheia de amores e desaforos de Coco, ou pela intuição e ousadia da estilista Chanel, tanto faz. O filme pode trazer muitas verdades ou apenas fantasiar sobre alguém que muito fantasiou sobre si mesma. Tanto faz também. É sempre bom ter uma referência com tantas importâncias quanto essa. E tomara que não adiem o filme.

Por Priscila Rezende

Visto no A Capa

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