Não precisa ficar com vergonha se você não souber nada.
O termo Alta-Costura (Haute Couture, do original, em francês) é usado para se referir aos desfiles cujas peças são produzidas manualmente. Isso mesmo. Nada de produção em máquinas ou fábricas.
É quando o estilista cria uma peça da maneira mais primitiva possível: mão, linha e agulha.
O estilista se torna um artista, praticamente um artesão. É a maior oportunidade que ele tem de expressar sua criatividade. Mostrar tecidos, bordados, cores. E, sutilmente, o que pode virar tendência com adaptações, é claro.
Há quem critique o distanciamento criado pelas coleções de alta-costura com o que está nas lojas. Mas a beleza é exatamente essa. Nada do que é produzido neste tipo de desfile tem pretensão de chegar às lojas.
As roupas são espécies de obras de arte e seus compradores são colecionadores. Quem adquire um vestido desses, por exemplo, expõe como se fosse um quadro. É o mesmo tipo de mercado. Os compradores são, geralmente, milionários apaixonados por moda.
Infelizmente, há alguns anos, este mercado entrou em decadência. A crise financeira afastou os principais compradores, já que se tratam de artigos de luxo. Algumas marcas, inclusive, já desistiram deste negócio.

Não precisa ficar com vergonha se você não souber nada.

O termo Alta-Costura (Haute Couture, do original, em francês) é usado para se referir aos desfiles cujas peças são produzidas manualmente. Isso mesmo. Nada de produção em máquinas ou fábricas.

É quando o estilista cria uma peça da maneira mais primitiva possível: mão, linha e agulha.

O estilista se torna um artista, praticamente um artesão. É a maior oportunidade que ele tem de expressar sua criatividade. Mostrar tecidos, bordados, cores. E, sutilmente, o que pode virar tendência com adaptações, é claro.

Há quem critique o distanciamento criado pelas coleções de alta-costura com o que está nas lojas. Mas a beleza é exatamente essa. Nada do que é produzido neste tipo de desfile tem pretensão de chegar às lojas.

As roupas são espécies de obras de arte e seus compradores são colecionadores. Quem adquire um vestido desses, por exemplo, expõe como se fosse um quadro. É o mesmo tipo de mercado. Os compradores são, geralmente, milionários apaixonados por moda.

Infelizmente, há alguns anos, este mercado entrou em decadência. A crise financeira afastou os principais compradores, já que se tratam de artigos de luxo. Algumas marcas, inclusive, já desistiram deste negócio.

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yves saint laurent-alta costurafonte: www.tanavitrinetanacea.com.br

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Cinzas apareceram com destaque nas passarelas masculinas, como nesta produção da Prada

Cinzas apareceram com destaque nas passarelas masculinas, como nesta produção da Prada

Paris e Milão definem homem utilitário e “cinzento” para o próximo verão;

Se depender do que se viu nas duas últimas semanas, o próximo verão será cinzento, pelo menos no que diz respeito à cor das roupas masculinas mostradas de 19 a 23 de junho em Paris e de 24 a 29 em Milão. Mas, se por um lado o clima de incerteza gerado pela crise produziu uma temporada um tanto monótona e comercial, por outro, submeteu os estilistas ao desafio de criar coleções que fossem usáveis, práticas, utilitárias e ainda assim criativas e desejáveis.

Cinzas apareceram com destaque nas passarelas masculinas, como nesta produção da Prada.

Looks trouxeram peças utilitárias, com bolsos e mochilas, como estes da DSquared2

Looks trouxeram peças utilitárias, com bolsos e mochilas, como estes da DSquared2

O cinza realmente apareceu como um denominador comum para várias marcas (Prada, Missoni, Armani, Yves Saint Laurent), ainda que pontuado por cores ácidas, como o laranja forte, o amarelo cítrico e cobalto, em detalhes e acabamentos. As produções monocromáticas foram uma constante da estação, principalmente em cinza, é claro; em preto, que ainda é a cor-coringa do vestuário masculino (Rick Owens, Dior Homme); mas também em cores fortes, como vermelho (Paul Smith, Dirk Bikkemberg), azul (Calvin Klein, Gucci), laranja (Gaultier) e rosa (Ungaro), cor que “estreou” no masculino da temporada passada e vem como quem quer ficar (o tempo dirá se os homens também a querem).

O apelo utilitário se fez sentir em praticamente todas as coleções, nas parcas, nos casacos e bermudas com bolsos em profusão, e na grande quantidade de bolsas (Gucci, Burberry), agora também pequenas (após a “ditadura” das bolsas grandes), presas por alças ou cintos –a deselegante pochete agora não vem mais só ao redor da cintura (Versace, Dsquared2), mas pendurada no ombro, na diagonal (Emporio Armani).

Looks trouxeram peças utilitárias, com bolsos e mochilas, como estes da DSquared2

Mesmo o pouco de escapismo que apareceu em algumas coleções (a inspiração em terras distantes e em viagens) ganhou logo um caráter mais prático (Missoni, Paul Smith) do que sonhador (John Galliano), em peças que parecem atender ao desejo de pessoas viajadas (que viajam cada vez mais) e precisam de roupas duráveis, leves, utilitárias.

Nas ocasiões mais formais, os costumes e ternos justos (mas sem exagero), com paletós de dois botões, são usados com gravata fina (Gucci, Prada) ou até sem gravata, o que resulta numa austeridade “estranha”; na moda casual, a referência aos anos 80 aparece no jeans de lavagem bem clara (Missoni, D&G) que aparece ao lado de malhas e trench coats em cores desbotadas, como que “de sorvete” (Dsquared2, John Varvatos, Jil Sander).

Em resumo, a estação revisitou peças clássicas do guarda-roupa masculino recriando-as, mas sem compremeter um certo ar atemporal, que combina com tempos de vacas magras, em que ninguém imagina trocar seu guarda-roupa só pelo ímpeto da novidade. Mas, como disse recentemente Pierre Hardy (designer dos sapatos da Hermès), em entrevista à revista inglesa de moda masculina “GQ”, “toda estação, as pessoas querem o atemporal de hoje”, não o atemporal da coleção passada. E essa, afinal, é a alma do negócio.

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Fotos-Beleza-das-modelos-do-desfile-foi-inspirado-no-visual-de-Rita-Hayworth-no-filme-Gilda

Estilista se inspirou nas estrelas da era de ouro de Hollywood.
Modelos desfilaram com penteado semelhante ao de Rita Hayworth.

Jean-Paul Gaultier prestou uma vibrante homenagem ao cinema, às estrelas da era de ouro de Hollywood e à atriz francesa Micheline Presle, que inspirou a vocação do estilista, na coleção apresentada nesta quarta-feira (8), último dia de desfiles nas passarelas da alta-costura parisiense.

“Fã de cinema”, em suas próprias palavras, Gaultier desfilou mulheres sensuais em longos vestidos justos com cauda de veludo de seda, saias de crepe com estampados de penas e corpete com ombros e quadris articulados como uma armadura sobre vestido de tecido fluido.

Os babados de um vestido curto aparecem adornados com pequena penas em um desenho de tons de vermelho e bege combinando com o adorno da cabeça, com luvas compridas bem ao estilo de Rita Hayworth em “Gilda”. O busto é ressaltado com drapeados e bordados. Sobre os vestidos, uma estola de pele forrada de musselina e casacos de pele levados nos ombros lembram as grandes damas do cinema dos anos 40.

Quando surge a noiva e os rostos de grandes atrizes são projetados um atrás do outro sobre o véu, sobrepostos ao rosto da modelo, o público aplaude, em êxtase. As imagens de Bette Davis, Grace Kelly, Marlene Dietrich e outras atrizes aparecem projetadas na parede, atrás do cenário decorado com projetores e ventiladores de cinema.

Gaultier quis homenagear principalmente a atriz francesa Micheline Presle, que fez sucesso mundialmente com o filme “O Diabo no Corpo” e trabalhou em vários filmes franceses, sendo melhor reconhecida em seu país.

O estilista explicou que viu Micheline quando era criança, no filme “Nas Rendas da Sedução” (Falbalas), de 1945, que “descreve perfeitamente o mundo da moda“.

A personagem interpretada por Micheline, de blazer ajustado de ombros largos, maquiagem forte e chapéu, inspirou em Gaultier a vocação para criador de moda, disse o estilista.

Fotos-Modelos-inspirados-em-Hollywood-exibidos-no-desfile-de-Gaultier

O cinema foi objeto de homenagem também no desfile da maison Franck Sorbier. O estilista apresentou uma pequena coleção (cinco modelos masculinos e cinco femininos) com o título “Gueules d’atmosphère” (rostos de atmosfera), em alusão a uma célebre frase da atriz Arletty no filme “Hôtel du Nord”.

“É uma coleção dedicada ao retrato, que fala verdadeiramente de rostos, de caras”, declarou Sorbier, que apresentou sua coleção em modelos parados, sem desfile, em um estudo fotográfico, como a introdução de personagens de um filme.

“A ideia era fazer algo que não fosse um desfile. De qualquer forma, não teríamos os meios para fazer. Utilizamos tudo o que tínhamos”, acrescentou o estilista, cuja maison atravessa, como tanta outras, dificuldades financeiras.

Os looks de Sorbier para o próximo inverno incluem uma grande veste de veludo bordado de fitas coloridas, um vestido de baile de fitas e cordões compridos e um casaco feito com um mosaico de telas.

Mostrando uma evidente melhor condição financeira, o libanês Elie Saab propôs uma coleção que definiu como de “arquicostura”, inspirada em grande parte pela Art Nouveau, principalmente nos vestidos drapeados.

A paleta de cores é muito clara, com branco, madrepérola e marfim, que aparecem nos vestidos, casacos, nas rendas, flores bordadas, lantejoulas e franjas de musselina em recortes, apliques e detalhes preciosos.

Visto no G1

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