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O closet de muitas fashionistas ganhou um plus no quesito streetwear nesta temporada: entre Louboutins e Jimmy Choos, há Vans, DCs e All Stars; os bordados Valentino agora dividem espaço com t-shirts descoladas e shortinhos jeans rasgado; e, no canto – denunciando o motivo de tanta casualidade – há skates com shapes decorados com desenhos de caveiras, pop art ou até grifados. Estas são as mulheres que trocaram o shopping pelas ruas a fim de passar as horas livres sobre um skate – de preferência em turma e com dress code apropriado.

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A escolha do look:
Conforto é palavra de ordem na hora de eleger a produção certa para a atividade que exige bastante movimento. “Não tem erro: t-shirt ou regata, shorts e tênis é o uniforme perfeito”, aponta a atriz Thaila Ayala, que comprou seu primeiro skate aos nove anos de idade. “Se estou no Rio, às vezes ando de chinelo ou até descalça”.

Para as iniciantes, além de capacete e joelheiras, a dica é investir em moletons, cardigãs e camisas, para proteger ainda mais a pele de possíveis acidentes. Entre as marcas queridinhas estão Vans, DC, Nike e Adidas.

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Deixe a vaidade para fora da marquise:
Esqueça maquiagens exageradas ou penteados elaborados. No nécessaire da skater-girl há apenas espaço para o hidratante, filtro solar (sempre!) e lip balm. Para as mulheres que não vivem sem blush, as versões cremosas, que deixam um efeito natural, são os mais indicados; e, se for de rímel, aposte nos waterproof. Já para as madeixas, quanto mais natural, melhor. “Se estiver ventando, eu prendo em um rabo alto ou coque ou coloco um boné. Cabelo na cara não rola”, sugere Thaila.

“Sempre fui fascinada por skate, mas nunca tive aquele estalo pra começar, sabe? No começo deste ano me deu vontade. Comprei um longboad e fiz do hobby parte da minha rotina”, comenta Renata Sarti, um dos nomes por trás da grife Lilly Sarti, e neorepresentante fashion da skatemania, cuja lista já inclui Thaila AyalaHanneli Mustaparta e até a top Candice Swanepoel. Vogue investiga o fenômeno com um dossiê completo para quem quer ingressar agora na modalidade cool. Siga lendo.

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Primeiros socorros à vista:
Prepare-se para adicionar cicatrizes e machucados espalhados pelo corpo. Cair – e ralar muito – é natural. “Tenho mais de sete cicatrizes por conta de mini acidentes no skate ao longo dos anos. No joelho, no cotovelo… Mas hoje em dia, procuro andar mais tranquilamente e não faço muito manobras”, comentou Thaila.

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Go shopping!
A Galeria Ouro Fino, nos Jardins, reúne diversas lojas experts em skate, em São Paulo. Vá na Old is Cool para adquirir um modelo personalizado: você pode escolher marca (como Loaded ou Santa Cruz), o desenho do shape e o o rolamento. Como cada modalidade – freestyle, street, vertical ou downhill – pede um shape específico, peça ajuda ao vendedor. O longboard é ideal para as iniciantes: “é mais fácil para aprender”, opina Renata.

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Spots para praticar:
A marquise, no parque Ibirapuera, é o local preferido das fashionistas paulistanas para andar de skate. “O chão é impecável, o lugar lindo e tenho a possibilidade de dar voltas no parque também”, aponta Renata. Outra sugestão: o estacionamento do Pacaembú. Para as cariocas, a orla continua sendo a melhor opção. Preparadas? (RENATA GARCIA)

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Em tempo: nos próximos dias 30 e 31.08, e 07.09 e 08.09, Camila Borba e o skater Roger Mancha organizam a segunda temporada do #forfun All Made For Girls, um curso de skate para mulheres em São Paulo. No período, as inscritas terão paletras sobre o skate na moda, cinema, publicidade, música, além deaulas práticas para iniciar na modalidade. Saiba como particiar no site oficial. www.forfungirlskate.com .

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Fonte: VOGUE

 

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Redley, Claudia Simões, Totem, Graça Ottoni e Lenny


Entre as propostas para rapazes e garotas, Redley não mostrou discordâncias, a não ser nos pontos óbvios. Em termos de estilo, tudo converge bem, da cartela aos materiais  e aos cruzamentos de sufwear, alfaiataria e streetwear. Tem gente nova no departamento de estilo e não há como isso não se refletir na passarela. Uma maior descontração talvez e toda esta jogada de oposições entre tecnologia e naturalidade, vazados e cheios, lisos e estampados, formal e informal. Nada muito complicado, nem para o feminino, nem para o masculino, mas eficiente e seguro. As meninas usam belos macacões, folgados e sedosos, e saias altas e curtas. Os rapazes, bermudas bem bacanas e a camisaria deles é de dar vontades de ter. Todos usam casacos vinílicos, ultrapolidos e com bom efeito de passarela.

Tribal chic com pitadas militares mais alfaiataria bacana. A mistura rende roupa sem grandes volumes no desfile da Claudia Simões, correta e contida dentro das formas retas dos anos 1960. São preciosos os bordados complexos e interessantes as vestes alongadas sobre legging e bermudas curtas. Os casaquinhos leves e elegantes agradam em cheio. A citada referência ao pintor e escultor espanhol Palazuelo (1916-2007) diluiu-se na cartela, em alguma geometria e na estamparia digital. A coleção passa ao largo do calor do verão e põe na roda looks bem comportados, com jeito de meia estação.

Omar Salomão é filho do Wally Salomão, e esta é uma bela credencial para o vocalista da banda Vulgo Quinho & os Cara, que encheu de música o animado desfile da Totem. Tropicalidade com linhagem é isso aí, algo que faz parte também do DNA dessa marca carioca da gema, setentista de carteirinha, e que faz moda dentro do pacote completo do colorido, ensolarado, estampado, descontraído e confortável. No feminino, apresentou chemises bacanas, saias curtas com amarrações e vestidos imbatíveis. No masculino, shorts soltos, usados com camisas quase túnicas, e um bonito e inesperado cardigã. Passou bem, particularmente, na junção das estampas de cores vivas, grafismos acertados e margaridas grandes.

Com Pierre Verger e paisagens vazias em mente, Graça Otoni abriu com um imenso e esvoaçante chemisier branco, e engatou calça ampla e camisa mostrando silhueta farta, leve e radicalmente branca. A partir daí, desfiou seu repertório de suavidades e aparentes improvisos das formas, que ela sustenta meticulosamente, na verdade. Sobre o branco imaculado, as estampas surgiram como vestígios esmaecidos em gradações do cinza. Cor que aparece em vestidos e conjuntos de blusa alongada e short de barra enrolada. Ao final, looks negros e fragmentos de renda, fechando o ciclo de contaminação da pureza inicial.

A grife de moda praia Lenny encerrou o 2º dia com apresentação impecável. Desta vez, o traço característico de arquitetura modernista cedeu lugar para as linhas suaves e arredondadas de dunas do deserto e para elementos tribais, conferindo um toque acalorado e orgânico à coleção. No controle de materiais tido como inadequados, inclusive chamois, a marca não apenas confirma, mas apura a excelência e, de quebra, sedimenta a do incensado beachwear nacional. Também na Lenny, e ainda timidamente, surgiram biquínis menores, daqueles que andavam longe das passarelas. Ficou bacana a tenda montada com a mesma lona que cobria a passarela.

Visto em USEFASHION

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