Elegemos os desfiles que mais se destacaram na temporada N43 do São Paulo Fashion Week e apontamos onde já encontrar as coleções.

À La Garçonne

À frente da linha de roupas da loja de Fabio Souza há um ano, Alexandre Herchcovitch tem brilhado na nova fase da carreira. Em sua terceira coleção, o estilista segue unindo com maestria suas habilidosas técnicas de costura ao olhar street e underground que sempre esteve presente no DNA de suas criações – Alexandre apresentou mais um ótimo desfile, com casting eclético, repleto de peças fáceis e que são puro desejo, caso das jaquetas e moletons. Ponto também para a série de parcerias (foram mais de dez) a cruzarem a passarela – dos tênis, desenvolvidos com a Vans, às bijoux de Hector Albertazzi, passando por bolsas-desejo estampadas com as cordas que são marca registradas da grife criadas com a Escudero.

Desejo absoluto: jaquetas e moletons com prints de cordas, animais ou frase; t-shirts que brincam com o termo ÀlaGarçovitch e bolsas-saco com alça grossa para serem usadas enviesadas no corpo.

Onde encontrar o “see now, buy now”: parte da coleção já está à venda na loja da À La Garçonne, em São Paulo. A outra metade desembarca no espaço no próximo mês.

A.Niemeyer

Após comemorar dez anos de vida e inaugurar sua primeira loja no Rio, a grife paulistana estreou no SPFW provando que sua moda confortável é também muito chique. Originalmente dedicado aos momentos de lazer, o holiday wear de Fernanda Niemeyer e Renata Alhadef circula com louvor do trabalho à festinha. Ponto para a série mais esportiva do desfile, com moletons e calças desabadas, a mais autoral.

Desejo absoluto: casacos casulo de lã decorados inclusive com a versão recém-tosqueada do material.

Onde encontrar o “see now, buy now”: nas duas lojas da marca (São Paulo e Rio) e nos e-commerces OQVestir e Shop2gether.

Apartamento 03

Parte do line-up do SPFW há dois anos e meio, desde que foi adquirida pelo grupo Nohda, de Patricia Bonaldi, a grife é desde então um dos destaques da semana de moda. Um dos melhores a trabalhar no Brasil a alfaiataria, inclusive em versões festivas, o estilista Luiz Claudio Silva usou o “O Visconde Partido ao Meio”, de Italo Calvino – alegoria sobre um visconde que, numa guerra, é partido ao meio por uma bala de canhão, dividindo-se entre a maldade e a bondade – como inspiração para uma interessante dualidade, na qual tecidos aparentemente pesados foram usados de maneira leve.

Desejo absoluto: a alfaiataria-pijama bordada, ótima para surpreender no look de festa.

Onde encontrar o “see now, buy now”: na loja da marca em São Paulo.

Ellus

A grife celebrou 45 anos em grande estilo com um desfile que emocionou convidados e levou à passarela modelos que marcaram essa trajetória, como Carol Trentini, Carol Ribeiro, Luciana Curtis e Mari Weickert. Hits da história da Ellus foram revisitados em 74 (!) looks, que tiveram edição acertadíssima e passearam por todas as assinaturas da marca, caso do couro rock´n´roll e da caprichadíssima alfaiataria. Bônus: a apresentação marcou também o lançamento de uma nova etiqueta permanente, batizada de XLV, que a cada temporada relançará peças ícones da grife.

Desejo absoluto: saias e jaquetas de couro decoradas com babados estampados com florais.

Onde encontrar o “see now, buy now”: nas lojas da grife na Oscar Freire e no shopping Iguatemi, ambas em São Paulo, e no e-commerce da marca. Aos poucos a coleção desembarca nos demais pontos de venda espalhados pelo Brasil.

Gig

Em seu quinto desfile no SPFW, a grife mineira fundada por Gina Guerra e Patricia Schettino em 2002 mostrou sua versatilidade no tricô, usando a técnica como base para uma ótima coleção com o clima street que dá o tom da temporada. Sem deixar de lado os decorativismos que lhe são característicos, como babados e plissados, a Gig levou à passarela jaquetas bombers, moletons e vestidos usados sobre calças – construídos sempre em fios brilhantes e riquíssimos em texturas.

Desejo absoluto: moletons em tons metalizados e calças esportivas com elástico na cintura, tudo feito de tricô.

Onde encontrar o “see now, buy now”: na loja da marca em São Paulo e nos e-commerces Gallerist, Shop2gether e Farfetch.

Memo

Após estrear no SPFW na temporada passada com uma coleção desenvolvida a quatro mãos com Lolita Hannud, Patricia Birman se uniu desta vez às irmãs Renata e Lilly Sarti e provou novamente que o sportswear pode ser chique e interessante o suficiente para ser usado também em vários outros momentos do dia. As peças esportivas da marca aparecem super femininas, repletas de babados e referências a uniformes antigos de tênis e jogging,

Desejo absoluto: moletons com maxibabados coloridos.

Onde encontrar o “see now, buy now”: em pre-order na loja física da Memo. Parte da coleção já está à venda no OQVestir.

Two Denim

Ótima surpresa entre os estreantes da edição, a grife se destacou pela moda fácil e desejável sem ser banal. Lançada em 2013 pelo casal Flavia Rotondo e Alexandre Manetti – figuras experientes dos bastidores, à frente de um showroom de atacado há duas décadas –, a Two Denim nasceu originalmente dedicada apenas a peças sofisticadas de jeanswear. Na passarela, porém, o jeans premium da grife foi combinado a uma bem trabalhada série de camisaria romântica, em um guarda-roupa completo que incluía também tricôs com pompons e casacos de alpaca. À venda em 67 multimarcas, resta agora aguardar a primeira loja própria da grife, próximo passo de Flavia e Alexandre.

Desejo absoluto: camisas com babados e mangas volumosas.

Onde encontrar o “see now, buy now”: a coleção já está à venda em 67 multimarcas pelo Brasil, como Mares (SP) e Ka Store (Rio), além dos e-commerces OQVestir e Shop2gether.

Fonte: Glamour

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Pelas charmosas ruas da cidade murada de Cartagena, patrimônio colombiano e também da humanidade, peças ultrafemininas, com rendas, babados e laços, se entregam ao poder do branco, ganham a companhia da alfaiataria e a vida dos tons fluo.

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Na temporada mais quente do ano, looks claros se tornam escolha indispensável. Para repaginar as produções brancas do trabalho ao passeio, a dica é acrescentar peças ou acessórios fluo. O efeito é divertido, mas ainda assim sofisticado.

Acima, paletó, R$ 4.220, e calça, R$ 2.890, 3.1.Phillip Lim à venda na NK Store. Bolsa, R$ 48.460, camélia e pulseira, preço sob consulta, Chanel.

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À esq., camisa Dolce&Gabbana, R$ 2.600. Saia Colcci, R$ 899. Mochila Jansport, R$150. Pulseira Ivana Salume, R$ 195 cada (usadas de diferentes cores em quase todas as fotos). Cinto Birô, R$ 40. Tênis Superga, R$ 250 (usado em quase todas as fotos). Câmera, acervo. À dir., blusa Corporeum, R$ 320. Saia, R$ 1.888, e cinto, R$ 298, Mabel Magalhães. Câmera, acervo.

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À esq., maiô Amir Slama, R$ 450. Calça Printing, R$ 1.180. Jaqueta (amarrada na cintura) Lauf, R$ 258. À dir., vestido Helo Rocha, R$ 5.681.

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Vestido PatBo, R$ 23.973. Mochila Jansport, R$ 130. Pulseiras Ivana Salume, R$ 195 cada. Tênis Superga, R$ 250. Sombrinha e câmera, acervo.

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À esq., camisa Chanel, R$ 8.830. Top, acervo. Calça Lenny Niemeyer, R$ 650. À dir., macacão
NKStore, R$ 1.690. Pulseira de acetato Chanel, preço sob consulta. Pulseiras coloridas, acervo.

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À esq., vestido Cris Barros, R$ 2.696. Lenço, acervo. À dir., vestido Lino Villaventura, R$ 2.980. Boné New Era, R$ 179. Bolsa Dior, R$ 12.800.

 

Fonte: Marie Claire

 

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tecnologia-fashion-roupas-multibilionarias-quadro-evolutivoOs fãs de filmes de ação com agentes secretos já estão acostumados com tecnologias que se confundem com a roupa dos personagens, de James Bond até o divertido e atrapalhado Agente 86, com seu indefectível sapatofone – o nome do acessório é autoexplicativo de sua função. No entanto, a ficção está virando realidade. Empresas como Google, Samsung e Sony estão investindo pesado no que tem sido considerado por analistas a próxima grande onda tecnológica. São os “wearable devices” (ou, simplesmente, tecnologias que podem ser vestidas), que geraram receitas de US$ 8,5 bilhões em 2012, de acordo com estimativas da consultoria IHS.

Em 2018, esse valor deve quase quadruplicar para US$ 32,1 bilhões (leia gráfico ao lado). “Eles já estão nos mais diversos segmentos, o que os torna relevantes para cada vez mais consumidores”, afirma Shane Walker, diretor da IHS. O mais aguardado de todos os “wearable devices” são os óculos do Google, batizados de Glass. Sergey Brin, um dos fundadores da companhia de Mountain View, está pessoalmente envolvido em seu desenvolvimento, um indicativo da importância do projeto. O acessório fashion terá uma tela acoplada às lentes. Ele poderá gravar vídeos e tirar fotos com resolução de cinco megapixels, além de realizar tarefas básicas de um smartphone, como checar e-mails, enviar mensagens, fazer chamadas telefônicas e, claro, realizar buscas
na internet.

Previsto para ser lançado em 2014, seu preço deverá ficar entre US$ 600 e US$ 800. O Google, porém, é apenas a ponta do iceberg desse novo mercado digital. Relógios, pulseiras e chips em tênis já podem ser encontrados à venda. A coreana Samsung e a japonesa Sony, por exemplo, já competem na categoria que foi batizada de relógios inteligentes. A Apple também deve entrar nessa disputa. Há grande expectativa pelo lançamento de seu iWatch. A empresa comandada por Tim Cook já registrou patentes do produto em diversos países pelo mundo. Até a Intel quer uma fatia dos “wearable devices”. A fabricante de chips americana anunciou, em meados de setembro, uma nova linha de processadores Quark, que têm um quinto do tamanho do Atom, seu menor processador.

“A próxima onda da computação ainda está sendo definida”, disse Brian Krzanich, CEO da Intel. Sua preocupação faz sentido. Dominante em computadores, a Intel ficou para trás na era dos smartphones e tablets e não quer perder essa nova febre tecnológica. Como é ainda incipiente e sem uma empresa grandalhona que o domine, o mercado de “wearable devices” está lotado de companhias iniciantes. É o caso da Bionym, pequena empresa canadense de inovação em tecnologia. Com apenas US$ 1,4 milhão, a Bionym criou uma pulseira que identifica a frequência cardíaca do usuário, servindo para destravar desde smartphones até carros, substituindo as tradicionais senhas.

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“Ela trará uma maior sensação de segurança sobre nossas informações”, afirma Kurt Barlett, diretor de marketing da Bionym. O desafio, neste estágio inicial, é fazer com que essas tecnologias possam ser vestidas de forma discreta, sem chamar muita atenção, o que está longe de acontecer com o bandeiroso Google Glass. “É uma questão de adaptação”, diz Sérgio Cavalcante, superintendente do Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife (Cesar). “Quando surgiu o relógio de pulso substituindo o de bolso, também houve um estranhamento.” Num futuro próximo, será normal pessoas andarem nas ruas com óculos que são uma miniatura da tela de um computador?

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