Saíram as fotos da coleção masculina de Alexander McQueen Verão 2010, que seria apresentada durante a semana de moda de Nova York no Milk Studios, mas que acabou sendo cancelada devido à morte do estilista. Como sempre, uma coleção com peças divertidas e que refletem o universo McQueen.

Visto C&A

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Escola levou polêmica de Geisy Arruda e vestido curto para a avenida.
Carro alegórico foi batizado de ‘Sapucaí Fashion Day‘.

Com um sacada mais ‘pop’, a Porto da Pedra fez um desfile de moda dentro de seu próprio desfile na Marquês de Sapucaí nesta segunda-feira (15).

A escola resgatou a história das tendências e enfeitou a avenida com laços, fitas e babados. Antenado, o enredo “Com que roupa eu vou?” fez reverência à moda contemporânea e a estilistas queridinhos do mundo da moda. A escola consumiu 1 hora e 19 minutos na apresentação.

Se a ideia era reproduzir o mundo fashion, não poderiam faltar “bafos”. E foi isso que a escola fez ao abordar a polêmica envolvendo a estudante Geisy Arruda.

A moça que ficou conhecida por ter sido hostilizada na universidade ao usar um vestido curto e rosa foi destaque de um carro alegórico usando uma “réplica” da peça. Numa versão brilhante e vermelha, o vestido foi estilizado com uma gola bufante ao estilo da Rainha Elizabeth.

E, talvez também em nome de uma moda democrática, musas de seios cônicos, popozudas e “mulheres fruta” desfilaram na avenida.

Abre-alas

Com uma dose de deboche, um tigre gigante de boca aberta mostrava a língua com um piercing no abre-alas “Antes da moda era assim”. A alegoria levou personagens do desenho animado “Os Flinstones” para a avenida e relembrou a pré-história.


Seguindo uma ordem cronológica, as alas seguintes fizeram uma “passagem obrigatória” pelo Egito, Grécia e Roma. Desta vez, para falar de como era o jeito de se vestir séculos atrás.

‘Sapucaí Fashion Day’

Na ala chamada “Com que roupa eu vou?”, os integrantes puderam escolher que fantasia queriam vestir. Em outra, o tema era “Eu quero ser Naomi”, lembrando uma roupa que a modelo Naomi Campbell usou no último desfile de Yves Saint Laurent. Referências da moda atual, Alexandre Hercovitch, Jum Nakao, Lino Villaventura e Ronaldo Fraga ganharam alas temáticas.

A influência da fé na arte, como ocorreu com o gótico, foi o tema do segundo carro. Nas outras alegorias, o Renascimento , o Barroco e o Rococó. O penúltimo carro falou do Art Nouveau e homenageou Coco Chanel, representada pela atriz Marília Pera.

A escola fechou o desfile com o “Sapucaí Fashion Day”, tema do último carro alegórico. Fez um desfile dentro do desfile para reverenciar o glamour da moda. E, como todo desfile de moda, a Porto da Pedra encerrou sua passagem com a ala das noivas, uma homenagem a Simon Azulay, estilista brasileiro morto em 1988.

Visto no G1

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`Por que gênios são solitários?´, reflete estilista via Twitter
Nesta quinta-feira, 11 de fevereiro, uma notícia chocou o mundo da moda: a morte de Alexander McQueen, aos 40 anos, em Londres, estava confirmada.
Segundo importantes veículos de imprensa britânicos, teria se enforcado. Sua mãe morreu há uma semana, conforme ele próprio comunicou em sua página no Twitter (@McQueenWorld), que foi desativada, além de algumas outras postagens confusas. Também há exatos 3 anos, sua grande amiga, Isabella Blow, que ajudou a torná-lo uma estrela, cometeu suicídio.
McQueen nasceu em East End, formou-se em Savile Row e passou a fazer ternos para o príncipe Charles e Mikhail Gorbachev. Entre 1996 e 2003, foi considerado por 4 vezes estilista britânico do ano.
A partir de 1994, produziu uma coleção a cada estação e, em 1996, atraiu a atenção especial, pois sucedeu John Galliano na Givenchy. Em 2000, entrou para a Gucci, que investiu em novas lojas em Londres, Milão e Nova York.
Sue Whiteley, ex-CEO da sua empresa, disse à imprensa britânica: “Esta é uma notícia devastadora. Ele foi uma peça inesquecível da minha vida. Ele era um talento que estava além de outros”.
Também os estilistas Matthew Williamson e Katherine Hamnett deram seus depoimentos. Ele: “Estou chocado e profundamente entristecido pela morte de McQueen. Fará muita falta”. E ela: “Ele era um gênio. Que desperdício terrível e trágico”.
No Brasil, André Lima escreveu em seu Twitter @ANDRELIMABR: “Arrepiante saber que o McQueen desistiu… Por que os gênios são tão solitários?

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Ela veio da China, entrou para o mundo da moda e conseguiu se transformar na primeira asiática a fazer parte do seleto grupo das “angels”, da Victória’s Secret, em 2009. Atualmente, Liu Wen é a estrela da nova campanha da Calvin Klein, nas fotos do verão 2010, ao lado de Mirte Mass. E ela é o retrato na nova China e do novo oriente. Os modelos asiáticos estão, cada vez mais, conquistando passarelas e campanhas de moda.

Liu Wen esteve última campanha de Alexander Wang, já desfilou nas grandes semanas de moda e foi parar no universo fashion por um acaso. “Estava estudando para ser professora e uma amiga ia entrar num concurso de beleza. O prêmio era um computador, eu precisava disso na época, então resolvi concorrer também”. E assim, está no 24° posto no ranking mundial de modelos no models.com. A tendência oriental começou timidamente há alguns anos, com a modelo Devon Aoki. Mas parece crescer no mesmo ritmo que a economia chinesa.

Visto GNT

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Nica Kessler, Patachou, Andréa Marques, New Order e Alessa
Com muitos babados e vestidões, Nica Kessler serviu coleção com excesso de clichês da roupa feminina e passou do ponto na sua noite de estreia. Sob um enorme cabelão desfiado as garotas raramente pareciam o que eram (meninas bem magras) dentro da modelagem em tecidos claros e estampados, camadas de babados, pompons e laçarotes, que se espalhavam até mesmo pelo sapato.
Tem vontade a estilista, envereda pela alfaiataria, se arrisca, mas não domina ainda o repertório desafiante que adotou. Nem se trata de exigir uma roupa usável, mas de lidar bem em termos de técnica, corte e proporções, com o imaginário de excessos que ela mesma selecionou.
Patachou, que retorna aos desfiles depois de um tempo off, vislumbra uma mulher guerreira, e se inspira na santa e heroína Joana d´Arc para desenhar vestidos armadura, um tanto sóbrios, mas de acordo com as tendências do momento. Os ombros em destaque e o corpo ajustado desaguam em uma silhueta colante, sinuosa, que divide espaço com o oversized dos casacos. Se quase todo mundo adotou a Balmain como referência e abusou do comprimento curto, a Patachou exagerou. Ainda assim, tinha boas propostas nos vestidos com transparências localizadas. O saldo é positivo e a expectativa é que a marca, que tem histórico consistente, não fique mais de fora das semanas de desfiles.
Andréa Marques, que já fez Maria Bonita Extra, partiu da obra da artista plástica Malu Saddi para fazer coleção de proporções equilibradas. Abri, e manipula com habilidade tecidos bem diferentes entre si. Muito bom, particularmente, o trato com as transparências.
Pioneira, a New Order, do grupo Osklen, é a 1ª marca de acessórios a desfilar no Fashion Rio. Nesta estreia, é a figura do cachorro que conduz a coleção. “Oh, my dog” pareciam dizer todos, frente a deliciosa sequência de looks construídos especialmente para acompanhar cada modelo. Alguns com direito a orelhas nos capuzes, rabinho e outros com coleira de correntinha ligando o pulso da modelo ao pump estampadinho com motivo em p&b, sugerindo dálmata. A lamentável notícia é que a roupa não será vendida.
Quanto aos acessórios, a lista é enorme. No que diz respeito aos calçados, a coleção ficou concentrada em tênis baixinhos, de solados claros e canos mais altos, com muita variação de décor. Entram vazado, pelo, enormes spikes estilizados, modelagem com lapela e cano alto com amarrações. Há também sapatilhas bem decotadas, decoradas por spikes monumentais, e os já citados pumps, um de salto fino e outro mais grosso e retrô. As bolsas ora são mínimas ora grandes, com muitos penduricalhos. Mas esta lista é só um teaser. Tem muito mais na desejável coleção da New Order. Marca que precisa mesmo de diversidade para funcionar em lojas próprias em shoppings de todo o país.
“Play me” é uma das expressões que aparecem na roupa da Alessa. Todas as referências para estamparia saíram de instrumentos musicais ou do universo próximo. Seguindo as medidas da temporada, os comprimentos são curtos e o trabalho de modelagem na região dos ombros ganhou desenhos especiais, arredondados e proeminentes, ou mesmo dispensando a cava. Como já é de praxe, Alessa em pessoa fez sua aparição de grand finale, encerrando seu desfile e, de tabela, a última noite do Fashion Rio.
Sob vários aspectos, esta foi uma boa edição. Entre vestidos justos e curtos, saia lápis, casacos casulo e muito, mas muito brilho mesmo, a semana carioca carimbou de vez a vocação para os modismos de estação.

fonte: www.usefashion.com.br

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Redley, R Groove, Têca e Espaço Fashion

Trafegando entre surfistas, ciclistas e mochileiros, a Redley é responsável por uma roupa que procura conjugar ambiente urbano e praiano, com tendência a privilegiar o masculino. Talvez por isso, Jurgen Oeltjenbruns tenha saído de cena há apenas 3 meses, substituído pela dupla feminina formada por Emilene Galende e Julia Valle.
Provavelmente também por isso, a divisão destinada às garotas tenha crescido. O que une toda a coleção é o senso utilitário: os recursos vão dos bolsos grandes às amarrações, passando por megamochilas, listras muito largas, boots poderosos, cintos militarizados e por aí vai.
Para elas, os vestidos ajustados e curtos e as combinações de saia e jaquetinha desenham a silhueta enxuta que tomou conta do Fashion Rio. Para eles, a modelagem promove uma fusão entre design esportivo e alfaiataria, com muitos recortes distribuídos de forma a conferir dinamicidade e movimento a calças esportivas, coletes com camisas de manga longa, bermudas amplas e jaquetas oversized estampadas.
O álbum “Mar Revolto” de Carlinhos Brown entra como mote para a fusão de surf e rock and roll promovida com alguma ousadia e menor sutileza por Rique Gonçalves na R Groove. A ousadia fica por conta das transparências, das fusões entre tecidos diferentes, das apropriações experimentais na alfaiataria. A sutileza falta na literalidade do trato com as referências, justapostas de forma um tanto dura. No cardápio da marca, entram recortes, excesso de tecido na região da gola, bolsos utilitários, deslocamentos na modelagem da alfaiataria, cordões de amarração na lateral das bermudas, na cintura de casacos e no cós, e casacos sem gola.
A Têca deixa de lado o romantismo habitual e entra nos anos 1980 sob o signo sombrio do filme de Tony Scott, “The Hunger” (Fome de Viver), de 1983. Quem não se lembra de David Bowie e Catherine Deneuve encarnando vampiros elegantes, de olho na jugular de Suzan Sarandon? A partir daí a marca trouxe vestidos justos e décor encrespado e volumoso nos detalhes.
Os vestidos lideram o mix, seguidos pelas saias curtas e infladas. Vale prestar atenção nas combinações de minissaia + blusa + casaco curto (tipo Chanel) muito frequentes nas propostas para o inverno 2010. Um voo mais adulto da Têca. Eficiente, mas ainda em busca da consistência que a marca pretende e pode alcançar.
Em desfile concorrido, tudo parecia minucioso e bélico, no futuro construído pela Espaço Fashion. O apetite por imagens fortes, novos planetas e outras galáxias orientaram a coleção, e, assim como fez com outros temas, a marca carregou nas tintas e causou impacto. O casting mais que poderoso, liderado por Carol Trentini, contribuiu enormemente.
Unanimidade no mix, as bermudas ciclista foram apresentadas sob microssaias e vestidos justos, associados a casacos elaborados. A estranheza da combinação funcionou. Os primeiros e últimos vestidos compõem a ala leve de uma coleção densa.
A bela blusa de seda apresentada por Ana Claudia Michels entra nessa categoria, que trouxe alguma cor aberta à passarela e amenizou a agressividade da forma. Nas calças, muito recortes e aplicações.

fonte: www.usefashion.com.br

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Acquastudio, Cláudia Simões, Maria Bonita Extra, Juliana Jabour e TNG
Para fazer sua coleção de festa de peças justas no busto e quadris avantajados, Acquastudio mimetizou as formas dos vasos de René Lalique em jogos experimentais com o desenho do corpo. A ideia, que parece muito boa, ficou comprometida na relação difícil com os movimentos. A referência ao mestre vidreiro e joalheiro da Art Nouveau aparece pela 2ª vez no Fashion Rio, visto que ele foi mencionado também em uma estampa de Graça Ottoni.
Na Cláudia Simões, muitas formas simétricas, como no padrão grego de beleza, e ao gosto do espírito olímpico esportivo, popularizado pela polêmica e talentosa cineasta alemã Leni Riefenstahl por volta de 1930. A pintura expressionista americana, citada como referência, tomou conta das estampas. Pollock e Rothko, pintores icônicos do período, aparecem em abstrações informais e em recortes coloridos, respectivamente. No entanto, a junção do esportivo com alfaiataria poderia ser mais proveitosa.
Experimentando sobre a aura de marca certinha, Maria Bonita Extra abraça a rebeldia beatnik e põe o pé na estrada errante, trilhada pelo escritor americano Jack Kerouac, autor do clássico On the Road. Modelagem entra em sintonia com experimentação, adotando formas transgressoras: misturas de amplo com justo, sensualidade e inocência, fluidez e estrutura. O resultado é visualmente bonito e a roupa da Extra permanece desejável, mas não foi desta vez que a marca ultrapassou a barreira do bom comportamento. Se é que ela precisa mesmo fazer isso.
Berlim militar, urbana e contemporânea, mas cheia de lembranças do passado que a dividiu, serve para calçar as pretensões da estilista Juliana Jabour de trafegar por áreas mais densas que a dos doces vestidos de malha que lhe deram fama. De uma viagem à cidade alemã, ela trouxe a cartela sóbria e a misturou com o conhecido oversized oitentista da marca. O resultado é uma coleção consistente, de tema bem trabalhado e ainda assim adaptada ao gosto da clientela. Finalmente Juliana deixa de lado os abotinados rasteiros e olha para a moda de cima de um salto alto. Literalmente.
Na TNG, entra Maurício Ianês esbanjando competência e sai Regina Guerreiro. Mudou o diretor criativo, só não muda a tradição da escolha de um casal de celebridades para alavancar a marca na mídia. Neste ponto, nenhuma surpresa: os escolhidos foram Thiago Lacerda e Taís Araújo. Entretanto, em todos os outros, existem muitas delas. A marca pegou leve na densidade friorenta que o tema sugere com a cultura esquimó e acertou a mão na estamparia. Trabalhou proporções ampliadas e, caso leve esta coleção às lojas, vamos ver uma guinada significativa na consistência das roupas. Para garotas, shorts amplos, cintura alta, comprimentos curtos, vestidos utilitários ajustados na barra e bolsos funcionais. Para eles, além de calças folgadas, camisaria e coletes bem compridos.

fonte: www.usefashion.com.br

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Mara Mac, Filhas de Gaia, Cavendish, Graça Ottoni e Cover
Orientada pelas estampas náuticas e cruzando os mares revoltos que inspiraram a coleção, Mara Mac chegou à roupa elegante, no estilo de confort-cool que ela tanto gosta. Como a rota de navegação leva ao inverno, ela incluiu casacos corta vento, além de tricôs e moletons. Medidas folgadas e bolsos charmosos são para deixar a mulher à vontade, e os vestidos de tricô esbanjam versatilidade.
Formas corporais modificadas serviram de fio condutor para a coleção das Filhas de Gaia, baseada no clássico Frankenstein. A marca redesenhou a silhueta, acrescentou estampa feminina floral e temperou com uma pegada rock pesada, com direito a AC/DC na trilha sonora. Os comprimentos são audaciosos, curtíssimos nos vestidos e spencers. Os decotes variam entre o fechado preso ao pescoço e o super decote V. Micro vestidos colados ao corpo lideram o mix, embora sirvam apenas para poucas consumidoras.
O figurino das colhedoras de chá  das montanhas asiáticas inspirou a Cavendish, que partiu daí e acelerou no romântico. Os muitos babadinhos curtos acompanhando a linha lateral do corpo e nas barras são quase sempre bonitos, isso quando não pecam pelo excesso e comprometem a leveza pretendida. A combinação de blusa e calça folgada rendeu boas variações de modelagem para ambas as peças, e o conjunto ficou gracioso. Os vestidos, cada qual com as suas particularidades, também devem agradar. A dúvida fica nos macacões, açucarados pelos tantos babados.
O desfile de Graça Ottoni teve início com uma boa sequência de rendas e transparências, evocando o underwear que a estilista aprecia em peças sobrepostas aos vestidos, saias e blusas. Em seguida, afiadas combinações de casaco curto + vestido. São belos os vestidos construídos em camadas de tiras de organza e os casacos casulo dão um espetáculo à parte. Bela coleção, extremamente feminina. A um só tempo poética e urbana, transmitindo bem a identidade da marca, que se concentra na precisão dos cortes e na excelência dos tecidos.
Para representar a ambivalência da vida contemporânea, a inspiração da Coven vem de sentidos opostos. De um lado a fantasia e o espetáculo do circo, do outro a austeridade militar e as guerras de todos os tempos. Não há convergência forçada nesta via de mão dupla. A não ser nos muitos recortes e no brilho quase absoluto do lurex e dos canutilhos de metal, a dualidade é preservada todo o tempo ainda que em uma mesma peça, de um lado justa de outro folgada, por exemplo, ou no conjunto do look.

fonte: www.usefashion.com.br

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Walter Rodrigues, Cantão, Lucas Nascimento e Printing

Em grande forma, Walter Rodrigues acertou em praticamente tudo, protagonizando um momento inspirado deste Fashion Rio. Ele retomou o japonismo de que tanto gosta sem “saudosismo entediado” como ele mesmo escreveu, mas com o frescor e a propriedade de quem volta a um terreno que conhece bem. Colocou mais de uma dúzia de vestidos arrasadores na passarela e fez quimonos, calças e saias amplas e aconchegantes em uma coleção sem sobras.
A fusão entre Oriente e Ocidente pautou a última coleção da Yamê Reis à frente da marca Cantão. Ela optou por revisitar o universo étnico que a marca adora e vende bem, e mesclou referências variadas com militarismo e o brilho dourado do lurex. Também adicionou texturas luxuriantes e foi feliz em muitos pontos. No 1º bloco um quê de indiano (presente, ainda que o release cite a Turquia como referência) pareceu um tanto fora de hora. Ainda assim, na sequência a coleção se recompôs e passou bem. Muito bem sucedida a temporada de Yamê na Cantão. Vai deixar saudades.
Um sopro de novo, embalado em surpreendente rigor técnico, refrescou o 2º dia do Fashion Rio. Em estreia das mais aguardadas, Lucas Nascimento respondeu à altura com uma coleção concisa e inventiva, toda baseada em formas arquitetônicas. Ele colou a malha retilínea ao corpo, aplicou mamilos de metal sobre a roupa e balanceou com proporções matemáticas e cores fortes o que poderia ser apenas sexy ou experimental.
A Printing passou soberba do começo ao fim, faiscando em canutilhos e lurex. É luxo jovem, usável e sem breguice. Coisa rara. A marca chega para ocupar um gap notório, e vai fazer a festa de quem só tinha à disposição vestidões sexy e cafonas, todos eles muito parecidos entre si ou experimentalismos difíceis. A junção de vintage e tecnológico, pano de fundo para um exuberante painel decorativo é excepcionalmente bem sucedida.

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Ausländer, Melk Zda, Giulia Borges e Victor Dzenk
Com termômetros marcando 35ºC, e sensação térmica muito além, chinelinhos, vestidões, shorts e bermudas compuseram o figurino de quem esteve no Píer Mauá. Na passarela, outra realidade: um mundo em preto anuncia o inverno que parece muito, muito distante. Mas é só no que diz respeito à temperatura externa. No plano dos negócios de moda, é mais do que hora de ver o que está acontecendo. Confira a seguir as 4 marcas que abriram o 1º dia de desfiles do renovado Fashion Rio:
A carioca Ausländer ensaiou vôo noturno, com roupa inspirada em punk rock para rapazes e garotas. Muitos spikes de metal, jaquetas perfecto e leggings, na melhor tradução da tendência Rebelde, fartamente anunciada pela UseFashion. As camisetas que fizeram a história da marca ganharam frases engraçadas ou provocativas, perguntando se existe vida sem Blackberrys e afirmando que “pornografia é o novo preto”.
Melk Zda, que traz hostess da tradição artesanal pernambucana para o mundo, arriscou-se corajosamente em coleção ainda mais experimental e inventiva, com muito volume e pesquisa têxtil. Madeira e carpintaria comandam os trabalhos, e a roupa conta com um minucioso painel de diferentes formas de aplicação decorativa destes recursos. A cartela de cores, em tons derivados e alguma inserção do azul turquesa, quebra qualquer possibilidade de monotonia.
Ao apresentar um universo de inocência infantil, com muitos babados, lacinhos e poás em preto e branco, além de fechamentos e detalhes de modelagem deslocada, Giulia Borges criou uma espécie de versão noir do girlie. Os vestidos cheios de detalhes e recortes conduzem esta coleção de identidade romântica e alma ligeiramente torta. A estilista esbanja domínio técnico utilizando materiais de pesos e texturas muito diferentes na mesma peça.
Victor Dzenk gosta de temas grandiosos. Desta vez, abraçou a antiguidade clássica para fazer seus esvoaçantes vestidos de caimento leve, decorados com clichês do imaginário que cerca a cultura grega. A cenografia acompanhou: inevitáveis colunas e música ao vivo de uma harpista envolta em túnica branca. O estilista é coerente e atende um público fiel à sua moda festa, que aplaudiu muito e saiu satisfeito com o que viu
fonte: www.usefashion.com.br

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