Uma semana de moda no mínimo diferente, com jornalistas, lojistas e fashionistas correndo de um lado para o outro para tentar acompanhar os dois eventos de moda para o inverno 2012 que acontecem neste momento na capital carioca. Um deles é o Fashion Rio, que deve sofrer algumas mudanças nas próximas edições, segundo o que disse Paulo Borges durante coletiva de imprensa. A meta é ter duas semanas de moda de verão em São Paulo, duas de alto-verão no Rio e apenas uma de inverno. Ele, porém, não informou qual das duas cidades, Rio ou São Paulo, perderia desfiles de inverno.

“Houve uma má interpretação de uma conversa interna sobre o calendário. Devido aos grandes eventos que irão acontecer no Brasil, como a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016, vamos passar a adiantar a temporada de verão para maio e o lançamento de alto-verão para fim de agosto ou começo de setembro”, declarou.

Ambos os eventos estão movimentados, cada um com seu nicho bem estabelecido: business dos bons de um lado e passarela bem resolvida do outro. É época de Rio com chuva, mas não menos encanto.

 

Herchcovitch, marca de jeanswear do renomado estilista, abriu as apresentações mostrando peças em lavagens brutas, mais tradicionais, além de preto resinado. O diferencial ficou para os detalhes: desfiados nas costuras, botões e bolsos deslocados. O material pesado faz contraste com peças em tricô macio estampadas com caveiras, bolsas e outros acessórios cor caramelo. Foram feitas ainda várias peças em sarja colorida nesta mesma cor, o que deu um ar safári ao final da apresentação.

  

Acquastudio resgata o requinte da alta-costura, com o romântico ornamental. Se num momento a estilista mostra releituras dos anos 1940 e 50, sobretudo do New Look, noutro cria vestidos dignos de princesas dos desenhos. Há grande trabalho de bordados, aplicação de fitas de cetim e outras passamanarias metalizadas, técnica de laminação e outras minuciosidades.

  

Patachou em clima oriental. A marca brincou com a modelagem do quimono para criar vestidos, blusas, saias e calças supermodernas, com um que de minimalismo aqui, mas a vibração de algumas cores e estampas ali, o que funcionou. Os materiais fizeram toda a diferença: tecidos metalizados e jacquards de seda, lurex e linho encerado.

 

Alessa fez mais uma de sua apresentações intensas, esta, porém, sem um tema tão literal: “Histórias para contar”, com lindíssima e crítica música de fundo: “Neguinho”, de Gal Costa. Sua moda invernal encorpou. Estavam lá seus vestidões em crepe de seda, mas também calças ajustadas, camisas em linho e casacos de lã. Uma cartela quente com ocre, marrom e laranja junto da frieza do azul-celeste, do marinho e do cinza.

 

A coleção de inverno da Cantão foi baseada na metamorfose e parece ter privilegiado o conforto de um legítimo casulo! Sãos os tricôs fofos e os vestidos amplos os principais responsáveis por esta sensação. O início completamente branco deu certo clima polar, mas foi logo aceso por um quadriculado invernal: um amarelo aqui, um azul ali e um verde e um vermelho acolá. Observe ainda os comprimentos mais curtos na frente e alongados atrás.

Os novos estilistas do Rio Moda Hype vieram para marcar o final do dia com suas vontades criativas: Soddi, da Bahia (nova era de super-heróis), Lucas Magalhães, de Minas Gerais (Afrikan Ark, as artes cromáticas de Sonia Delaunay e as fotografias das tribos africanas de Carol Beckwith e Angela Fisher), Antônio Bizarro, de São Paulo (Canário em Mina de Carvão, coleção com pegada rocker), Adbruck, do Rio de Janeiro (“Mr. Scarecrow – Straw Heart”, inspirada na música de Herbert Vianna) e André Lucian, também do Rio de Janeiro (Instinkt, inspirada no instinto humano).

 

Fonte: USEFASHION

Tags: , , ,

Leave a Reply