Enquanto as revistas estrangeiras preparam suas capas para a edição de setembro – considerada a mais importante do ano – editores e repórteres de beleza começam a lançar pela internet as tendências em que mais apostam. E quando o assunto é cabelo, a temporada antecipa uma boa notícia: os estilos vistos nas últimas estações vão continuar na moda em diferentes texturas, cores e tamanhos.

Na lista abaixo, selecionamos os cinco looks que prometem fazer sucesso no outono de lá e na primavera daqui. Invista no seu favorito.

Médios com textura

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Kerry Whashington e Jennifer Lawrence. Foto: AP Images

Candidata a melhor atriz no Emmy deste ano, Kerry Washington faz sucesso na TV americana, à frente da série ‘Scandal’, e nos tapetes vermelhos por onde passa. Nova queridinha dos fashionistas, aposta no cabelo médio com ondas leves feitas com a ajuda de um baby-liss largo. Já a vencedora do Oscar Jennifer Lawrence prefere fios em camadas com ‘bico’ bem aparente. Além de afinar o rosto, o corte rejuvenesce uns bons anos. Como se ela precisasse.Dica: invista numa franja levinha e natural.

Curtos lisinhos

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Marion Cotillard e Maria Casadevall. Fotos: AP Images e TV Globo/Divulgação

Os cabelos curtos são a bola da vez e, nesta temporada, surgiram com diferentes cortes e franjas. Para a próxima estação, porém, vão estar em alta os mais femininos e que cobrem ligeiramente a nuca. Exemplos para levar ao cabeleireiro: o corte levinho da atriz Francesa Marion Cottilard e o modelo reto com franja da Maria Casadevall, no ar na novela “Amor à Vida”.

Loiros escuros

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Cara Delivigne e Sarah Jessica Parker. Fotos: AP Images

As loiras estilosas Cara Delivigne e Sarah Jessica Parker servem de inspiração para o estilo que, verdade seja dita, nunca sai de moda. O loiro escuro – bem natural e leve – é perfeito para quem tem a pele clarinha e busca um visual mais sofisticado. Dica: aposte em alguns fios iluminados. Enquanto Cara tem a parte superior mais clara, nossa eterna Carrie Bradshaw preferiu iluminar as pontas e duas mechinhas frontais.

Castanhos claros

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Kate Middleton e Olivia Palermo. Fotos: AP Images

Quando a duquesa de Cambridge saiu da maternidade assim, linda, seu cabelo voltou a chamar atenção. Os fios longos e castanhos só contribuem para essa aparência saudável e natural que Kate Middleton tem (e que todas nós adoramos copiar). Já numa proposta mais sofisticada, a socialite fashionista Olivia Palermo aposta em leves ondas na ponta, fazendo o estilo ‘mulher rica’ mesmo. E aí, qual é o seu preferido?

Ruivos retrô

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Jessica Chastain e Cintia Dicker. Fotos: AP Images

Cabelo ruivo é um poder só. Ainda mais quando aparece todo texturizado com ondas e cachos no estilo divas do cinema. Nas fotos acima, duas ideias para servir de inspiração. O look chique da atriz Jessica Chastain no Festival de Cannes deste ano e o charme sexy (e mais moderno) da modelo brasileira Cintia Dicker. Com ondas bem marcadas ou cacheado nas pontas, o ruivo longo é só acerto. Dica: se for pintar, não se esqueça de manter as raízes em dia. Fios manchados detonam o look.

 

 

Fonte: GNT

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Depois de anos com a câmera fotográfica em punho registrando editoriais de moda em revistas como a descolada “Interview”, o norte-americano Victor Demarchelier abriu nesta segunda-feira (15) sua primeira exposição fotográfica individual, “Creating Images”, na Clic Gallery, no SoHo, em Nova York.

Filho do famoso fotógrafo francês Patrick Demarchelier, um dos principais da moda na atualidade e, por ter crescido em meio a estúdios, modelos e rolos de filme, não é de se admirar que Victor tenha escolhido seguir os passos do pai. Embora tenha se formado em economia na faculdade Vassar, em Hudson Valley, Nova York, o talento genético foi mais forte e ele mudou totalmente de carreira.

Para completar sua inserção no mundo da moda, o rapaz de 25 anos tem como ex-namorada a modelo brasileira Carol Trentini, que aparece seminua em algumas das fotos da exposição. Em declaração ao site WWD.com, Patrick elogiou o filho dizendo que gosta muito de suas fotos. “Ele é bem preciso, bem claro e organiza seu trabalho muito bem. É um fotógrafo incrivelmente talentoso”, disse.

Visto na Revista Marie Claire

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Todo mundo sabe que o mundo da moda é dominado por mulheres altíssimas e magérrimas, elas estão nas passarelas, nas revistas e nas propagandas, mas quantas mulheres de verdade se encaixam nesse estereótipo? Poucas, certo?

Mas vamos dizer que nos últimos anos apareceram algumas brechas, pequenas, porém que tiveram um peso, metafórico (e literal..), para abalar um pouco esse pequeno mundinho. Umas delas foi a modelo Crystal Renn (acima) , ex-modelo anoréxica que combateu sua doença e assumiu o tamanho G, e que conquistou muito mais trabalhos nessa sua nova fase do que quando era apenas mais uma modelo esquálida. Com suas curvas voluptuosas desfilou para Jean-Paul Gaultier e fez vários editorias para revistas como Vogue e Harper´s Bazaar.
Outra gordinha que ficou bem famosa e virou um ícone da moda é Beth Ditto,vocalista da banda inglesa Gossip. O estilo dela é tão forte e tão condizente com sua personalidade que ela foi chamada para desenhar uma coleção para a Evans, famosa marca inglesa de tamanhos maiores e que foi lançada no meio desse ano com sucesso absoluto, mostrando que para ter estilo não importa o tamanho da silhueta.

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Todo mundo sabe que o mundo da moda é dominado por mulheres altíssimas e magérrimas, elas estão nas passarelas, nas revistas e nas propagandas, mas quantas mulheres de verdade se encaixam nesse estereótipo? Poucas, certo?

Mas vamos dizer que nos últimos anos apareceram algumas brechas, pequenas, porém que tiveram um peso, metafórico (e literal..), para abalar um pouco esse pequeno mundinho. Umas delas foi a modelo Crystal Renn (acima) , ex-modelo anoréxica que combateu sua doença e assumiu o tamanho G, e que conquistou muito mais trabalhos nessa sua nova fase do que quando era apenas mais uma modelo esquálida. Com suas curvas voluptuosas desfilou para Jean-Paul Gaultier e fez vários editorias para revistas como Vogue e Harper´s Bazaar.

Outra gordinha que ficou bem famosa e virou um ícone da moda é Beth Ditto,vocalista da banda inglesa Gossip. O estilo dela é tão forte e tão condizente com sua personalidade que ela foi chamada para desenhar uma coleção para a Evans, famosa marca inglesa de tamanhos maiores e que foi lançada no meio desse ano com sucesso absoluto, mostrando que para ter estilo não importa o tamanho da silhueta.

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fonte: www.tanavitrinetanacea.com.br

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O verão já está nas vitrinas e nas revistas de moda. Com isso, mulheres de todo o Hemisfério Sul observam com olhar interessado o que os estilistas propõem para os próximos meses. Estampas selvagens, cores neon e peças de alfaiataria figuram entre os objetos de desejo para a estação do calor.

Aqui, diversos estilistas dão dicas do que estará em alta na próxima estação. Aproveite!

::: De todas as tendências deste verão, sem dúvida a que mais tem a ver com as brasileiras é a das flores. Estampas grandes, miudinhas e até carregadas de folhagens são a cara do calor nacional. E, já que prints e aplicações dão tom, as peças são mais discretas quanto à construção.

::: Estilistas apresentaram em suas coleções peças em tons fluo, os queridinhos deste verão. Muito já se viu deles em outras estações, mas a ordem agora é brilhar cada vez mais, seja com um peça principal, seja apenas como um ponto de luz no look. Para brincar com o clima dos anos 1980, escolha uma ou mais tonalidades e arrase na temporada de calor.

::: Para quebrar a austeridade do look de alfaiataria e garantir um toque mais feminino, vale arredondar as formas, marcar os ombros ou definir a cintura. Drapeados, babados, sobreposições de tecidos e pregas ajudam na tarefa de deixar tudo com jeito de menina.

::: Os biquínis estão cheios de referências sofisticadas, como modelagens e recortes inusitados. As pesquisas de estampas se traduziram em prints selvagens – destaque para zebra, onça e cobra. Se preferir um conjunto liso, invista nos tons fluo, para realçar o bronzeado, ou em cores sólidas, como azuis e verdes

::: Ícone de estilo de todas as décadas, o safári urbano é mesmo um clássico. Entra ano e sai ano, o que se vê nas passarelas e ruas é essa mescla de tons terrosos com outros naturais e estampas de bichos. Tendo a evolução das espécies como foco nesta temporada, a tendência valoriza formas e materiais orgânicos e silhueta mais reta ou levemente ajustada na cintura. Tecidos como algodão, linho e couro dividem o espaço com peças em malhas de bambu repaginadas, que aparecem menos infantis e mais sensuais.

Visto Clicrbs

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tendencia

O amarelo foi a cor do Verão e o vermelho será a do Inverno. A emoção e a consciência ambiental estão na ordem do dia. É o que ditam as tendências. Para a Moda e não só. Mas de onde surgem estas orientações? Quem as determina? E porquê?

Antevisão
Qual irá ser a cor da moda? O que se vai usar na próxima estação? Qual é o produto do momento? Hoje, cada vez mais pessoas e empresas estão pendentes das tendências, quando até há bem pouco tempo isso era uma preocupação quase exclusiva dos industriais têxteis e do pronto-a-vestir.

O termo ‘tendência’ está a cada dia mais presente no nosso vocabulário e na nossa vida quotidiana. Pelo menos nos grandes centros urbanos das sociedades ocidentais em que vivemos.

Das passarelas as imagens saltam para as páginas das revistas para revelar o que nos fará mais bonitas e fashion a cada estação. Quisemos percorrer o caminho inverso. Num mergulho profundo no universo da moda e dos produtos de consumo fomos em busca de descobrir como surgem estas tendências, como tomam forma e quem as molda. Como uma verdadeira caçadora urbana, Paula Horta circula pelas ruas de Barcelona munida das suas indispensáveis armas: um bloco de notas, uma máquina fotográfica digital e a enorme curiosidade que muitas vezes a impele ao contacto directo com os seus objectos de observação, mal os identifica. São adolescentes ou jovens adultos que por alguma razão se destacam dos demais, mesmo que seja por um mero detalhe ou adereço personalizado.

Paula veste-se com discrição e dificilmente se destaca na multidão. Isso facilita a sua postura como observadora e torna-a menos ameaçadora quando decide aproximar-se dos seus alvos. Ela é uma coolhunter (ver caixa), atenta aos pequenos grupos, às pessoas que usem algo com um potencial de vir a ser massificado, e trabalha para o The Intelligence Group, uma empresa de marketing e de trend forecasting com sede em Nova Iorque, mas com um exército de caçadores – ditos international reporters – espalhados por todo o planeta. Para além de coolhunters, estas pessoas desempenham também a função de trendspotters, atentas aos comportamentos, ao sentido para onde caminham as tendências no local onde estão situadas, ao que ali se consome e ao que atrai a atenção do público em geral. O seu trabalho todos os meses é diferente mas, essencialmente, todos têm como tarefa destacar no mínimo duas tendências que sintam que estejam a aflorar nas cidades em que se encontram. O material recolhido e compilado é depois analisado nos escritórios centrais por antropólogos, sociólogos, especialistas em marketing e em outros sectores ligados ao consumo e aos novos negócios.

Portuguesa, licenciada em Ciências da Comunicação e especializada em Publicidade, Paula Horta fazia o mestrado em Cultura Visual em Barcelona quando surgiu a oportunidade de fazer este trabalho. Dificilmente seria recrutada para fazer o mesmo em Portugal, destino que nem sempre desperta o interesse destas empresas de marketing e tendências pelo seu tamanho reduzido, pela sua posição periférica e pela limitação da sua influência em outros mercados. Em Espanha, ao contrário, o mercado é maior e estende-se aos países da América Latina de expressão espanhola. E Barcelona é um centro cool por excelência, carregada de estrangeiros e onde fervilha o cenário cultural.

Paula rapidamente se identificou com a actividade que agora desempenha e já não consegue pôr os pés na rua sem observar tudo e todos. Para executar bem o seu trabalho necessita de uma visão apurada e de uma boa capacidade de análise. “É fundamental que consigamos abstrair-nos dos nossos gostos e crenças habituais. Isso não interessa para nada neste trabalho. O importante é conseguirmos anali-sar o que nos rodeia”, comenta. As ruas são o seu campo de trabalho, mas não só. Os eventos de arte, música, as feiras de moda, entre outros acontecimentos, também o são, assim como os blogs, os sites da Internet, os jornais e as revistas em geral. “Sou uma verdadeira junkie das revistas”, confessa.

As tendências, então, não surgem da cabeça de ninguém. Nascem nas sociedades em que vivemos, dos pequenos adereços, dos gestos isolados de grupos restritos, das opiniões quase anónimas mas que catalizam a atenção de muitos, dos pequenos negócios criativos que despontam aqui e ali, de tudo o que se vê e se faz de forma diferente e inovadora, mas também da forma como as sociedades se comportam. Um artista underground, o designer do momento, um músico, um DJ, actrizes e actores, o autor de um blog, uma jovem na rua… Qualquer um pode ser um trendsetter (ver caixa) desde que se destaque na multidão ou desperte o interesse dos demais e que, de alguma forma, a sua atitude ou opinião reflicta as ansiedades do momento.

“Eu não descubro nada novo”, afirmou a respeitada investigadora de tendências holandesa Li Edelkoort numa entrevista publicada no site da Symrise, grande produtor alemão de fragrâncias e sabores. “Observo e interpreto o comportamento e o estado de espírito das pessoas, e aponto o que vejo. Actuo como uma catalizadora do espírito do momento e transformo-o em tendência o mais cedo possível.” Li Edelkoort busca constantemente respostas para perguntas como: Como será a nossa vida no futuro? O que irão querer as pessoas? Que desejos e necessidades terão? Que características um produto deverá ter para alcançar o sucesso no mercado? Como inspiramos as pessoas a comprar coisas?

Mas como é que tudo isso surgiu? Depois da Segunda Guerra Mundial houve um incremento do pronto-a-vestir. Na década de 60 verificou-se uma grande democratização de hábitos e a indústria do vestuário deu um salto significativo. Com isso, houve não só a necessidade de modernizar-se como também de ajustar a produção a uma quantidade crescente de consumidores assim como aos seus gostos. Prever quais seriam os produtos preferidos do público significava assegurar que não haveria ruptura de stocks, ou seja, que as peças não iriam esgotar-se ou não faltaria matéria-prima para as produzir. Assim, a opção foi, “em vez de trabalhar da fábrica para o mercado, fazer o sistema inverso, do público para a fábrica, a partir de uma observação mais atenta das pessoas, dos seus hábitos, da arquitectura e de diversos outros fenómenos socioculturais”, observa Greta Statter, consultora de moda e de tendências de estilo de vida.

Surgem nessa altura os primeiros observadores de tendências. Eram, em geral, pessoas viajadas, com boa bagagem cultural e interesse pelo mundo da moda, que davam indicações a nível da gama de cores a ser utilizada e que desenhavam alguns esboços de formas e modelos. Nessa altura são criados também os primeiros cadernos de estilo. “Françoise Vincent foi, provavelmente, a primeira a fazer um mapa em que cruzava circunstâncias económicas, históricas, políticas e artísticas”, comenta Greta Statter. Em 1966, Françoise Vincent, com o apoio de industriais franceses, criou a Promostyl, um dos mais antigos gabinetes de estilo, que hoje compartilha o cenário e a influência com outros gabinetes como o Peclers Paris, a Agence de Style Nelly Rodi, o Studio Edelkoort, entre os mais tradicionais, assim como com as mais jovens empresas de investigação e inteligência (intelligence companies) como a Faith Popcorn’s Brainreserve, a Look-Look e a The Intelligence Group. “Estes gabinetes cheiram o l’air du temps e são capazes de discernir o que vai ser importante para o futuro”, aponta Greta Statter.

E da mão-cheia de sugestões dos primeiros tempos, o trabalho dos observadores de tendências foi-se tornando cada vez mais complexo. Ainda que os métodos de trabalho nem sempre sejam exactamente os mesmos, hoje pouco diferem dos utilizados inicialmente. Baseiam-se nas viagens e compras no estrangeiro, sobretudo quando se trata de gabinetes dentro das empresas de produção, ou em profissionais estrategicamente situados em distintas partes do globo, no caso dos gabinetes de tendência particulares. Contam com uma boa dose de intuição mas também com o apoio de profissionais vocacionados para analisar a sociedade e o significado dos sinais recolhidos.

O trabalho não se resume a observar as pessoas na rua para, mais tarde, desenhar para elas. Vêem-se os trabalhos de designers, artistas plásticos, arquitectos e outros criativos de cada local. Por isso fala-se cada vez mais de lifestyle – fenómeno mais global – que alia também urbanismo, arte e design”, refere Pedro Marques Mendes, representante da Promostyl em Portugal. E acrescenta: “Nesse âmbito, Portugal tem alguma coisa para oferecer – temos boa afirmação internacional sobretudo a nível da arquitectura e do design de equipamentos.” Pedro Marques Mendes destaca os designers Fernando Brízio, Miguel Vieira Baptista e Ricardo Ralhete, “que não são produtores em grande escala mas são observados e influenciam”. Destaca também Siza Vieira e outros arquitectos nacionais. E, no âmbito da moda, chama a atenção para Felipe Oliveira Baptista, Pedro Waterland e Luís Buchinho. “Os gabinetes de tendências já repararam neles.”

A Concertação Internacional da Cor acontece em Paris todos os anos, duas vezes por ano, desde há mais de duas décadas. Este é um dos grandes acontecimentos a nível das tendências e reúne gabinetes de estilo, estilistas independentes, fabricantes de pigmentos, industriais têxteis e as suas associações. Neste encontro define-se a gama de cores para cada estação. “Hoje já estão disponíveis as cores para o Inverno de 2009/2010”, observa Pedro Marques Mendes. “As decisões levam em conta o gosto do público mas também outros interesses em particular, como promover uma determinada cor – um pigmento que não se usa há muito tempo ou que é muito caro, por exemplo”, observa.

Pedro Marques Mendes traça o caminho destas decisões. “Definida a gama de cores, as associações informam os seus membros e os gabinetes de tendências fazem o desenvolvimento criativo dos usos desta gama.” Os cadernos de estilo/tendências produzidos pelos gabinetes de tendências são, na sua maioria, o cruzamento final do trabalho de campo e a sua respectiva análise com a gama de cores. São publicados, na grande maioria dos casos, cerca de duas vezes por ano, com previsões com dois ou três anos de antecipação. Esses cadernos apresentam cores, texturas e formas para cada estação, mas com a preocupação de abarcar os vários públicos-alvo – mulheres, homens, crianças, jovens, estilos de vida, conceitos, entre outros. Para melhor ilustrar as tendências que referem, recorrem a diversos elementos: amostras de tecido e de outros materiais de produção, esquissos de modelos e objectos, recortes de imprensa e retratos de personalidades de interesse (artistas, designers, arquitectos, estilistas e opinion makers, por exemplo).

Se inicialmente este era um serviço prestado quase exclusivamente para a indústria têxtil e de pronto-a-vestir, hoje é almejado pelos mais variados sectores de produção – dos cosméticos à decoração, dos automóveis aos telemóveis, dos alimentos aos restaurantes e hotéis. Empresas como a Swatch, a Fiat, a Dupont, a Nokia, a Renault, e tantas outras, compram esta informação, estendendo a influência a um amplo leque de produtos de consumo e não apenas à moda.

“Este serviço torna-se cada vez mais indispensável para a sobrevivência de marcas e empresas. São raras as que não compram estes indicadores de tendências e há mesmo empresas que recorrem aos produtos de mais do que um gabinete”, afirma Pedro Marques Mendes. O gabinete que representa lança 15 cadernos diferentes por semestre e há quem invista a sério e os compre todos.

A informação dos gabinetes de tendências é a base de trabalho para as direcções de design e marketing das empresas clientes. As de design cruzam-na com as suas experiências pessoais e desenvolvem os produtos com um cunho próprio. As de marketing trabalham nas estratégias de produto, nos conceitos a utilizar para a sua promoção.

Mas a necessidade das tendências tem também a ver com outros factores económicos. “O capitalismo é, por definição, um sistema que aspira à expansão – dos lucros e, por arrastamento, dos mercados. Para sobreviver, tem de se renovar e, para se renovar, é necessário garantir o fluxo contínuo, quando não a expansão, do que é produzido, isto é, do consumo. Uma das formas de garantir que vamos comprar mais um par de calças consiste em garantir a obsolescência – pelo menos relativa – das que já possuímos”, explica Ana Brandão, assistente do Departamento de Sociologia do Instituto de Ciências Sociais da Universidade do Minho, que integra uma das equipas de investigação do Grupo de Cultura e Estilos de Vida. De acordo com esta socióloga, “a moda cumpre o papel fundamental de garantir essa obsolescência que assegura o consumo na medida em que procede à revisão contínua da ‘adequação’ desses produtos. Deixamos de vestir o que não está na moda”.

Essa obsolescência passa pelo aproveitamento de necessidades elementares do ser humano – como a necessidade de pertença e de singularidade – para promover a expansão das áreas de negócio. “Os produtos de consumo geral e a oferta cultural são elementos constituintes dos estilos de vida. Não nos distinguimos ou assemelhamos socialmente apenas pelo que vestimos mas também pelo que fazemos, pelo que comemos, pelos espectáculos a que assistimos… O que o capitalismo faz é explorar aquelas necessidades básicas pela identificação de novas áreas de aplicação das suas técnicas”, comenta a socióloga.

A sociedade está mais complexa, é verdade. E as tendências confortam. “As marcas passam a ser como famílias”, declarou o guru das tendências David Shah, numa entrevista dada à revista Época brasileira. De acordo com este especialista, as pessoas passaram a criar identidade por tribos. “Não importa a sua nacionalidade, se você usar um traje de Yohji Yamamoto como eu, nós pertencemos à mesma tribo.” Shah explica que hoje já não existem mais trabalhos para toda a vida, as ideias tradicionais de casamento e família parecem desaparecidas. “Por isso estão tão interessadas nas tendências: porque não sabem o que vai acontecer com o mundo. As marcas passaram então a tentar desenvolver um relacionamento com o seu consumidor, construindo um elo emocional. “Antecipar tendências consiste, basicamente, em prever as possibilidades de desenvolvimento futuro – em termos profissionais, de moda, etc. – com vista a, de algum modo, estabelecer uma relação securizante face ao próprio futuro antecipado. É, neste sentido, uma tentativa de lidar com o elemento imprevisível, de reduzir a consciência do risco, ou, pelo menos, a ansiedade que lhe está associada”, refere a socióloga Ana Brandão.

E o que marcará os novos tempos? As tendências decorativas, o biológico e o tecnológico são os conceitos do futuro próximo. É no que acredita Pedro Marques Mendes. Paula Horta acredita também na costumização dos produtos. “Uma forma de transformar um produto massificado em único”, observa.

Tudo o que vem da natureza terá um espaço privilegiado, desde as cores às formas de fósseis, defende o grupo Edelkoort. De acordo com a investigadora holandesa, pressente-se o ressurgimento dos produtos locais, assim como da cozinha regional. “Estamos cansados de ver as mesmas marcas por todo o mundo, estejas em Nova Iorque, Tóquio ou São Paulo.” As novas marcas conquistarão alguma frescura se combinarem os seus produtos de cariz global com um toque local.

O guru David Shah acredita que estamos a entrar numa nova fase de comportamento dos consumidores, que denominou Nu Austerity (nova austeridade). “O comprador de moda, antes preocupado com a imagem de ostentação, passou a preocupar-se com questões maiores como a sustentabilidade, as alterações climáticas, a pobreza global, o comércio ético, etc.”, escreveu na última edição da revista Textile View, publicação especializada em tendências da qual é responsável.

A procura do significado é o que aponta Anne Lise Kjaer, do gabinete de tendências Kjaer Global. “Acredito que a busca do significado será o propulsor nuclear do século XXI para as sociedades ocidentais, uma sociedade imbuída com uma tremenda escolha material e carregada de uma abundância sem significado”, escreveu para a mesma edição da revista Textile View. A especialista aponta para os produtos potenciados pela emoção e a ética como o meio para chegar com significado às pessoas no futuro.

Visto Modamaistyle.blogspot.com

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Ela está em revistas e na 1ª fila de desfile
Nascida em Chicago, Tavi Gevinson, de apenas 13 anos, criou um blog que vem fazendo o maior sucesso. Em Style Rookie, ela posta fotos de seus looks de campanhas, na maioria das vezes “muito estranhos”, como ela mesmo descreve, e também faz comentários considerados profissionais sobre moda, música, cinema, entre outros assuntos.
Nomes como Ray Kawakubo, Courtney Love, Vivienne Westwood, Alexander McQueen e Bob Dylan poderiam parecer estranhos para uma garota de sua idade, mas eles estão em seu blog.
Seu estilo excêntrico e esperto então chamou a atenção do mundo fashion. Só em setembro, ela está em matéria da revista Love, é capa da revista Pop e esteve na 1ª fila do desfile de Marc Jacobs, na Semana de Moda de Nova York, na segunda, dia 14.
Ela inclusive postou em seu blog fotos feitas por ela desse lugarzinho privilegiado da plateia. Veja aqui.

Tavi-Gevinson-13-anos-garota-da-vez-fotos-imagem

Ela está em revistas e na 1ª fila de desfile

Nascida em Chicago, Tavi Gevinson, de apenas 13 anos, criou um blog que vem fazendo o maior sucesso. Em Style Rookie, ela posta fotos de seus looks de campanhas, na maioria das vezes “muito estranhos”, como ela mesmo descreve, e também faz comentários considerados profissionais sobre moda, música, cinema, entre outros assuntos.

tavi-gavinson

Nomes como Ray Kawakubo, Courtney Love, Vivienne Westwood, Alexander McQueen e Bob Dylan poderiam parecer estranhos para uma garota de sua idade, mas eles estão em seu blog.

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Seu estilo excêntrico e esperto então chamou a atenção do mundo fashion. Só em setembro, ela está em matéria da revista Love, é capa da revista Pop e esteve na 1ª fila do desfile de Marc Jacobs, na Semana de Moda de Nova York, na segunda, dia 14.

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Ela inclusive postou em seu blog fotos feitas por ela desse lugarzinho privilegiado da plateia. Veja aqui.

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