Foto-Venda-moda-praia-aumenta-ferias

O mês de julho é muito importante para o setor de confecções do Ceará, principalmente, para a moda praia, que projeta crescimento de até 60% na produção, em relação a igual período do ano passado.

O presidente do Sindicato das Indústrias de Confecções do Ceará (Sindiconfecções), José Moreira Sobrinho, diz que as vendas a partir de junho trazem boas promessas para o setor. “As expectativas são alvissareiras”, projeta. “A produção cresce, as vagas para trabalho aumentam”.

O incremento, segundo o proprietário da marca Emanuelle, Raimundo Manoel Santos Filho, deve-se à produção em larga escala para abastecer o mercado no segundo semestre e à demanda motivada pelas férias de julho. “Os estados nordestinos começaram a fazer pedidos só depois do fim das enchentes, principalmente, Maranhão e Piauí”, explica
Santos. “A demanda no segundo semestre é tão grande que estamos produzindo agora para atendê-la”. Além disso, ele compara o atual cenário com o do ano passado, quando as vendas para o Carnaval foram prejudicadas pela proximidade da data com o réveillon e com a diminuição das exportações para a Europa.

Crescimento na produção é de até 60%, em relação a igual período do ano passado Nas três lojas da marca Bolha D´água, em Fortaleza, a expectativa de crescimento das
vendas de julho é de 70%, em relação a igual período do ano passado. Segundo a gerente Raquel Simão, desde a última semana de junho já se demonstra que a meta será atingida. “Aqui parece véspera de Carnaval”, compara. “As vendas estão bombando”.

A gerente da loja Rygus, marca com duas unidades na Capital, Ana Albuquerdiz que, o começo de julho já mostra um crescimento nas vendas, o que deve ser 30% superior ao mesmo mês do ano passado. “Os turistas sempre alavancam as vendas”, afirma. Na loja Kanto Kente, a gerente Paula Diniz destaca que as vendas devem se intensificar a partir do próximo dia 10 de julho. A produção de moda praia da loja este ano, de acordo com ela, dobrou para atender a demanda do período.

O superintendente da União das Indústrias de Artigos de Moda do Ceará (Unimoda), Joseomy Moreira, confirma o crescimento na demanda por moda praia e acrescenta: moda leve (shortinhos, camisetas e saias) acompanha igual desempenho. Ele assinala que entre os desafios para o setor está a formalização. “São cerca de 2.500 fabricantes de confecção constituídos formalmente”, calcula Moreira. “E esse número não é menor para os informais do setor”. Para ele, uma saída é a adesão ao microempreendedor individual (MEI), lei que entrou em vigor em 1o de julho deste ano.

Fonte: Diário do Nordeste

Tags: , , , , , , , , , , ,

Leave a Reply