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O line up do Fashion Rio foi divulgado, oba! Sem alterações na data, o evento acontece de 15 a 19 de abril (daqui a duas semaninhas!) e marca a estreia da Maria Filó e da Iódice – que pulou o São Paulo Fashion Week – nas passarelas cariocas. Patricia Vieira (Glamour ?) marca presença no calendário fashion, mas não se apresenta na Marina da Glória – a estilista optou por um desfile mais intimista em sua loja do Leblon. Eis o calendário oficial completo pra você se programar:

 

15/abril (segunda-feira)
19h00 – 2nd Floor
20h30 – Filhas de Gaia
22h00 – Alessa

 

16/abril (terça-feira)
12h00 – Blue Man
18h00 – Maria Filó
19h00 – Coven
20h30 – Iódice
22h00 – Espaço Fashion

 

17/abril (quarta-feira)
17h00 – Andrea Marques
18h00 – Sacada
19h00 – Oh Boy
20h00 – Cantão
21h00 – Lenny Niemeyer
22h00 – TNG

 

18/abril (quinta-feira)
12h00 – Patrícia Viera
17h00 – Nica Kessler
18h00 – Herchcovitch
19h00 – Salinas
21h00 – Coca-Cola Clothing
22h00- Reserva

 

19 de abril (sexta-feira)
17h00 – Bianca Marques
18h00 – Oestúdio
19h30 – R.Groove
21h00 – Triya
22h00 – Ausländer 

 

Fonte: GLAMOUR

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Depois de 19 desfiles compactados em três dias da edição de inverno 2013 do Fashion Rio, Vogue elege os pontos mais importantes do que foi mostrado nas passarelas. Confira tudo nas fotos desta página.

Esporte deluxe: o clima esportivo aparece em releituras criativas, tantos looks diurnos, quando noturnos. Detaque especial para o neoprene – tecido do surf que vem ensaiando, e agora migra de vez para o closet como hit da temporada. Desfiles: Coca Cola Clothing, Espaço Fashion e Filhas de Gaia

Alfaiataria jeans: nada de shortinhos ou jaquetinhas. O jeans entra de vez em itens da alfaiataria, muitas vezes com mix de peças em um mesmo look. Destaque para colete máxi, camisa e até poncho feitos com o material, nos desfiles da TNG, 2nd Floor e Herchcovitch.

Saia godê: a saia faz comeback direto dos anos 50 para as passarelas. Vale renovar o look com tops de tamanho máxi, a última moda. Aposte já! Desfiles: Acquastudio, Sacada e Herchcovitch

Ombros arredondados: os casacos e vestidos da estação aparecem com ombros de modelagem ampla e arredondada, como nos dos desfiles da Coca Cola Clothing, Filhas de Gaia e Sacada


Leve vs. pesado: a transparência é tendência, mas para o inverno ela vem combinada com peças pesadas como o pull de tricô de pontos largos. 2nd Floor, Ausländer e OEstúdio desfilaram suas versões

Decorativismo: é hora de exagerar com roupas dramáticas, enfeitadas, com textura rica de bordados e aplicações, como as que ganharam as passarelas da Acquastudio, Espaço Fashion e Oh, Boy!

Barriga à mostra: há algumas temporadas o abdôme em evidência ganhou destaque na lista de tendências da moda. Ela continua no inverno, como mostram Coca Cola Clothing, Espaço Fashion e Herchcovitch

 

 

Fonte: VOGUE

 

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Giulia Borges abriu a última noite do Fashion Rio inverno 2012, aproximadamente 17h50 da tarde. Sua coleção propõe peças delicadas, com alguma ousadia nas assimetrias e calda mullet. Estão lá as transparências, sobreposições, geometrias p&b e a inserção de laranja e amarelo vibrantes.

  

Nica Kessler desfilou looks bastante comerciais, prontos para ganharem as ruas. Vão de saias longas com pulôver a calça pijama com jaqueta perfecto. Cartela com predominância de rosa antigo, azul e chumbo.

  

Andrea Marques mostrou uma coleção bastante feminina e clássica, com tecidos fluídos, modelos de camisas fechadas no colo por laços e muitas saias até o joelho. Anos 1940 e 50 no ar, atualizado por macacões, plissado floral e transparências.

  

Lifestyle urbano e confortável na moderna Oestúdio. 18 pessoas, de áreas diversas, foram convidadas para desenvolver as peças em 3 estilos: Cromo-Somos, Inversão e Transparente. Foco na parte superior de jaquetas, blusas e capas que recebem capuzes mais fechados, e por isso atrativos. Em baixo, pantalonas, vestidões e saias para elas, calças mais folgadas e bermudas para eles. Tudo sempre com algum bolso utilitário. Tem destaque o preto, o laranja e o verde-musgo.

  

Auständer finalizou a edição de inverno do evento com um étnico moderno e despojado. O cobertor xadrez vira casacos e ponchos para combinarem com leves saias longas ou denim azul, verde e cereja. Retorna o uso das blusas que deixam a barriga de fora, apesar de terem mangas compridas.

  

Fotos: ImaxTREE
Fonte: USEFASHION

 

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Blue Man, Filhas de Gaia, Cavendish, Melk Z-da, OESTUDIO e TNG

Mais que um recurso de impacto, os jogos entre opostos (romantismo e secura, curvas e retas, efeitos vaporosos e estruturados), que têm marcado as apresentações, configuram desejos nítidos de experimentação. Funcionam como um passo para frente e outro para trás, sem que ninguém se afaste muito da zona de segurança. No 4º dia, quem fugiu à regra foi Melk Z Da, que se aprofundou em todas as direções que escolheu, e OEstudio, fiel no mergulho à identidade singular e engenhosa.

No pequeno Teatro Gláucio Gil, foram necessárias duas apresentações para acolher jornalistas e o público que compareceu para prestigiar a Blue Man. Em seu retorno à temporada carioca, a marca apostou em formato intimista, mas em grande estilo, acompanhada pelo violonista Yamandú Costa, a voz de Ney Matogrosso e o barulho dos saltos das dançarinas flamencas. Ney aproveitou a deixa para lançar olhares e trejeitos para os rapazes de sunga, e ganhou a plateia.

A pegada andaluz é resultado de uma viagem da estilista Marta Reis para Sevilha e Granada. Sobre básicos do beachwear, Marta concentrou-se nos decotes, nas fendas estratégicas e no tamanho reduzido de algumas peças, tendência tímida que começa a emergir por aqui. Para os rapazes, bermudas e material extra para as sungas, criando leves drapeados, e deixando a peça mais sensual que de costume.

Oposição entre materiais armados e fluídos, de opacidade e transparências, e as grandes aranhas negras passeando sobre a roupa configuram o melhor do desfile da Filhas de Gaia. O pano de fundo mais uma vez são flores e jardins, tendência onipresente neste Fashion Rio. Marcela Calmon e Renata Salles entram com o toque dissonante dos insetos repulsivos, e o truque das diferenças justapostas, vai um tanto mais longe do que a forma que têm passado por aqui.

Para a Cavendish, a busca pelo paraíso é o mote do verão. Formas secas, acabamentos arredondados e cores vibrantes deram o tom da coleção. Como se trata de moda “made in Rio”, a referência ao mar transborda em peixes, bordados e estampados. Inevitável, quando o próprio verão é a maior das inspirações e no release estão citados areia, beira da praia, rede de pesca, calor, pássaros coloridos, ilha deserta, pôr-do-sol, futebol, folhas de palmeiras e por aí vai. A tradução se dá em silhuetas ajustadas, que dispensam volumes alienígenas à anatomia, e assumem modelagens retas, só quebradas por evasês discretos, jabôs, babados e recortes no corpo da peça.

Sem a preocupação de mostrar moda pronta para o consumo, Melk Z-da ensaia voos arriscados e se sai bem nas construções complexas e detalhadas. Outra qualidade vem do trato com os materiais, que rege com competência em registros diferentes de textura e peso. O estilista é de Pernambuco, e uma singularidade dele é dizer de onde veio sem recorrer a alegorias.

Desta vez, são as danças folclóricas que dão substancia à coleção, revelando os laços estreitos com a cultura popular. O reizado, uma dança profana religiosa, a marujada que é exclusividade das mulheres, e o cavalo marinho, uma simbiose de teatro, música e poesia servem de mote para um exercício no mínimo audacioso de moda. De colorido, apenas um vestido vermelho intenso e uma ou outra faixa de cor na cintura. No mais, tudo é branco na coleção.


Com vestido de post-it e outras boas sacadas, OESTUDIO montou uma coleção batizada de “Atos impensados” que dispara non sense sobre a banalidade aparente, toda ela baseada nos atos automáticos que executamos no cotidiano, como enrolar os cabelos, rabiscar durante um telefonema, estourar plástico bolha, amassar papel e por aí vai.

Tratadas com bom humor, as peças ora colam direto no tema, ora enveredam pelos possíveis desdobramentos desses automatismos, em estampas e elementos de modelagem street wear. A marca se exercita em roupa confortável e sem grandes ajustes. A silhueta não tem o arroubo de volumes construídos nem de curvas repentinas. É levemente quadrada e encurtada, deixa os ombros no lugar para os rapazes e não foge muito disso também para o feminino, liberando algum excesso de material em modelos de calças. O desenho reto da alfaiataria só ganha formas projetadas do corpo meio que de improviso, reiterando o tema pouco convencional dos lançamentos.

Remix prolixo de cultura jovem na coleção Verão 2010/11 da TNG. O ponto de partida são movimentos musicais e de rua dos anos 1950. Com esse norte, a marca cozinhou a sopa de referências, requentando juntos o Mod londrino, a psicodelia das décadas de 1960 e 1970, o movimento punk, a pop art, a new wave dos anos 1980, alguma coisa dos 1990 e o que mais tiver rolado neste período.

Na passarela, o resultado não é tão rico como sugere o texto de divulgação. O repertório citado foi revisto, recombinado e diluído para gerar moda que ambiciona a venda em larga escala. Rendeu jeans claro e eficiente, uma leveza comercial convincente nas peças mais fluídas, alternando modelagem afastada do corpo ou na direção oposta, em paletós e coletes ajustados. A silhueta passeia pelos anos 1980 e se perde em outras décadas. Tem momento de oposições: ampla em cima, justa e curta embaixo. E tem contornos definidos por cintura alta e calça cigarrete. Difícil seria listar o que não tem.

Visto em Usefashion.

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