A top desenhou uma coleção para a grife Longchamp.
Foi divulgado o making of do ensaio de Kate Moss para a grife Longchamp.
A top, que fez o design de uma coleção de bolsas para a marca, foi clicada ao lado de suas criações.
Todas as bolsas foram criadas de acordo com o gosto de Kate.
Visto no EGO
Ele utiliza 393 teclas em cada peça.
Ele utiliza 393 teclas em cada peça.

O jovem designer português João Sabino, 33 anos, cria bolsas a partir de teclas de computador. Em cada uma delas, utiliza 393 teclas de teclados comuns, com o objetivo de criar uma forma fragmentada. A aleatoriedade com que as teclas formam as bolsas dá uma singularidade a cada objeto. O acessório pode, inclusive, trazer mensagens diretas ou codificadas através das letras das teclas. Suas peças já foram tema de exposições em Lisboa, Milão, Paris, Frankfurt e Barcelona.

As bolsas – também conhecidas como key bags – estão à venda no site de João Sabino e custam entre 130 euros e 145 euros nas vendas para o Brasil.
fonte: http://revistapegn.globo.com
Mary-Kate e Aslhey Olsen… ou seria o contrário?

Está lembrada das gêmeas Olsen, Mary-Kate e Ashley? As duas atrizes e jovens empresárias, que se tornaram membro do Council of Fashion Designers of América este mês, acabaram de assinar contrato com a loja de departamentos JC Penney Co. Nele, está previsto o lançamento da Olsenboye, linha jovem que será vendida exclusivamente pela rede.

Looks da Olsenboye, linha jovem das gêmeas
A coleção deve chegar as lojas em fevereiro de 2010, embora algumas peças comecem a ser vendidas agora em novembro (e por tempo limitado) no site da JC Penney e em apenas 50 lojas, como parte da estratégia de marketing da nova linha. A Olsenboye será uma linha casual de sportswear e acessórios que incluem jeans, calças, tops, vestidos, saias, shorts, jaquetas, bolsas e sapatos. Seu diferencial será criar, ao longo do ano, mini coleções inspiradas em viagens, refletindo os looks de diferentes cidades.

Embora as irmãs já estejam com 23 anos, a linha deverá incluir numeração de zero a quinze anos. Para as Olsen, trata-se de um novo desafio – afinal elas tem produzido moda masculina e feminina de luxo com as marcas The Row e Elizabeth and James. “Mary-Kate e eu vemos esta oportunidade como a chance de produzirmos algo novo no mercado”, afirmou Ashley ao site Woman’s Wear Daily (WWD).
Peças Catarina Mina serão usadas pela personagem Mia

A participação no Fashion Business tem rendido boa divulgação para empresas do Nordeste. Primeiro, a grife baiana Vivire cedeu algumas peças de moda praia para figurinistas da Rede Globo. Agora será a vez da marca cearense Catarina Mina ver suas bolsas usadas na próxima novela das 8, Viver a Vida.

Interpretada pela atriz Paloma Bernardi, Mia é a dona do guarda-roupa com peças da marca. A personagem usará muitos looks coloridos, cheios de estampa, num visual bem despojado.
Na trama, Mia é irmã adotiva de Luciana, vivida por Alinne Moraes, e filha caçula do casal José Mayer e Lilia Cabral.

Muitas flores e cores vibrantes pontuam as peças criadas pelas designers Joana de Paula e Celina Hissa. Com preocupação em difundir o trabalho manual, principalmente o realizado no Ceará, elas procuram mostrar o artesanato como algo lucrativo. Por isso, utilizam em suas peças materiais como chita, tear e crochê.
Na cidade de Fortaleza, elas coordenam, junto com Silvania de Deus, Aldiane Lima e Dedê Oliveira, a loja Casa das Meninas.
Joie aposta na matéria-prima com pintura automotiva no acabamento
Há cinco anos, Lucimary Pereira descobriu que poderia fazer um trabalho muito interessante se juntasse couro, palha e madeira. Com a ajuda de um marceneiro, começou a produzir bolsas com esses materiais, apenas como hobby, e o resultado foi muito bom.
Em 2006, a empresária viu a oportunidade de expandir os negócios e criou a Joie, que se especializou em bolsas com um toque mais artesanal. “Além de madeira, couro e palha, também utilizamos python, tudo com autorização do Ibama”, ressalta.
Mas o que realmente tem se diferenciado são os modelos feitos em MDF. Apenas como detalhe nas alças ou compondo a peça inteira, a matéria-prima leva pintura automotiva. “Às vezes os clientes preferem que a tinta seja à base de água, por isso, também elaboramos peças no estilo provençal”, explica Lucimary. O símbolo principal da marca, a flor, e o secundário, o beija-flor, são os desenhos que enfeitam cada uma das bolsas. Para o verão, a Joie procurou valorizar os elementos e as cores da natureza. Por isso, muitos tons pastel, além de verde e nude.
A empresária afirma que a ideia tem sido tão bem recebida, que já rendeu convites para participar de feiras, como a Mostra Acessórios de São Paulo, e a rodada de negócios do Senai. A repercussão tem sido tão boa que a Joie também foi convidada a participar do site internacional de artesanato www.novica.com.br.
Para os próximos meses, Lucimary afirma que o lançamento do novo site é o principal projeto: “Já fomos convidados para exportar produtos, mas por enquanto estamos indo com calma”. Ela adianta que, além da flor e do beija-flor, pretende variar os símbolos para a coleção de inverno 2010.
Ângela Di Verbeno, Terrace, Kipling e Artequá lançam peças com estamparia animal

Inventadas em 1930 por Emile Hermes, muito usadas por volta 1950 e tendo caído em desuso há algum tempo, as carteiras de mão só andavam sendo encontradas para uso em festas ou em brechós. Marcas que acompanharam este fenômeno agora lançam modelos, com grande enfoque na estamparia animal. Confira os lançamentos de quatro marcas:

O exemplar “Glicínia? é um dos itens em python natural da designer Ângela Di Verbeno, que inaugurou recentemente sua loja própria, em Porto Alegre (RS). O laço preto em camurça acompanha o acessório, que pode ser encontrado em 50 pontos de venda no Brasil e em três cidades do exterior: Paris, Nova York e Milão.

Motivos animais também foram amplamente usados na coleção da Terrace. Palha, tressê e couro natural receberam estampas de onça, croco, entre outros. Nesta coleção, o aspecto vintage foi realçado pela composição em tons pastel, como o nude e o rosê.
Manchas em preto e branco revestem a carteira inspirada no guepardo africano. Intitulada “Cheeta?, esta linha da Kipling estende sua estamparia também para as malas de viagem e bolsas.

Na contramão da indústria em série, a Artequá alia trabalho profissional com o diferencial do artesanato, através de seus detalhes manuais e bordados livres. Em uma das carteiras, além de usar couro de jacaré, os acabamentos foram feitos em couro de tilápia
fonte: www.usefashion.com.br

Look blazer e vestido rosa/Desfile Juliana Jabour. Looks blazer e calça/Desfile Claudia Simões
Quem acompanhou as semanas fashion percebeu um ligeiro revival dos tempos em que música e moda estiveram em plena sintonia.
Vários ícones dos anos 80, época mais pop de todos os tempos, foram a marca registrada de alguns estilistas. Entre eles blazeres longos com ombreiras (representação máxima dos yuppies), tubinhos, volumes acinturados, calças e shorts com cintura alta, pregas e macacões. As marcas cariocas Cláudia Simões e a Printing abusaram desses clichês. Já Juliana Jabour também investiu nas cores fortes, em tons flúor: amarelo fosforescente, melancia e acqua.
As mais eletrizantes (verde limão, tangerina e pink) usadas por muitas mulheres que adoravam fazer combinações exageradas assim como a rainha do pop Madonna, desembarcaram do verão europeu e aparecem nos calçados e acessórios do próximo verão. A Arezzo, por exemplo, aposta nas cores neon misturadas em uma só peça. “Acho que elas vão sim invadir as ruas, tem tudo a ver com o verão, só não vale usar no ambiente corporativo”, lembra a personal stylist Cintia Castaldi.

Coleção ArezzoVerão 2010
A consultora diz que para o dia-a-dia é legal evitar excessos e optar por uma única peça de cor forte, seja na roupa, ou no uso do acessório: óculos, bijus e bolsas. Vale sempre citar a velha regra: cores claras aumentam o volume. “Devemos evitar peças que chamem atenção em lugares que queremos esconder”.
Os tons fluorescentes também estarão nos pés, combinados com pastilhas, e outras cores, como dourados ou brancos. “Entre as curingas aposto no roxo e no pink. Laranja, amarelo-gema, verde e azul também estarão em alta na próxima estação não só na moda, mas também na maquiagem”.
Cintos envernizados de plástico e acrílico, tachinhas nos acessórios, brincos super coloridos de plástico, faixas no cabelo e na cintura, collant, tecidos e couro metalizados, além do volume nos ombros e ainda o jogging (conjunto calça e jaqueta de plush), também são outros itens pincelados entre as coleções de verão.

Bolsa matelasse pink neon com alça correnteEspaço Fashion e Bolsa com tachasAgatha
Alguns elementos já se fazem presentes neste inverno, adaptados aos novos tempos. O moletom, por exemplo, que saiu da casa para as ruas nos anos 80, está em blusões, casacos e blazeres. Sem contar as famosas leggins, hit do sportwear e marca de Jane Fonda. E ainda as tachas douradas e acrobeadas (redondas, quadradas ou em forma de pirâmide), estilo rock-punk ou look mais fetichista.
Talvez seja uma prova de que o espírito pop ainda está vivo para muita gente, fashionistas, estilistas e pessoas com saudades daquela época considerada exagerada ou mesmo cafona para alguns, melhor dizer, tempos da criatividade sem limites.
Visto no Vila Mulher
Cantora é a nova garota-propaganda da marca e também lança joias

Lilly Alen nova garota propaganda da Chanel

Lilly Alen nova garota propaganda da Chanel
As primeiras fotos de Lily Allen como garota-propaganda da linha de bolsas da Chanel foram divulgadas. O diretor criativo Karl Lagerfeld, que também foi o fotógrafo, havia convidado a cantora britânica para a campanha, afirmando que “ela é divertida”. No melhor estilo “Bonequinha de Luxo”, Lily surge em fotografias em preto e branco, que serão lançadas com a coleção de outono-inverno 2010 da marca.
A nova linha de bolsas é chamada Coco Cocoon e será apresentada em outubro. As peças são reversíveis, feitas de um nylon leve e têm o mesmo acolchoado granada do clássico modelo 2.55. Nas cores, há opções em bordô, preto, cru e azul-marinho.
Jóias
Na manhã de segunda-feira, dia 27 de julho, a cantora esteve no lançamento de sua linha própria de joias. A marca leva seu nome e traz peças no formato de pandas, flamingos e abóboras cobertas com cristais.

Lily Allen com a nova coleção da Chanel

Nova coleção de bolsas da Chanel
Desde que foi anunciado, os interessados estão formigando de ansiedade para ver “Coco avant Chanel“, filme biografia que mostra a fase de aprendizado da estilista, estrelado pela também adorada Audrey “Amelie Poulain” Tatou. Este frenesi e as mudanças de data de estreia (a última que se tem notícia é 30 de outubro no Brasil) fez pipocar notícias e declarações de amor para a grande estrela da moda, aquela que, se não é unanimidade, é a que mais se aproxima disso. E nem estou falando da marca Chanel, aquela muito bem mantida pelo estilista Karl Lagerfield desde 1983 e que é um exemplo de longevidade em uma grife.
Não, estou falando da estilista Chanel, que viveu em uma época em que a marca ainda não possuía o poder de hoje em dia, mas sim a figura do criador, numa relação que aproximava o costureiro dos artistas. No entanto, mesmo sendo ídolo máximo do campo da moda, Chanel é uma figura interessante para toda a história da cultura do século XX. Isso porque ela não apenas pensava em costurar para a elite socioeconômica da França, não, Chanel no fundo costurava para si mesma. Audaciosa, faladeira, e boa de marketing pessoal, além de um histórico de heroína, é uma figura fácil de ser romantizada – me surpreende os poucos filmes e livros.
De família pobre, quando tinha seis anos perdeu a mãe e ficou com mais quatro irmãos aos cuidados do pai, que por trabalhar muito, manteve as meninas em um orfanato. Logo, Gabrielle Bonheur Chanel começou a trabalhar cantando em cabarés, época em que recebeu o apelido Coco. Como a grande maioria das mulheres pobres, costurava (lembrando que o comércio de roupa pronta, como magazines, ainda não era popular). Começou fazendo chapéus e só depois, abriu uma maison.
Mas o sucesso entre as mulheres abastadas não se deu de uma hora para outra – Coco foi inserida na alta roda parisiense por um militar milionário, além de ter tido outros amantes idem – suas primeiras lojas foram financiadas por um jogador de pólo com quem teve um caso. É inegável que houvesse talento na jovem estilista, mas não só para construir e criar peças novas, mas um talento para se relacionar com as pessoas certas, o que em qualquer meio social é meio caminho andado para influenciar as pessoas.
De certo, as criações de Chanel causavam estranhamento nas damas de porte aristocrático. Para entender porque a insistência no “rótulo de gênio”, antes de descrever as imagens criadas por ela, tente imaginar uma típica mulher milionária da época: apertadas em corsets, com metros e metros de sedas e rendas, cabelos muito longos e ornamentados e muitas joias verdadeiras, impedidas de se movimentarem com naturalidade. Menos alienada a acontecimentos sociais, consciente dos avanços na emancipação feminina e da velocidade que a industrialização propunha para o consumo, amiga de artistas influentes e legitimados entre os ricos, como Picasso e Jean Cocteau, tomou para si o espírito de simplicidade e liberdade da época e aplicou em suas peças.
Assim, Chanel pode ser considerada a criadora do traje casual - propôs malhas e brim (tecidos considerados rústicos), calças de montaria para as mulheres (cavalgar de saia era uma ideia mesmo estúpida), combinações de saias mais curtas, inspiradas nos trajes masculinos (e eternizados como tailleurs), bolsas com correntes (para a mulher ter a mão livre, assim pode segurar o cigarro, hábito que crescia entre as garotas), chapéus práticos, sem tantas plumas e pedrarias (os grandes chapéus eram usados para evitar que o sol queimasse o rosto das mulheres europeias, já que a pele branca era sinônimo de status, mas Chanel não se importava e aparecia coradinha, de chapéu pequeno), bijuterias (os metros de pérolas falsas estavam ao alcance de todos) e, acima de tudo, o “pretinho básico”, adequado, bonito e prático.
Isso tudo não é apenas uma reunião de exemplos de objetos de desejo, não. Nessas criações, e principalmente na aceitação que tiveram – não basta criar, as pessoas têm que usar – é possível perceber um momento histórico, em que a burguesia aumentava seu poder de consumo cada vez mais, a mulher era necessária no mercado de trabalho e autorizada a frequentar espaços sociais e não só a vida doméstica, o esporte e as atividades de lazer passam a ser rotineiros para essa nova classe abastada e o costureiro passa a ser tão importante quanto quem veste sua criação. Chanel soube usar tudo isso e divulgou o conceito de “estilo é o que permanece”, o que se desenvolve para a nossa atual ideia de marca. A criação fora de contexto é mero produto, o que não acontece aqui.
E ainda provou que não era da boca pra fora: nos anos 50, quando andava apagada por causa de problemas durante a Segunda Guerra Mundial – acusada de colaborar com alemães, de manter um relacionamento com um oficial nazista, acabou presa, uma história ainda mal contada – o estilista da vez era Christian Dior, com uma proposta oposta a de Coco, a de restaurar os ares de nobreza da mulher depois de difíceis tempos de racionamento e trabalho. Mas, obstinada e cheia de certezas que era, aproveitou o seu estilo e recriou sobre suas formas básicas, atingindo grande popularidade novamente e conseguindo apoio de uma garota propaganda de dar inveja, aquela tal de Marilyn que tinha o hábito de dormir só de perfume.
Você pode se interessar mais pela vida cheia de amores e desaforos de Coco, ou pela intuição e ousadia da estilista Chanel, tanto faz. O filme pode trazer muitas verdades ou apenas fantasiar sobre alguém que muito fantasiou sobre si mesma. Tanto faz também. É sempre bom ter uma referência com tantas importâncias quanto essa. E tomara que não adiem o filme.
Por Priscila Rezende
Visto no A Capa

