Looks esportivos e funcionais, que remetem a um camping em clima glamoroso, invadem a moda – e são perfeitos para os dias de verão na serra ou na cidade

 

Em julho passado, Helena Barbero, buyer das grifes internacionais presentes na multimarcas NK Store, embarcou em uma road trippela Califórnia ao lado do noivo. O ponto alto da viagem foram as três noites em que o casal acampou em meio a um parque em Big Sur – experiência hoje conhecida como glamping, um camping em clima mais glamoroso. “Eram cabanas rústicas, mas superconfortáveis, equipadas com cama, lareira elétrica, mesa para piquenique. E, durante o dia, frequentávamos a piscina, o spa e os restaurantes do hotel do qual elas faziam parte, o Ventana”, conta.

Fundadora da NK Store, Natalie Klein Duek havia passado pela experiência no mês anterior, ao se hospedar com o marido, Tufi Duek, e os filhos no The Other Side, um glamping em North Eleuthera, nas Bahamas. “Você passeia de barco pela ilha durante o dia e, na volta, se depara com sua comida e livros favoritos. Apesar de serem charmosas e bem decoradas, as tendas não possuem blecaute, internet ou televisão. Você tem aquela sensação única de acampar em uma praia deserta. Me desconectei de verdade e meus filhos acharam o melhor ‘hotel’ do mundo!”, conta a empresária.

Na atual busca por um estilo de vida mais slow, que preza a conexão com a natureza para amenizar a velocidade da era digital, o glamping (união das palavras camping e glamour) surge como a viagem perfeita – tendas, yurtis e casas na árvore vêm equipados com quartos e banheiros completos. É possível acampar assim em plena Antártida (fundada pelo explorador Patrick Woodhead, a companhia White Desert oferece até passeios a bordo de jatos Gulfstream para explorar o Polo Sul durante a estadia), em uma savana africana ou no deserto de Marrocos. Na Tailândia, um hotel da rede Four Seasons instalado no Triângulo Dourado (região histórica que faz fronteira com Myanmar e Laos) reúne tendas (com direito a banheira de hidromassagem no deque) em meio a florestas de bambus.

E esse lifestyle vem se refletindo também na moda – alçando a protagonistas da vez peças de mood esportivo e funcional, no melhor estilo explorador. A tendência apareceu com força total no desfile do inverno 2018/19 da Prada: após ter resgatado as bolsas de náilon da grife, hit dos anos 90, Miuccia Prada levou à passarela looks completamente feitos do tecido que lembra barracas de camping. A apresentação marcou também o relançamento da Linea Rossa, a linha esportiva da Prada, que havia sido desativada em meados dos anos 2000. No retorno da label, a grife italiana abusou das evoluções tecnológicas pensadas para performances esportivas, mas em peças feitas para serem usadas em situações urbanas: tecidos regulam a temperatura do corpo por meio de nanotecnologia, e o náilon aparece envolvido em uma membrana finíssima que o torna antivento, impermeável e respirável.

Além do tecido tecnológico, jaquetas e coletes utilitários, puffer jackets e casacos de plástico que remetem a capas de chuva invadiram as passarelas de marcas como Balenciaga e Marni – em looks em sintonia com o athluxury. Até o tênis de trekking ganhou versão fashion: no inverno 2018/19 da Gucci, ele aparece decorado com tiras removíveis de cristais, como no modelo da foto.

Apesar do clima de fim de semana, a tendência faz bonito também no guarda-roupa urbano. Vale trocar o blazer por uma jaqueta de náilon, atualizar o ugly sneaker pela versão com cara de trilha e reviver a calça cargo.

Fonte : VOGUE

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Pelas charmosas ruas da cidade murada de Cartagena, patrimônio colombiano e também da humanidade, peças ultrafemininas, com rendas, babados e laços, se entregam ao poder do branco, ganham a companhia da alfaiataria e a vida dos tons fluo.

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Na temporada mais quente do ano, looks claros se tornam escolha indispensável. Para repaginar as produções brancas do trabalho ao passeio, a dica é acrescentar peças ou acessórios fluo. O efeito é divertido, mas ainda assim sofisticado.

Acima, paletó, R$ 4.220, e calça, R$ 2.890, 3.1.Phillip Lim à venda na NK Store. Bolsa, R$ 48.460, camélia e pulseira, preço sob consulta, Chanel.

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À esq., camisa Dolce&Gabbana, R$ 2.600. Saia Colcci, R$ 899. Mochila Jansport, R$150. Pulseira Ivana Salume, R$ 195 cada (usadas de diferentes cores em quase todas as fotos). Cinto Birô, R$ 40. Tênis Superga, R$ 250 (usado em quase todas as fotos). Câmera, acervo. À dir., blusa Corporeum, R$ 320. Saia, R$ 1.888, e cinto, R$ 298, Mabel Magalhães. Câmera, acervo.

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À esq., maiô Amir Slama, R$ 450. Calça Printing, R$ 1.180. Jaqueta (amarrada na cintura) Lauf, R$ 258. À dir., vestido Helo Rocha, R$ 5.681.

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Vestido PatBo, R$ 23.973. Mochila Jansport, R$ 130. Pulseiras Ivana Salume, R$ 195 cada. Tênis Superga, R$ 250. Sombrinha e câmera, acervo.

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À esq., camisa Chanel, R$ 8.830. Top, acervo. Calça Lenny Niemeyer, R$ 650. À dir., macacão
NKStore, R$ 1.690. Pulseira de acetato Chanel, preço sob consulta. Pulseiras coloridas, acervo.

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A

À esq., vestido Cris Barros, R$ 2.696. Lenço, acervo. À dir., vestido Lino Villaventura, R$ 2.980. Boné New Era, R$ 179. Bolsa Dior, R$ 12.800.

 

Fonte: Marie Claire

 

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