O mercado de jeans pode dar a impressão de que já está saturado, por conta da forte presença do produto nas prateleiras, há muitos anos. Mas, de acordo com Jussara Maturo, diretora da GBLjeans, canal especializado em assuntos do setor, ainda há espaço para os pequenos e médios empreendedores que quiserem apostar. “O mercado é bem pulverizado e existem muitas empresas, mas a maioria está fazendo o convencional, calças jeans“, afirma.

De acordo com dados da GBLjeans, em 2011 o Brasil produziu 530 milhões de metros de jeans tipo denim (o jeans azul usado nas calças tradicionais). O País consome a maior parte do tecido que produz. Segundo Jussara, somente 4% da fabricação nacional são exportados.

PMEs do jeans
Para Jussara, as novas pequenas e médias empresas (PMEs) têm um espaço no setor de confecção do jeans. Mas, para ter sucesso com esse tipo de negócio, a executiva acredita que seja necessário sair do básico e apostar em novas criações com o tecido, como camisas, coletes, jaquetas e vestidos. “O melhor para esse tipo de empreendedor é investir no que eu chamo de “parte de cima”. Trabalhar com modelagens diferentes de camisas, coletes, vestidos e jaquetas que atraiam os olhares do mercado consumidor.”

Quanto às lavanderias industriais, Jussara acredita que este seja um segmento arriscado para os pequenos e médios empreendedores. “Já existem muitas lavanderias industriais. Além disso, as máquinas são caras e o empreendedor tem que aplicar em tecnologias que deixem seu trabalho menos agressivo ao meio ambiente. Esses equipamentos têm custos muito altos para os padrões brasileiros. Por isso, é um negócio arriscado”, esclarece a executiva.

Por conta dos investimentos em torno da Copa do Mundo, Jussara vê boas oportunidades para o mercado de varejo. “Muitos shoppings estão em processo de construção. Esses novos centros comerciais podem ser muito atraentes para empreendedores que decidirem investir em multimarcas para vendas de jeans, por exemplo. Acho que pode ser uma opção a ser estudada pelo futuro empreendedor que pretende entrar no setor”, prevê Jussara.

Os desafios Para a executiva da GBLjeans, um dos grandes desafios de um pequeno ou médio empreendedor que entra no setor é encontrar estilistas que saibam trabalhar com jeans para peças diferenciadas. Ela sita também a necessidade de capital de giro para a produção como um ponto a avaliar com cuidado. “O jeans tem um processo produtivo mais longo. Não é só costurar e pronto. Ele vai para a lavanderia, recebe a lavagem etc. Por isso, o empreendedor deve estar preparado para esperar o retorno”, diz Jussara.

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“Top five” das modelos GG brasileiras se reúne em editorial que visa valorizar os atributos das mulheres plus size‘.

Cinco das modelos “plus size” brasileiras mais requisitadas do mercado posaram juntas para um projeto para lá de sensual. O ensaio, batizado de “Top 5”, reúne Andrea Boschim, Bianca Raya, Celina Lulai, Mayara Russi e Simone Fiúza em fotos com pouca roupa, biquíni ou modelitos decotados. A idéia do projeto, segundo a assessoria, é valorizar a mulher como ela é, na contramão da ditadura da magreza que impera no mundo fashion.

“Temos a missão de levar uma imagem de aceitação, mulheres que fogem dos padrões impostos pela sociedade e pela mídia, a imagem de autoaceitação. Podemos ser lindas e sensuais mesmo acima do peso. E o mais importante é temos saúde!”, diz Simone Fiúza idealizadora do projeto.

Andrea Boschim – que além de modelo é uma das organizadoras do Fashion Weekend Plus Size (FWPS), primeiro evento de moda realizado no país exclusivamente para o público plus size, que acontece nos dias 23 e 24 de julho, em São Paulo – faz coro com Fuúza e garante que “a sensualidade ultrapassa o manequim 38”.

Visto EGO

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Segundo elas, fornecedores de peças são os mesmos de grifes chiques’.
O segredo, segundo Karla Seabra, da Marisa, é garimpar’ a peça certa.

O que está na moda hoje começou a ser elaborado pelas equipes de estilo dos grandes magazines brasileiros há cerca de um ano. “Recolhemos informações em sites especializados, em desfiles, e confirmamos em viagens internacionais o que já estava previsto”, diz Fernanda Mossmann, responsável pela equipe de 50 designers da área de estilo da Riachuelo.

De acordo com Karla Seabra, gerente de estilo da Lojas Marisa, a internet acaba sendo uma arma importante na busca de tendências futuras. “Assistimos pela internet os desfiles dos grandes estilistas de Nova York, Londres, Paris e Milão. Ali, definimos as peças que serão ‘chave’, as cores e as estampas que vão reger a estação. É uma prática de mercado”, diz ela.

Segundo Fernanda Mossmann, para o verão 2009-2010, a tendência é o fim do conservadorismo, especialmente no que se refere a cores. “A gente acredita muito no flúor, uma tendência dos anos 80. Vamos ver muito verde limão, rosa choque, essas cores bem acesas”, diz. Fernanda Amaral, da Hering, adiciona outra tendência para o verão: os macacões.

Tendências

As executivas de estilo da Hering, da Marisa e da Riachuelo são unânimes em dizer que calças e shorts “boyfriend” – que parecem ser emprestados do namorado, por serem mais largos – são itens importantes para o verão, assim como os vestidos de coquetel. “Nas baladinhas já está se usando”, diz Karla.

As tendências, dizem elas, são as mesmas para lojas de qualquer preço. A camisaria da Lojas Marisa, por exemplo, vem da China e da Índia. “A China produz para todo mundo, há roupa boa vinda de lá. É na China que se produz as camisas da Banana Republic, da Calvin Klein”, conta a gerente de estilo da rede.

Calças de marcas de luxo no Brasil, diz ela, também saem das fábricas do pólo pernambucano de jeans, onde a Marisa produz suas peças. Muitas vezes, o modelo é o mesmo – o que muda é a marca estampada nele e também o preço, que pode se multiplicar dependendo de onde o produto é vendido. “A diferença é que a gente vende [as peças] por R$ 49, R$ 59, R$ 69”, diz Karla.

Visto no G1

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