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Maquiagem colorida e unha e cabelos degradês são algumas das tendências de beleza que já estão nas ruas. Mas na hora de se arrumar, as inspirações podem ir além. Bem além. Já pensou em fazer um penteado tipo alienígena? Pois, acredite se quiser, a Vogue inglesa aponta este estilo como uma tendência no mundo dos cabelos. Isso por conta de, claro, Alexander McQueen.
Os caminhos estéticos apresentados nas passarelas não devem ser seguidos ao pé da letra. Mas, muitas vezes, um make ou um penteado de um desfile pode ser adaptado – mesmo que sutilmente – para a vida cotidiana. Além disso, a diferença de calendários faz com que tendências que foram reveladas na última semana de moda da Europa em outubro já possam ser incluídas por aqui como inspirações de verão.
O look bem natural, com os cabelos lisos idem, continua na moda. É o famoso estilo Kate Moss. Mas agora ser mais exótico também é fashion. Os penteados para cima estiveram em diversas passarelas. Sombras coloridas e batons glitter também estão com tudo. Veja algumas das tendências de beleza que foram apresentadas pela revista. E inspire-se para a próxima estação!

O rural está na moda, e a passarela da Chanel teve inspiração caipira. O cabelo é preso, mas tem fios soltos. Flores e laços dourados dão este aspecto campo-kitsch e amish - Foto

O afro está de volta, na passarela da Louis Vuitton. Claro que não precisa ser deste tamanho! Mas o laçarote dá um toque romântico diferente./ Foto

Clássicos nunca vão sair de moda. Como este look, batom vermelho, rímel preto e uma presilha dourada no cabelo. Foi do desfile de Dolce & Gabbana. Para a Vogue, é o look Dolce Vitta. / Foto

Gueto Fabuloso: assim foi definido este estilo, proposto por Gaultier. Atenção da pegada hip hop, como cabelo preso para cima e as tatuagens góticas incorporadas/ Foto
Visto no GNT
O verão já está nas vitrinas e nas revistas de moda. Com isso, mulheres de todo o Hemisfério Sul observam com olhar interessado o que os estilistas propõem para os próximos meses. Estampas selvagens, cores neon e peças de alfaiataria figuram entre os objetos de desejo para a estação do calor.
Aqui, diversos estilistas dão dicas do que estará em alta na próxima estação. Aproveite!
::: De todas as tendências deste verão, sem dúvida a que mais tem a ver com as brasileiras é a das flores. Estampas grandes, miudinhas e até carregadas de folhagens são a cara do calor nacional. E, já que prints e aplicações dão tom, as peças são mais discretas quanto à construção.
::: Estilistas apresentaram em suas coleções peças em tons fluo, os queridinhos deste verão. Muito já se viu deles em outras estações, mas a ordem agora é brilhar cada vez mais, seja com um peça principal, seja apenas como um ponto de luz no look. Para brincar com o clima dos anos 1980, escolha uma ou mais tonalidades e arrase na temporada de calor.
::: Para quebrar a austeridade do look de alfaiataria e garantir um toque mais feminino, vale arredondar as formas, marcar os ombros ou definir a cintura. Drapeados, babados, sobreposições de tecidos e pregas ajudam na tarefa de deixar tudo com jeito de menina.
::: Os biquínis estão cheios de referências sofisticadas, como modelagens e recortes inusitados. As pesquisas de estampas se traduziram em prints selvagens – destaque para zebra, onça e cobra. Se preferir um conjunto liso, invista nos tons fluo, para realçar o bronzeado, ou em cores sólidas, como azuis e verdes
::: Ícone de estilo de todas as décadas, o safári urbano é mesmo um clássico. Entra ano e sai ano, o que se vê nas passarelas e ruas é essa mescla de tons terrosos com outros naturais e estampas de bichos. Tendo a evolução das espécies como foco nesta temporada, a tendência valoriza formas e materiais orgânicos e silhueta mais reta ou levemente ajustada na cintura. Tecidos como algodão, linho e couro dividem o espaço com peças em malhas de bambu repaginadas, que aparecem menos infantis e mais sensuais.
Visto Clicrbs

Domingo passado, dia 25 de outubro, foi ao ar pela Warner Channel a terceira e super aguardada temporada de Gossip Girl. A série, que gira em torno da vida da elite nova-iorquina tem conquistado muitos fãs não apenas pelas tramas amorosas, como tem chamado a atenção pelo figurino moderno e sofisticado das personagens. Para você ter idéia, estima-se que desde que veio ao ar, o acervo de roupa de GG está em mais de 19 milhões de dólares, além de ocupar cinco andares! É mole?!




Do lado feminino, Serena Van der Woodsen (vivida pela atriz Blake Lively), Blair Woldfor (Leighton Meester), Jenn Humphrey (Taylor Momsen) e Vanessa Abrams (Jessica Szohr) sempre exibiram modelitos de dar inveja a quem é apaixonado por moda. No masculino, não foi diferente. Chuck Bass (Ed Westwick) e Nate Archibald (Chace Crawford) possuem um visual mais mauricinho, enquanto Dan Humphrey (Penn Badgley) apresenta um estilo mais alternativo. De qualquer forma, até eles andaram ditando tendências por aí.
E moda tem tanto a ver com a série, que as estilistas Georgina Chapman, da grife americana Marchesa, e Tory Burch, que desfila na Semana de Moda de Nova York, farão participações especiais nesta temporada. Nada se sabe sobre os detalhes do roteiro – apenas que uma das cenas aconteceu num cenário que lembrava o verdadeiro escritório de Tory. O jeito é segurar a curiosidade e assistir a todos os capítulos, de olho nas novidades!

O amarelo foi a cor do Verão e o vermelho será a do Inverno. A emoção e a consciência ambiental estão na ordem do dia. É o que ditam as tendências. Para a Moda e não só. Mas de onde surgem estas orientações? Quem as determina? E porquê?
Antevisão
Qual irá ser a cor da moda? O que se vai usar na próxima estação? Qual é o produto do momento? Hoje, cada vez mais pessoas e empresas estão pendentes das tendências, quando até há bem pouco tempo isso era uma preocupação quase exclusiva dos industriais têxteis e do pronto-a-vestir.
O termo ‘tendência’ está a cada dia mais presente no nosso vocabulário e na nossa vida quotidiana. Pelo menos nos grandes centros urbanos das sociedades ocidentais em que vivemos.
Das passarelas as imagens saltam para as páginas das revistas para revelar o que nos fará mais bonitas e fashion a cada estação. Quisemos percorrer o caminho inverso. Num mergulho profundo no universo da moda e dos produtos de consumo fomos em busca de descobrir como surgem estas tendências, como tomam forma e quem as molda. Como uma verdadeira caçadora urbana, Paula Horta circula pelas ruas de Barcelona munida das suas indispensáveis armas: um bloco de notas, uma máquina fotográfica digital e a enorme curiosidade que muitas vezes a impele ao contacto directo com os seus objectos de observação, mal os identifica. São adolescentes ou jovens adultos que por alguma razão se destacam dos demais, mesmo que seja por um mero detalhe ou adereço personalizado.
Paula veste-se com discrição e dificilmente se destaca na multidão. Isso facilita a sua postura como observadora e torna-a menos ameaçadora quando decide aproximar-se dos seus alvos. Ela é uma coolhunter (ver caixa), atenta aos pequenos grupos, às pessoas que usem algo com um potencial de vir a ser massificado, e trabalha para o The Intelligence Group, uma empresa de marketing e de trend forecasting com sede em Nova Iorque, mas com um exército de caçadores – ditos international reporters – espalhados por todo o planeta. Para além de coolhunters, estas pessoas desempenham também a função de trendspotters, atentas aos comportamentos, ao sentido para onde caminham as tendências no local onde estão situadas, ao que ali se consome e ao que atrai a atenção do público em geral. O seu trabalho todos os meses é diferente mas, essencialmente, todos têm como tarefa destacar no mínimo duas tendências que sintam que estejam a aflorar nas cidades em que se encontram. O material recolhido e compilado é depois analisado nos escritórios centrais por antropólogos, sociólogos, especialistas em marketing e em outros sectores ligados ao consumo e aos novos negócios.
Portuguesa, licenciada em Ciências da Comunicação e especializada em Publicidade, Paula Horta fazia o mestrado em Cultura Visual em Barcelona quando surgiu a oportunidade de fazer este trabalho. Dificilmente seria recrutada para fazer o mesmo em Portugal, destino que nem sempre desperta o interesse destas empresas de marketing e tendências pelo seu tamanho reduzido, pela sua posição periférica e pela limitação da sua influência em outros mercados. Em Espanha, ao contrário, o mercado é maior e estende-se aos países da América Latina de expressão espanhola. E Barcelona é um centro cool por excelência, carregada de estrangeiros e onde fervilha o cenário cultural.
Paula rapidamente se identificou com a actividade que agora desempenha e já não consegue pôr os pés na rua sem observar tudo e todos. Para executar bem o seu trabalho necessita de uma visão apurada e de uma boa capacidade de análise. “É fundamental que consigamos abstrair-nos dos nossos gostos e crenças habituais. Isso não interessa para nada neste trabalho. O importante é conseguirmos anali-sar o que nos rodeia”, comenta. As ruas são o seu campo de trabalho, mas não só. Os eventos de arte, música, as feiras de moda, entre outros acontecimentos, também o são, assim como os blogs, os sites da Internet, os jornais e as revistas em geral. “Sou uma verdadeira junkie das revistas”, confessa.
As tendências, então, não surgem da cabeça de ninguém. Nascem nas sociedades em que vivemos, dos pequenos adereços, dos gestos isolados de grupos restritos, das opiniões quase anónimas mas que catalizam a atenção de muitos, dos pequenos negócios criativos que despontam aqui e ali, de tudo o que se vê e se faz de forma diferente e inovadora, mas também da forma como as sociedades se comportam. Um artista underground, o designer do momento, um músico, um DJ, actrizes e actores, o autor de um blog, uma jovem na rua… Qualquer um pode ser um trendsetter (ver caixa) desde que se destaque na multidão ou desperte o interesse dos demais e que, de alguma forma, a sua atitude ou opinião reflicta as ansiedades do momento.
“Eu não descubro nada novo”, afirmou a respeitada investigadora de tendências holandesa Li Edelkoort numa entrevista publicada no site da Symrise, grande produtor alemão de fragrâncias e sabores. “Observo e interpreto o comportamento e o estado de espírito das pessoas, e aponto o que vejo. Actuo como uma catalizadora do espírito do momento e transformo-o em tendência o mais cedo possível.” Li Edelkoort busca constantemente respostas para perguntas como: Como será a nossa vida no futuro? O que irão querer as pessoas? Que desejos e necessidades terão? Que características um produto deverá ter para alcançar o sucesso no mercado? Como inspiramos as pessoas a comprar coisas?
Mas como é que tudo isso surgiu? Depois da Segunda Guerra Mundial houve um incremento do pronto-a-vestir. Na década de 60 verificou-se uma grande democratização de hábitos e a indústria do vestuário deu um salto significativo. Com isso, houve não só a necessidade de modernizar-se como também de ajustar a produção a uma quantidade crescente de consumidores assim como aos seus gostos. Prever quais seriam os produtos preferidos do público significava assegurar que não haveria ruptura de stocks, ou seja, que as peças não iriam esgotar-se ou não faltaria matéria-prima para as produzir. Assim, a opção foi, “em vez de trabalhar da fábrica para o mercado, fazer o sistema inverso, do público para a fábrica, a partir de uma observação mais atenta das pessoas, dos seus hábitos, da arquitectura e de diversos outros fenómenos socioculturais”, observa Greta Statter, consultora de moda e de tendências de estilo de vida.
Surgem nessa altura os primeiros observadores de tendências. Eram, em geral, pessoas viajadas, com boa bagagem cultural e interesse pelo mundo da moda, que davam indicações a nível da gama de cores a ser utilizada e que desenhavam alguns esboços de formas e modelos. Nessa altura são criados também os primeiros cadernos de estilo. “Françoise Vincent foi, provavelmente, a primeira a fazer um mapa em que cruzava circunstâncias económicas, históricas, políticas e artísticas”, comenta Greta Statter. Em 1966, Françoise Vincent, com o apoio de industriais franceses, criou a Promostyl, um dos mais antigos gabinetes de estilo, que hoje compartilha o cenário e a influência com outros gabinetes como o Peclers Paris, a Agence de Style Nelly Rodi, o Studio Edelkoort, entre os mais tradicionais, assim como com as mais jovens empresas de investigação e inteligência (intelligence companies) como a Faith Popcorn’s Brainreserve, a Look-Look e a The Intelligence Group. “Estes gabinetes cheiram o l’air du temps e são capazes de discernir o que vai ser importante para o futuro”, aponta Greta Statter.
E da mão-cheia de sugestões dos primeiros tempos, o trabalho dos observadores de tendências foi-se tornando cada vez mais complexo. Ainda que os métodos de trabalho nem sempre sejam exactamente os mesmos, hoje pouco diferem dos utilizados inicialmente. Baseiam-se nas viagens e compras no estrangeiro, sobretudo quando se trata de gabinetes dentro das empresas de produção, ou em profissionais estrategicamente situados em distintas partes do globo, no caso dos gabinetes de tendência particulares. Contam com uma boa dose de intuição mas também com o apoio de profissionais vocacionados para analisar a sociedade e o significado dos sinais recolhidos.
O trabalho não se resume a observar as pessoas na rua para, mais tarde, desenhar para elas. Vêem-se os trabalhos de designers, artistas plásticos, arquitectos e outros criativos de cada local. Por isso fala-se cada vez mais de lifestyle – fenómeno mais global – que alia também urbanismo, arte e design”, refere Pedro Marques Mendes, representante da Promostyl em Portugal. E acrescenta: “Nesse âmbito, Portugal tem alguma coisa para oferecer – temos boa afirmação internacional sobretudo a nível da arquitectura e do design de equipamentos.” Pedro Marques Mendes destaca os designers Fernando Brízio, Miguel Vieira Baptista e Ricardo Ralhete, “que não são produtores em grande escala mas são observados e influenciam”. Destaca também Siza Vieira e outros arquitectos nacionais. E, no âmbito da moda, chama a atenção para Felipe Oliveira Baptista, Pedro Waterland e Luís Buchinho. “Os gabinetes de tendências já repararam neles.”
A Concertação Internacional da Cor acontece em Paris todos os anos, duas vezes por ano, desde há mais de duas décadas. Este é um dos grandes acontecimentos a nível das tendências e reúne gabinetes de estilo, estilistas independentes, fabricantes de pigmentos, industriais têxteis e as suas associações. Neste encontro define-se a gama de cores para cada estação. “Hoje já estão disponíveis as cores para o Inverno de 2009/2010”, observa Pedro Marques Mendes. “As decisões levam em conta o gosto do público mas também outros interesses em particular, como promover uma determinada cor – um pigmento que não se usa há muito tempo ou que é muito caro, por exemplo”, observa.
Pedro Marques Mendes traça o caminho destas decisões. “Definida a gama de cores, as associações informam os seus membros e os gabinetes de tendências fazem o desenvolvimento criativo dos usos desta gama.” Os cadernos de estilo/tendências produzidos pelos gabinetes de tendências são, na sua maioria, o cruzamento final do trabalho de campo e a sua respectiva análise com a gama de cores. São publicados, na grande maioria dos casos, cerca de duas vezes por ano, com previsões com dois ou três anos de antecipação. Esses cadernos apresentam cores, texturas e formas para cada estação, mas com a preocupação de abarcar os vários públicos-alvo – mulheres, homens, crianças, jovens, estilos de vida, conceitos, entre outros. Para melhor ilustrar as tendências que referem, recorrem a diversos elementos: amostras de tecido e de outros materiais de produção, esquissos de modelos e objectos, recortes de imprensa e retratos de personalidades de interesse (artistas, designers, arquitectos, estilistas e opinion makers, por exemplo).
Se inicialmente este era um serviço prestado quase exclusivamente para a indústria têxtil e de pronto-a-vestir, hoje é almejado pelos mais variados sectores de produção – dos cosméticos à decoração, dos automóveis aos telemóveis, dos alimentos aos restaurantes e hotéis. Empresas como a Swatch, a Fiat, a Dupont, a Nokia, a Renault, e tantas outras, compram esta informação, estendendo a influência a um amplo leque de produtos de consumo e não apenas à moda.
“Este serviço torna-se cada vez mais indispensável para a sobrevivência de marcas e empresas. São raras as que não compram estes indicadores de tendências e há mesmo empresas que recorrem aos produtos de mais do que um gabinete”, afirma Pedro Marques Mendes. O gabinete que representa lança 15 cadernos diferentes por semestre e há quem invista a sério e os compre todos.
A informação dos gabinetes de tendências é a base de trabalho para as direcções de design e marketing das empresas clientes. As de design cruzam-na com as suas experiências pessoais e desenvolvem os produtos com um cunho próprio. As de marketing trabalham nas estratégias de produto, nos conceitos a utilizar para a sua promoção.
Mas a necessidade das tendências tem também a ver com outros factores económicos. “O capitalismo é, por definição, um sistema que aspira à expansão – dos lucros e, por arrastamento, dos mercados. Para sobreviver, tem de se renovar e, para se renovar, é necessário garantir o fluxo contínuo, quando não a expansão, do que é produzido, isto é, do consumo. Uma das formas de garantir que vamos comprar mais um par de calças consiste em garantir a obsolescência – pelo menos relativa – das que já possuímos”, explica Ana Brandão, assistente do Departamento de Sociologia do Instituto de Ciências Sociais da Universidade do Minho, que integra uma das equipas de investigação do Grupo de Cultura e Estilos de Vida. De acordo com esta socióloga, “a moda cumpre o papel fundamental de garantir essa obsolescência que assegura o consumo na medida em que procede à revisão contínua da ‘adequação’ desses produtos. Deixamos de vestir o que não está na moda”.
Essa obsolescência passa pelo aproveitamento de necessidades elementares do ser humano – como a necessidade de pertença e de singularidade – para promover a expansão das áreas de negócio. “Os produtos de consumo geral e a oferta cultural são elementos constituintes dos estilos de vida. Não nos distinguimos ou assemelhamos socialmente apenas pelo que vestimos mas também pelo que fazemos, pelo que comemos, pelos espectáculos a que assistimos… O que o capitalismo faz é explorar aquelas necessidades básicas pela identificação de novas áreas de aplicação das suas técnicas”, comenta a socióloga.
A sociedade está mais complexa, é verdade. E as tendências confortam. “As marcas passam a ser como famílias”, declarou o guru das tendências David Shah, numa entrevista dada à revista Época brasileira. De acordo com este especialista, as pessoas passaram a criar identidade por tribos. “Não importa a sua nacionalidade, se você usar um traje de Yohji Yamamoto como eu, nós pertencemos à mesma tribo.” Shah explica que hoje já não existem mais trabalhos para toda a vida, as ideias tradicionais de casamento e família parecem desaparecidas. “Por isso estão tão interessadas nas tendências: porque não sabem o que vai acontecer com o mundo. As marcas passaram então a tentar desenvolver um relacionamento com o seu consumidor, construindo um elo emocional. “Antecipar tendências consiste, basicamente, em prever as possibilidades de desenvolvimento futuro – em termos profissionais, de moda, etc. – com vista a, de algum modo, estabelecer uma relação securizante face ao próprio futuro antecipado. É, neste sentido, uma tentativa de lidar com o elemento imprevisível, de reduzir a consciência do risco, ou, pelo menos, a ansiedade que lhe está associada”, refere a socióloga Ana Brandão.
E o que marcará os novos tempos? As tendências decorativas, o biológico e o tecnológico são os conceitos do futuro próximo. É no que acredita Pedro Marques Mendes. Paula Horta acredita também na costumização dos produtos. “Uma forma de transformar um produto massificado em único”, observa.
Tudo o que vem da natureza terá um espaço privilegiado, desde as cores às formas de fósseis, defende o grupo Edelkoort. De acordo com a investigadora holandesa, pressente-se o ressurgimento dos produtos locais, assim como da cozinha regional. “Estamos cansados de ver as mesmas marcas por todo o mundo, estejas em Nova Iorque, Tóquio ou São Paulo.” As novas marcas conquistarão alguma frescura se combinarem os seus produtos de cariz global com um toque local.
O guru David Shah acredita que estamos a entrar numa nova fase de comportamento dos consumidores, que denominou Nu Austerity (nova austeridade). “O comprador de moda, antes preocupado com a imagem de ostentação, passou a preocupar-se com questões maiores como a sustentabilidade, as alterações climáticas, a pobreza global, o comércio ético, etc.”, escreveu na última edição da revista Textile View, publicação especializada em tendências da qual é responsável.
A procura do significado é o que aponta Anne Lise Kjaer, do gabinete de tendências Kjaer Global. “Acredito que a busca do significado será o propulsor nuclear do século XXI para as sociedades ocidentais, uma sociedade imbuída com uma tremenda escolha material e carregada de uma abundância sem significado”, escreveu para a mesma edição da revista Textile View. A especialista aponta para os produtos potenciados pela emoção e a ética como o meio para chegar com significado às pessoas no futuro.
Visto Modamaistyle.blogspot.com

Já podemos ter uma ideia do que vem por aí no próximo verão do mundo. A semana de moda de Nova York, que acontece entre os dias 10 e 17 de setembro, ainda nem terminou, mas já tem muita gente ansiosa para renovar o guarda-roupa.
Os vestidos acinturados continuam com tudo. O novo acessório da moda é o chapéu. Quanto maiores e mais coloridos, melhor. O terno dos homens ganhou um toque de informalidade com a combinação da bermuda.
As mulheres vão continuar apostando nos vestidos, para o dia e para noite. E vale tudo! Dos mais larguinhos aos mais justos. Tem que estar com o corpinho em dia, como o da Gracie Carvalho (terceira foto), que, aliás, está estampando a nova campanha da C&A.
Quem também deu o ar da graça na semana de moda mais importante do mundo foi Jesus Luz.
fonte:www.tanavitrinetanacea.com.br
O movimento Punk surgiu nos anos 70 com os seguintes princípios básicos: aparência agressiva, simplicidade e subversão da cultura. Os adeptos usavam preto, couro e tachinhas. E o principal era não se importar com as tendências da moda. E hoje a moda é que se importa com o movimento.
As roupas e acessórios ganharam um acabamento melhor, materiais mais reforçados e conquistaram espaço entre os fashionistas. As melhores grifes do mundo fizeram questão de acompanhar a tendência e aí estão alguns exemplos de que é chique ser punk.

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Programa que busca novo estagiário para o departamento de estilo
da mais importante publicação teen do país estreia no dia 9 de setembro, às 21h
Entre looks modernos e descolados, o que se passa no cobiçado acervo de figurinos dos editoriais de moda de uma das maiores revistas do Brasil? Quem são as pessoas que montam os visuais das famosas, das modelos e das leitoras, em páginas que determinam tendências que vão para as ruas? A partir do dia 9 de setembro, às 21h, os espectadores do canal Boomerang serão convidados a descobrir. Este é o grande atrativo de TEMPORADA DE MODA CAPRICHO, um docu-reality no qual 20 estudantes de moda competirão por um estágio de seis meses no departamento de estilo da revista Capricho, da Editora Abril. Serão 13 episódios com uma hora de duração cada, gravados na cidade de São Paulo, co-produzidos pelo Boomerang e pela revista Capricho, com realização da Primo Filmes.
Apresentado pela editora criativa da Capricho, Adriana Yoshida, TEMPORADA DE MODA CAPRICHO recrutou seus participantes nas principais faculdades de moda da capital paulistana. A cada capítulo do programa, eles terão tarefas a realizar, sejam elas glamurosas ou ingratas, como produzir um visual com orçamento bem limitado, desenvolver um look partindo dos sapatos ou inspirando-se em filmes retratando décadas passadas. O resultado das provas será julgado por um corpo de jurados formado por representantes da revista e convidados e, ao final de cada episódio, um participante será eliminado. Como a revista é quinzenal, as produções feitas pelos participantes se tornarão o editorial da revista numa semana e, na semana seguinte, serão publicadas no site. Ou seja: veremos eles produzindo na quarta à noite o que estará de fato nas bancas e/ou na internet na quinta-feira.
Compartilhando suas experiências com os participantes ao longo dos episódios, diversas figuras carimbadas do universo da moda vão desfilar pelo cenário da atração. Entre os convidados, estão as jornalistas de moda Alexandra Farah e Alessandra Garattoni, a estilista e blogueira Thais Losso, a editora-chefe da Fashion TV Brasil, Maria Prata, as consultoras de moda Ana Cury, Cris Francine e Paula Martins, o hair stylist Evandro Ângelo, o historiador de moda João Braga, os stylists Luis Fiod, Rodrigo Pollack, Marcio Banfi e Dani Bonani e os fotógrafos Henrique Gendre, Feco Hamburger, Ivan Abujamra e Paulo Cabral.
No programa de estreia, dia 9, o público conhecerá todos os lances do processo de seleção, indo das primeiras visitas às universidades à última etapa na qual foram escolhidos os primeiros 20 finalistas. As produções feitas ao longo do programa estarão nas páginas da revista e também no site oficial do TEMPORADA DE MODA CAPRICHO, no endereço www.temporadademoda.com.br, que trará ainda tomadas de bastidores e vídeo-blogs dos candidatos, entre outras atrações.
Para mais informações, acesse o press kit eletrônico do programa: http://www.boomerangla.com/capricho/














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