O tradicional desfile da maison, Métiers d’Art, apresentará uma melindrosa com ares modernos, no hotel Ritz, em Paris.

Respeitando a tradição dos desfiles de Métiers d’Art da Chanel, a coleção Paris Cosmopolite, que será desfilada em instantes, apresentará peças extremamente trabalhadas pelos 10 ateliers da marca (Lesage, Lemarie, Maison Michel, Gossons, entre outros).

Os looks que serão desfilados no Hotel Ritz, moradia de Coco Chanel, apresentará penas, tweeds, flores e bordados com forte inspiração nos anos 20, década fundamental do trabalho de Coco Chanel. Atenção aos sapatinhos!

O tweed é forte na coleção (Foto: Reprodução)

Fonte: Marie Claire

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Não é todo dia que estamos de bem com o espelho, não é? Mas nem adianta se refugiar solitária no quarto ou “atacar” a geladeira. Na missão “volta por cima”, nossa sugestão é buscar inspiração naquelas frases emblemáticas que fazem milagres pela nossa autoestima. 

Já que o assunto é estilo, selecionamos citações de quem realmente entende do assunto: Karl Lagerfeld, Diane von Furstenberg, Marc Jacobs, Coco Chanel e outros experts no quesito. Confira o board abaixo!

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Fonte: GNT

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Chloe Moretz com duplo-listrado – do vestido e escarpin Christian Louboutin; Olivia Wilde, de Dolce & Gabbana; AnnaSophia Robb de Alice + Olivia (Foto: Getty Images)

As listras seguem em primeiro lugar do páreo das estampas mais mais da temporada. Depois de estamparem looks pontuais de trendsetters poucos dias após Marc Jacobs desfilar o verão 2014 (gráfico!) de sua marca homônima e da Louis Vuitton, agora as linhas verticais, horizontais e/ou transversais roubam a cena nos mais variados red carpets e eventos fashionistas mundo afora. As versões atualizadas pouco se parecem com as listras navy eternizadas por Coco Chanel: são versões mais largas, ora coloridas, ora p&b. De Katy Perry e Miley Cyrus às atrizes Diana Kruger e Olivia Wilde, passando pela sempre bela Rosie Huntington-Whiteley, veja nesta página quem são as famosas que entraram na moda dos grafismos recentemente.

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Rosie Huntington-Whiteley e Miley Cyrus com macacão da Chanel que alonga a silhueta (Foto: Getty Images)

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Zoe Saldana apostou no modelo Dolce&Gabbana combinado com scarpin branco (dupla tendência); Doutzen Kroes e Hilary Rhoda, ambas de Michael Kors; Hailee Steinfeld com outra versão listrada da Dolce & Gabbana (Foto: Getty Images)

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Katy Perry investiu no listrado azul para um evento do filme Smurfs 2; Diane Kruger com vestido Preen, na gravação do programa Good Morning America; Já Amanda Peet foi de Band of Outsiders para o Tribeca 2013 (Foto: Getty Images)

 

Fonte: Vogue

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A semana de moda de Nova York, que aconteceu entre os dias 6 e 13 de setembro, abriu o circuito internacional de moda apontando as principais tendência para o verão 2013. Confira a seguir seis apostas das passarelas que prometem invadir as ruas – e os tapetes vermelhos – na próxima temporada:

Anquinha
O peplum, aquele saiote que dá volume extra aos quadris, evoluiu e recebeu o formato de pequenas ancas estruturadas. A modelagem, que deixa o visual mais feminino, conquistou as coleções dos estilistas Monique Lhuillier, Vera Wang, Prabal Gurung e Zac Posen. Na hora de adotar a tendência, no entanto, é preciso tomar cuidado para não criar volumes indesejados na área.

Azul
Assim como o laranja, o azul continua firme como aposta para o próximo verão nos mais diversos tons, dos escuros aos claros – mas, principalmente, no turquesa. Versões fluidas, que remetem às ondas do mar, ganharam força com tecidos acetinados e brilhantes.

Esporte chic
As referências esportivas, que também se sobressaíram nas semanas de moda nacionais, não acabaram com o encerramento da Olimpíada de Londres. As passarelas de Nova York trouxeram o esporte revisitado com um twist bem feminino e em tecidos delicados, como seda, cetim e alfaiataria. A maioria das peças com essa pegada surge na cor branca ou em tons mais sutis.

Formas geométricas e listras
BCBG Max Azria e Hérvé Léger by Max Azria tiveram as formas geométricas como um dos grandes destaques de suas coleções, tanto nos recortes do decote quanto nas estampas dos tecidos. Michael Kors, por sua vez, preferiu revisitar a década de 1960, optando por shapes simples e brincando com o color blocking. Já a listra foi a palavra de ordem para o verão 2013 de Marc Jacobs, que apareceu não só em P&B, como em bege, marrom e vinho.

Preto e branco
A tradicional dupla de preto e branco, eternizada por Coco Chanel, reinou na temporada e aparece principalmente em listras, como no desfile de Michael Kors e no de Marc Jacobs, ou em combinações mais sofisticadas, como na apresentação da Calvin Klein Collection.

Silhueta A
A silhueta A, criada por Christian Dior, alarga-se gradualmente na área do quadril ou do joelho, dependendo do comprimento. Apesar de já ter se tornado uma modelagem clássica no closet feminino, os designers resolveram valorizá-la nesta temporada, adequando-a a minissaias, saias de comprimento mídi e shorts.

 

 

Fonte: Moda Spot

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Fotos-Debora-Secco-Coco-Chanel-revista-DropsA atriz Deborah Secco encarnou a mítica estilista Coco Chanel em um ensaio para a revista “Drops” – repare nas unhas, pintadas com as cores da bandeira francesa. A atriz confidenciou na entrevista que Chanel é o primeiro nome que lhe vem à cabeça quando pensa em estilo.

Visto no EGO

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Foto-Coco-Chanel-moda-FilmeDesde que foi anunciado, os interessados estão formigando de ansiedade para ver “Coco avant Chanel“, filme biografia que mostra a fase de aprendizado da estilista, estrelado pela também adorada Audrey “Amelie Poulain” Tatou. Este frenesi e as mudanças de data de estreia (a última que se tem notícia é 30 de outubro no Brasil) fez pipocar notícias e declarações de amor para a grande estrela da moda, aquela que, se não é unanimidade, é a que mais se aproxima disso. E nem estou falando da marca Chanel, aquela muito bem mantida pelo estilista Karl Lagerfield desde 1983 e que é um exemplo de longevidade em uma grife.

Não, estou falando da estilista Chanel, que viveu em uma época em que a marca ainda não possuía o poder de hoje em dia, mas sim a figura do criador, numa relação que aproximava o costureiro dos artistas. No entanto, mesmo sendo ídolo máximo do campo da moda, Chanel é uma figura interessante para toda a história da cultura do século XX. Isso porque ela não apenas pensava em costurar para a elite socioeconômica da França, não, Chanel no fundo costurava para si mesma. Audaciosa, faladeira, e boa de marketing pessoal, além de um histórico de heroína, é uma figura fácil de ser romantizada – me surpreende os poucos filmes e livros.

De família pobre, quando tinha seis anos perdeu a mãe e ficou com mais quatro irmãos aos cuidados do pai, que por trabalhar muito, manteve as meninas em um orfanato. Logo, Gabrielle Bonheur Chanel começou a trabalhar cantando em cabarés, época em que recebeu o apelido Coco. Como a grande maioria das mulheres pobres, costurava (lembrando que o comércio de roupa pronta, como magazines, ainda não era popular). Começou fazendo chapéus e só depois, abriu uma maison.

Mas o sucesso entre as mulheres abastadas não se deu de uma hora para outra – Coco foi inserida na alta roda parisiense por um militar milionário, além de ter tido outros amantes idem – suas primeiras lojas foram financiadas por um jogador de pólo com quem teve um caso. É inegável que houvesse talento na jovem estilista, mas não só para construir e criar peças novas, mas um talento para se relacionar com as pessoas certas, o que em qualquer meio social é meio caminho andado para influenciar as pessoas.

De certo, as criações de Chanel causavam estranhamento nas damas de porte aristocrático. Para entender porque a insistência no “rótulo de gênio”, antes de descrever as imagens criadas por ela, tente imaginar uma típica mulher milionária da época: apertadas em corsets, com metros e metros de sedas e rendas, cabelos muito longos e ornamentados e muitas joias verdadeiras, impedidas de se movimentarem com naturalidade. Menos alienada a acontecimentos sociais, consciente dos avanços na emancipação feminina e da velocidade que a industrialização propunha para o consumo, amiga de artistas influentes e legitimados entre os ricos, como Picasso e Jean Cocteau, tomou para si o espírito de simplicidade e liberdade da época e aplicou em suas peças.

Assim, Chanel pode ser considerada a criadora do traje casual – propôs malhas e brim (tecidos considerados rústicos), calças de montaria para as mulheres (cavalgar de saia era uma ideia mesmo estúpida), combinações de saias mais curtas, inspiradas nos trajes masculinos (e eternizados como tailleurs), bolsas com correntes (para a mulher ter a mão livre, assim pode segurar o cigarro, hábito que crescia entre as garotas), chapéus práticos, sem tantas plumas e pedrarias (os grandes chapéus eram usados para evitar que o sol queimasse o rosto das mulheres europeias, já que a pele branca era sinônimo de status, mas Chanel não se importava e aparecia coradinha, de chapéu pequeno), bijuterias (os metros de pérolas falsas estavam ao alcance de todos) e, acima de tudo, o “pretinho básico”, adequado, bonito e prático.

Isso tudo não é apenas uma reunião de exemplos de objetos de desejo, não. Nessas criações, e principalmente na aceitação que tiveram – não basta criar, as pessoas têm que usar – é possível perceber um momento histórico, em que a burguesia aumentava seu poder de consumo cada vez mais, a mulher era necessária no mercado de trabalho e autorizada a frequentar espaços sociais e não só a vida doméstica, o esporte e as atividades de lazer passam a ser rotineiros para essa nova classe abastada e o costureiro passa a ser tão importante quanto quem veste sua criação. Chanel soube usar tudo isso e divulgou o conceito de “estilo é o que permanece”, o que se desenvolve para a nossa atual ideia de marca. A criação fora de contexto é mero produto, o que não acontece aqui.

E ainda provou que não era da boca pra fora: nos anos 50, quando andava apagada por causa de problemas durante a Segunda Guerra Mundial – acusada de colaborar com alemães, de manter um relacionamento com um oficial nazista, acabou presa, uma história ainda mal contada – o estilista da vez era Christian Dior, com uma proposta oposta a de Coco, a de restaurar os ares de nobreza da mulher depois de difíceis tempos de racionamento e trabalho. Mas, obstinada e cheia de certezas que era, aproveitou o seu estilo e recriou sobre suas formas básicas, atingindo grande popularidade novamente e conseguindo apoio de uma garota propaganda de dar inveja, aquela tal de Marilyn que tinha o hábito de dormir só de perfume.

Você pode se interessar mais pela vida cheia de amores e desaforos de Coco, ou pela intuição e ousadia da estilista Chanel, tanto faz. O filme pode trazer muitas verdades ou apenas fantasiar sobre alguém que muito fantasiou sobre si mesma. Tanto faz também. É sempre bom ter uma referência com tantas importâncias quanto essa. E tomara que não adiem o filme.

Por Priscila Rezende

Visto no A Capa

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