Durante a semana de alta-costura de Paris, os sapatos deram show à parte. Os modelos transparentes surgiram em diferentes e impactantes versões

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As meias e biqueiras coloridas de Christian Dior (Foto: Imaxtree)

O auge criativo do calendário de moda acabou de ser apresentado durante a semana de alta-costura, em Paris. É lá que os principais designers de moda do mundo – que pertencem à elegantíssima Câmara Sindical de Alta-Costura – mostram suas mais recentes e glamourosas ideias.

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Chanel criou botas com a base de couro e o comprimento de renda (Foto: Imaxtree)

Nesta edição de primavera 2013, foram os sapatos que chamaram a atenção. Bateu uma síndrome de Cinderela e todo mundo quis fazer seu sapatinho de cristal. Mas como estamos falando de grandes criadores, cada peça resultou em um efeito e um desdobramento diferente – e surpreendente.

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Nude: Atelier Versace e suas versões do sapatinho de cristal (Foto: Imaxtree)

No show de Christian Dior, as meias coloridas se fundiam aos sapatos translúcidos, dando a ideia de uma bota inteira. Na coleção da Chanel, as meias, presas aos sapatos, são de renda, mais volumosas e abertas nos dedos – mas também dando a sensação de uma bota. Stephane Rolland apostou em plataformas estratosféricas, elegantemente arrematadas com couro branco e na mesma inspiração Cinderela, o Atelier Versace privilegiou a transparência total envolvendo os pés.

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Stephane Rolland misturou transparência e couro (Foto: Imaxtree)

 

Fonte: REVISTA GLAMOUR

 

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A semana de moda de Nova York, que aconteceu entre os dias 6 e 13 de setembro, abriu o circuito internacional de moda apontando as principais tendência para o verão 2013. Confira a seguir seis apostas das passarelas que prometem invadir as ruas – e os tapetes vermelhos – na próxima temporada:

Anquinha
O peplum, aquele saiote que dá volume extra aos quadris, evoluiu e recebeu o formato de pequenas ancas estruturadas. A modelagem, que deixa o visual mais feminino, conquistou as coleções dos estilistas Monique Lhuillier, Vera Wang, Prabal Gurung e Zac Posen. Na hora de adotar a tendência, no entanto, é preciso tomar cuidado para não criar volumes indesejados na área.

Azul
Assim como o laranja, o azul continua firme como aposta para o próximo verão nos mais diversos tons, dos escuros aos claros – mas, principalmente, no turquesa. Versões fluidas, que remetem às ondas do mar, ganharam força com tecidos acetinados e brilhantes.

Esporte chic
As referências esportivas, que também se sobressaíram nas semanas de moda nacionais, não acabaram com o encerramento da Olimpíada de Londres. As passarelas de Nova York trouxeram o esporte revisitado com um twist bem feminino e em tecidos delicados, como seda, cetim e alfaiataria. A maioria das peças com essa pegada surge na cor branca ou em tons mais sutis.

Formas geométricas e listras
BCBG Max Azria e Hérvé Léger by Max Azria tiveram as formas geométricas como um dos grandes destaques de suas coleções, tanto nos recortes do decote quanto nas estampas dos tecidos. Michael Kors, por sua vez, preferiu revisitar a década de 1960, optando por shapes simples e brincando com o color blocking. Já a listra foi a palavra de ordem para o verão 2013 de Marc Jacobs, que apareceu não só em P&B, como em bege, marrom e vinho.

Preto e branco
A tradicional dupla de preto e branco, eternizada por Coco Chanel, reinou na temporada e aparece principalmente em listras, como no desfile de Michael Kors e no de Marc Jacobs, ou em combinações mais sofisticadas, como na apresentação da Calvin Klein Collection.

Silhueta A
A silhueta A, criada por Christian Dior, alarga-se gradualmente na área do quadril ou do joelho, dependendo do comprimento. Apesar de já ter se tornado uma modelagem clássica no closet feminino, os designers resolveram valorizá-la nesta temporada, adequando-a a minissaias, saias de comprimento mídi e shorts.

 

 

Fonte: Moda Spot

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O lado de dentro da roupa quer aparecer. É isso o que nos dizem as coleções internacionais de inverno 2013, cujos casacos trazem a parte interna feita em tecidos de cores contrastantes com as externas. Mais do que um forro, trata-se de uma informação de moda adicional para a indispensável peça.

Coincidência ou não, o detalhe atravessou as passarelas do eixo Nova York-Londres-Milão-Paris aquecendo os desfiles da Jil Sander (na última coleção assinada pelo estilista Raf Simons, agora no comando criativo da Christian Dior) em belos mantôs em tons de camelo, rosa e branco, Stella McCartney, em versões estruturadas com acento esportivo nos recortes, e Balenciaga, com sua modelagem edgy em camadas, criada pelo estilista Nicolas Ghesquière.

Até as mais joviais e cool Proenza Schouler e Alexander Wang apostaram no detalhe-tendência, ambos em versões texturizadas. Completando a lista: Yves Saint Laurent (na última coleção de Stefano Pilati, que deixou o posto para Hedi Slimane), Rodarte e Matthew Williamson que, cada um a sua maneira, também investiram na pala de outra cor.

 

Fonte: VOGUE

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Sucesso nas passarelas internacionais de verão 2012 e no tapete vermelho de eventos importantes como o último Oscar, o peplum nada mais é do que um babado estrategicamente posicionado um pouco acima dos quadris. Apesar de estar em alta hoje, ele surgiu no final dos glamourosos anos 1930. Por volta de 1941, com o início do racionamento de tecido na Europa, devido à Segunda Guerra Mundial, o peplum foi considerado um verdadeiro inimigo, menos na França, onde seu uso foi tomado como um ato de rebeldia contra os nazistas.

O mais interessante é que o peplum parece surgir sempre em períodos da história entre o excesso e a catástrofe. Assim aconteceu com Christian Dior em sua coleção de verão de 1947, logo depois da Segunda Guerra, com sua inigualável jaqueta Bar. No final dos anos 1980, chamados de “a década perdida” por conta das crises econômicas vividas por diversos países, o babado fez uma nova aparição enfeitando tops, vestidos e saias.

E como não poderia ser diferente, em seu novo retorno o peplum faz sucesso em tempos de crise. Desde 2008, o mundo vem enfrentando uma grande crise financeira, que abate principalmente as economias dos países desenvolvidos. E foi nas passarelas de maior prestígio internacional – localizadas nas nações acometidas pela turbulência econômica, como Estados Unidos, Inglaterra, Itália e França –, que o peplum retornou de forma repaginada em setembro de 2011, durante a temporada de verão 2012. Badgley Mischka, Jason Wu, Giorgio Armani e Yves Saint Laurent foram algumas das marcas que apostaram no saiote. E se enganou quem achou que a moda não ia pegar. Em março deste ano, nos desfiles de inverno 2013, o peplum surgiu novamente em versões discretas, como no desfile de Roland Mouret, mais rebuscadas, como na passarela da Emporio Armani, e até com pegada arquitetônica, como mostrou Mary Katrantzou.

Abaixo, veja diferentes looks com peplum ao longo dos anos e como ele está sendo usado hoje nas passarelas e tapetes vermelhos.

 

 

 

Fonte: MODA SPOT

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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A brasileira Thana Kuhner conquistou a grife de John Galliano

A brasileira Thana Kuhnen ganhou as atenções do mundo na última temporada de desfiles de alta-costura em Paris ao abrir o desfile da marca Christian Dior. A paranaense de 18 anos foi escolhida pelo próprio estilista da marca, John Galliano, e estava num lugar com o qual milhares de meninas sonham em estar um dia. O curioso é que ela nunca quis ser modelo, pois sofreu a adolescência com os comentários sobre suas longas pernas, que hoje medem 1,22 m. Por insistência da família, aos 15 anos, saiu da cidade de São João, no Paraná, veio para São Paulo, onde fez desfiles das semanas de moda do Rio e de São Paulo, e de lá foi para Nova York, onde morou no ano passado e considera um período de preparação para sua carreira.

Thana, que tem 1,80 m, hoje é modelo de prova exclusiva da Maison Dior e também da marca John Galliano, mora em Paris desde o começo do ano e está aprendendo a falar o idioma do país. Seu nome completo é Arithana Maiade Kuhnen. Aritana sem o ‘h’ é o nome de um cacique importante que ficou marcado no imaginário indígena. “Meus pais escolheram por ser um nome forte”, diz.

Veja as lições de carreira que a jovem aprendeu em tão pouco tempo na profissão:

Personalidade forte – “Meus pais falam que sou mandona e autoritária. Dizem que o nome está se revelando em mim. Mas na verdade sou forte, decidida e elétrica.”

Explorar suas melhores qualidades – “Não queria ser modelo. Tinha pernas bem compridas e as pessoas falavam mal de mim.” Hoje é uma das qualidades mais importantes do trabalho da modelo. No desfile da marca Dior, na temporada de ata-costura realizada em junho, Thana abriu o desfile usando blazer e apenas meias e lingerie embaixo. Outra mudança foi o corte de cabelo, na altura no queixo. “Tinha um cabelão e em Nova York fui orientada a cortá-lo.”

Estar no lugar certo – “Morei em Nova York em 2008 e sempre me falavam que meu lugar era Paris. Porque tenho ar mais mulher, sou elegante e não tenho rosto esquisitinho das modelos que fazem sucesso nos Estados Unidos. E desde o momento em que cheguei à França, as coisas deram certo.”

Aproveitar as oportunidades – “Comecei a fazer provas para o estilista Jean Paul Gaultier e depois para a Dior. A equipe de John Galliano quis me apresentar a ele e então fui contratada. Hoje fico junto da equipe, participo do processo de criação e só de acompanhar isso já vale, é gratificante.”

Manter os pés no chão – “No meio do dia, paramos para almoçar e nessas horas não consigo dimensionar que estou sentada à mesa com John Galliano. Encaro como algo normal, como trabalho.”

Visto no Terra

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Foto-Coco-Chanel-moda-FilmeDesde que foi anunciado, os interessados estão formigando de ansiedade para ver “Coco avant Chanel“, filme biografia que mostra a fase de aprendizado da estilista, estrelado pela também adorada Audrey “Amelie Poulain” Tatou. Este frenesi e as mudanças de data de estreia (a última que se tem notícia é 30 de outubro no Brasil) fez pipocar notícias e declarações de amor para a grande estrela da moda, aquela que, se não é unanimidade, é a que mais se aproxima disso. E nem estou falando da marca Chanel, aquela muito bem mantida pelo estilista Karl Lagerfield desde 1983 e que é um exemplo de longevidade em uma grife.

Não, estou falando da estilista Chanel, que viveu em uma época em que a marca ainda não possuía o poder de hoje em dia, mas sim a figura do criador, numa relação que aproximava o costureiro dos artistas. No entanto, mesmo sendo ídolo máximo do campo da moda, Chanel é uma figura interessante para toda a história da cultura do século XX. Isso porque ela não apenas pensava em costurar para a elite socioeconômica da França, não, Chanel no fundo costurava para si mesma. Audaciosa, faladeira, e boa de marketing pessoal, além de um histórico de heroína, é uma figura fácil de ser romantizada – me surpreende os poucos filmes e livros.

De família pobre, quando tinha seis anos perdeu a mãe e ficou com mais quatro irmãos aos cuidados do pai, que por trabalhar muito, manteve as meninas em um orfanato. Logo, Gabrielle Bonheur Chanel começou a trabalhar cantando em cabarés, época em que recebeu o apelido Coco. Como a grande maioria das mulheres pobres, costurava (lembrando que o comércio de roupa pronta, como magazines, ainda não era popular). Começou fazendo chapéus e só depois, abriu uma maison.

Mas o sucesso entre as mulheres abastadas não se deu de uma hora para outra – Coco foi inserida na alta roda parisiense por um militar milionário, além de ter tido outros amantes idem – suas primeiras lojas foram financiadas por um jogador de pólo com quem teve um caso. É inegável que houvesse talento na jovem estilista, mas não só para construir e criar peças novas, mas um talento para se relacionar com as pessoas certas, o que em qualquer meio social é meio caminho andado para influenciar as pessoas.

De certo, as criações de Chanel causavam estranhamento nas damas de porte aristocrático. Para entender porque a insistência no “rótulo de gênio”, antes de descrever as imagens criadas por ela, tente imaginar uma típica mulher milionária da época: apertadas em corsets, com metros e metros de sedas e rendas, cabelos muito longos e ornamentados e muitas joias verdadeiras, impedidas de se movimentarem com naturalidade. Menos alienada a acontecimentos sociais, consciente dos avanços na emancipação feminina e da velocidade que a industrialização propunha para o consumo, amiga de artistas influentes e legitimados entre os ricos, como Picasso e Jean Cocteau, tomou para si o espírito de simplicidade e liberdade da época e aplicou em suas peças.

Assim, Chanel pode ser considerada a criadora do traje casual – propôs malhas e brim (tecidos considerados rústicos), calças de montaria para as mulheres (cavalgar de saia era uma ideia mesmo estúpida), combinações de saias mais curtas, inspiradas nos trajes masculinos (e eternizados como tailleurs), bolsas com correntes (para a mulher ter a mão livre, assim pode segurar o cigarro, hábito que crescia entre as garotas), chapéus práticos, sem tantas plumas e pedrarias (os grandes chapéus eram usados para evitar que o sol queimasse o rosto das mulheres europeias, já que a pele branca era sinônimo de status, mas Chanel não se importava e aparecia coradinha, de chapéu pequeno), bijuterias (os metros de pérolas falsas estavam ao alcance de todos) e, acima de tudo, o “pretinho básico”, adequado, bonito e prático.

Isso tudo não é apenas uma reunião de exemplos de objetos de desejo, não. Nessas criações, e principalmente na aceitação que tiveram – não basta criar, as pessoas têm que usar – é possível perceber um momento histórico, em que a burguesia aumentava seu poder de consumo cada vez mais, a mulher era necessária no mercado de trabalho e autorizada a frequentar espaços sociais e não só a vida doméstica, o esporte e as atividades de lazer passam a ser rotineiros para essa nova classe abastada e o costureiro passa a ser tão importante quanto quem veste sua criação. Chanel soube usar tudo isso e divulgou o conceito de “estilo é o que permanece”, o que se desenvolve para a nossa atual ideia de marca. A criação fora de contexto é mero produto, o que não acontece aqui.

E ainda provou que não era da boca pra fora: nos anos 50, quando andava apagada por causa de problemas durante a Segunda Guerra Mundial – acusada de colaborar com alemães, de manter um relacionamento com um oficial nazista, acabou presa, uma história ainda mal contada – o estilista da vez era Christian Dior, com uma proposta oposta a de Coco, a de restaurar os ares de nobreza da mulher depois de difíceis tempos de racionamento e trabalho. Mas, obstinada e cheia de certezas que era, aproveitou o seu estilo e recriou sobre suas formas básicas, atingindo grande popularidade novamente e conseguindo apoio de uma garota propaganda de dar inveja, aquela tal de Marilyn que tinha o hábito de dormir só de perfume.

Você pode se interessar mais pela vida cheia de amores e desaforos de Coco, ou pela intuição e ousadia da estilista Chanel, tanto faz. O filme pode trazer muitas verdades ou apenas fantasiar sobre alguém que muito fantasiou sobre si mesma. Tanto faz também. É sempre bom ter uma referência com tantas importâncias quanto essa. E tomara que não adiem o filme.

Por Priscila Rezende

Visto no A Capa

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