Mara Mac, Filhas de Gaia, Cavendish, Graça Ottoni e Cover
Orientada pelas estampas náuticas e cruzando os mares revoltos que inspiraram a coleção, Mara Mac chegou à roupa elegante, no estilo de confort-cool que ela tanto gosta. Como a rota de navegação leva ao inverno, ela incluiu casacos corta vento, além de tricôs e moletons. Medidas folgadas e bolsos charmosos são para deixar a mulher à vontade, e os vestidos de tricô esbanjam versatilidade.
Formas corporais modificadas serviram de fio condutor para a coleção das Filhas de Gaia, baseada no clássico Frankenstein. A marca redesenhou a silhueta, acrescentou estampa feminina floral e temperou com uma pegada rock pesada, com direito a AC/DC na trilha sonora. Os comprimentos são audaciosos, curtíssimos nos vestidos e spencers. Os decotes variam entre o fechado preso ao pescoço e o super decote V. Micro vestidos colados ao corpo lideram o mix, embora sirvam apenas para poucas consumidoras.
O figurino das colhedoras de chá  das montanhas asiáticas inspirou a Cavendish, que partiu daí e acelerou no romântico. Os muitos babadinhos curtos acompanhando a linha lateral do corpo e nas barras são quase sempre bonitos, isso quando não pecam pelo excesso e comprometem a leveza pretendida. A combinação de blusa e calça folgada rendeu boas variações de modelagem para ambas as peças, e o conjunto ficou gracioso. Os vestidos, cada qual com as suas particularidades, também devem agradar. A dúvida fica nos macacões, açucarados pelos tantos babados.
O desfile de Graça Ottoni teve início com uma boa sequência de rendas e transparências, evocando o underwear que a estilista aprecia em peças sobrepostas aos vestidos, saias e blusas. Em seguida, afiadas combinações de casaco curto + vestido. São belos os vestidos construídos em camadas de tiras de organza e os casacos casulo dão um espetáculo à parte. Bela coleção, extremamente feminina. A um só tempo poética e urbana, transmitindo bem a identidade da marca, que se concentra na precisão dos cortes e na excelência dos tecidos.
Para representar a ambivalência da vida contemporânea, a inspiração da Coven vem de sentidos opostos. De um lado a fantasia e o espetáculo do circo, do outro a austeridade militar e as guerras de todos os tempos. Não há convergência forçada nesta via de mão dupla. A não ser nos muitos recortes e no brilho quase absoluto do lurex e dos canutilhos de metal, a dualidade é preservada todo o tempo ainda que em uma mesma peça, de um lado justa de outro folgada, por exemplo, ou no conjunto do look.

fonte: www.usefashion.com.br

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