A função do uniforme em um evento como os Jogos Olímpicos é prática e objetiva, mas a peça pode ganhar ares fashion dependendo das estampas e das cores – geralmente em acordo com a bandeira do país que representa.

Nestes Jogos Olímpicos de Londres 2012, os uniformes foram parar nas revistas de moda com Stella McCartney, Ralph Lauren, Giorgio Armani e outros grandes estilistas assinando os trajes de seus países. Mas, definitivamente, não são todos eles que fazem os olhos dos fashionistas brilharem. Ao contrário, algumas criações são tão pavorosas que nos fazem esquecer sua funcionalidade inicial.

O triste cinza-cimento do agasalho usado pelos atletas americanos após as competições, por exemplo, não só os deixa sem graça como os faz parecerem agentes da Nasa. Complicado, não é?

O agasalho cinza dos Estados Unidos

Michael Phelps “não sabe brincar” e abocanha a maioria das medalhas da natação. Aqui, a máxima “o céu é o limite” cai bem; já que, com este agasalho cinza-qualquer-nota, o nadador fica igualzinho a um profissional da Nasa. Bem que os Estados Unidos podiam escolher uma cor que valorizasse mais seus atletas…

Os rococós do uniforme da Rússia

Nós pensamos, pensamos, pensamos… E finalmente percebemos de onde conhecíamos o uniforme da Rússia: da mesa da nossa casa, é claro! Vai dizer que esses desenhos não são iguais àqueles dos vasos de cerâmica marajoara? É, eles bem que tentaram mudar a caretice dos uniformes, mas ficou over.

Os Power Rangers da Espanha

Os próprios Power Rangers dão “joinha” para a ginasta espanhola Ana Maria Izurieta: “Arrasou no cosplay, amiga!”. Será que o Megazord é tão flexível assim?

A árvore de natal da Bielorrúsia

Ho, ho, ho. Sem mais

O dragão da China

A intenção de estampar o tradicional dragão chinês na camisa é boa, mas não teve jeito: o resultado ficou cafoninha, cafoninha – e nós só conseguimos enxergar o Tiamat, aquele dragão de cinco cabeças do desenho animado “Caverna do Dragão”.

 

Fonte: GNT

 

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Inaugura hoje, no espaço Cinemark do shopping Iguatemi, em São Paulo, a mini exposição com os trajes e acessórios do filme “Coco Avant Chanel” (Coco Antes de Chanel), cujas peças aparecem no final do filme e foram emprestadas pelo Conservatoire Chanel de Paris. O filme, da diretora Anne Fontaine, narra a história de Gabrielle Chanel – a mulher que revolucionou a moda feminina nos anos 1920 – antes de ela se tornar este ícone de moda.
Além da exposição, foi lançado nesta última sexta-feira um concurso cujo prêmio será uma viagem de quatro dias a Paris, com direito a acompanhante e a visita ao apartamento onde viveu a estilista, na rue Cambon. Para participar, basta escrever um pequeno texto de, no máximo, dez linhas sobre a frase “Chanel é antes de tudo um estilo. A moda muda. O estilo permanece”, de autoria da própria mademoiselle. O prazo de inscrição vai até o dia 08 de novembro, com resultado no dia 24 do mesmo mês.
Para maiores informações, acesse www.iguatemisaopaulo.com.br.

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Inaugura hoje, no espaço Cinemark do shopping Iguatemi, em São Paulo, a mini exposição com os trajes e acessórios do filme Coco Avant Chanel” (Coco Antes de Chanel), cujas peças aparecem no final do filme e foram emprestadas pelo Conservatoire Chanel de Paris. O filme, da diretora Anne Fontaine, narra a história de Gabrielle Chanel – a mulher que revolucionou a moda feminina nos anos 1920 – antes de ela se tornar este ícone de moda.

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Além da exposição, foi lançado nesta última sexta-feira um concurso cujo prêmio será uma viagem de quatro dias a Paris, com direito a acompanhante e a visita ao apartamento onde viveu a estilista, na rue Cambon. Para participar, basta escrever um pequeno texto de, no máximo, dez linhas sobre a frase “Chanel é antes de tudo um estilo. A moda muda. O estilo permanece”, de autoria da própria mademoiselle. O prazo de inscrição vai até o dia 08 de novembro, com resultado no dia 24 do mesmo mês.

Para maiores informações, acesse www.iguatemisaopaulo.com.br

fonte: www.tanavitrinetanacea.com.br

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Foto-Coco-Chanel-moda-FilmeDesde que foi anunciado, os interessados estão formigando de ansiedade para ver “Coco avant Chanel“, filme biografia que mostra a fase de aprendizado da estilista, estrelado pela também adorada Audrey “Amelie Poulain” Tatou. Este frenesi e as mudanças de data de estreia (a última que se tem notícia é 30 de outubro no Brasil) fez pipocar notícias e declarações de amor para a grande estrela da moda, aquela que, se não é unanimidade, é a que mais se aproxima disso. E nem estou falando da marca Chanel, aquela muito bem mantida pelo estilista Karl Lagerfield desde 1983 e que é um exemplo de longevidade em uma grife.

Não, estou falando da estilista Chanel, que viveu em uma época em que a marca ainda não possuía o poder de hoje em dia, mas sim a figura do criador, numa relação que aproximava o costureiro dos artistas. No entanto, mesmo sendo ídolo máximo do campo da moda, Chanel é uma figura interessante para toda a história da cultura do século XX. Isso porque ela não apenas pensava em costurar para a elite socioeconômica da França, não, Chanel no fundo costurava para si mesma. Audaciosa, faladeira, e boa de marketing pessoal, além de um histórico de heroína, é uma figura fácil de ser romantizada – me surpreende os poucos filmes e livros.

De família pobre, quando tinha seis anos perdeu a mãe e ficou com mais quatro irmãos aos cuidados do pai, que por trabalhar muito, manteve as meninas em um orfanato. Logo, Gabrielle Bonheur Chanel começou a trabalhar cantando em cabarés, época em que recebeu o apelido Coco. Como a grande maioria das mulheres pobres, costurava (lembrando que o comércio de roupa pronta, como magazines, ainda não era popular). Começou fazendo chapéus e só depois, abriu uma maison.

Mas o sucesso entre as mulheres abastadas não se deu de uma hora para outra – Coco foi inserida na alta roda parisiense por um militar milionário, além de ter tido outros amantes idem – suas primeiras lojas foram financiadas por um jogador de pólo com quem teve um caso. É inegável que houvesse talento na jovem estilista, mas não só para construir e criar peças novas, mas um talento para se relacionar com as pessoas certas, o que em qualquer meio social é meio caminho andado para influenciar as pessoas.

De certo, as criações de Chanel causavam estranhamento nas damas de porte aristocrático. Para entender porque a insistência no “rótulo de gênio”, antes de descrever as imagens criadas por ela, tente imaginar uma típica mulher milionária da época: apertadas em corsets, com metros e metros de sedas e rendas, cabelos muito longos e ornamentados e muitas joias verdadeiras, impedidas de se movimentarem com naturalidade. Menos alienada a acontecimentos sociais, consciente dos avanços na emancipação feminina e da velocidade que a industrialização propunha para o consumo, amiga de artistas influentes e legitimados entre os ricos, como Picasso e Jean Cocteau, tomou para si o espírito de simplicidade e liberdade da época e aplicou em suas peças.

Assim, Chanel pode ser considerada a criadora do traje casual – propôs malhas e brim (tecidos considerados rústicos), calças de montaria para as mulheres (cavalgar de saia era uma ideia mesmo estúpida), combinações de saias mais curtas, inspiradas nos trajes masculinos (e eternizados como tailleurs), bolsas com correntes (para a mulher ter a mão livre, assim pode segurar o cigarro, hábito que crescia entre as garotas), chapéus práticos, sem tantas plumas e pedrarias (os grandes chapéus eram usados para evitar que o sol queimasse o rosto das mulheres europeias, já que a pele branca era sinônimo de status, mas Chanel não se importava e aparecia coradinha, de chapéu pequeno), bijuterias (os metros de pérolas falsas estavam ao alcance de todos) e, acima de tudo, o “pretinho básico”, adequado, bonito e prático.

Isso tudo não é apenas uma reunião de exemplos de objetos de desejo, não. Nessas criações, e principalmente na aceitação que tiveram – não basta criar, as pessoas têm que usar – é possível perceber um momento histórico, em que a burguesia aumentava seu poder de consumo cada vez mais, a mulher era necessária no mercado de trabalho e autorizada a frequentar espaços sociais e não só a vida doméstica, o esporte e as atividades de lazer passam a ser rotineiros para essa nova classe abastada e o costureiro passa a ser tão importante quanto quem veste sua criação. Chanel soube usar tudo isso e divulgou o conceito de “estilo é o que permanece”, o que se desenvolve para a nossa atual ideia de marca. A criação fora de contexto é mero produto, o que não acontece aqui.

E ainda provou que não era da boca pra fora: nos anos 50, quando andava apagada por causa de problemas durante a Segunda Guerra Mundial – acusada de colaborar com alemães, de manter um relacionamento com um oficial nazista, acabou presa, uma história ainda mal contada – o estilista da vez era Christian Dior, com uma proposta oposta a de Coco, a de restaurar os ares de nobreza da mulher depois de difíceis tempos de racionamento e trabalho. Mas, obstinada e cheia de certezas que era, aproveitou o seu estilo e recriou sobre suas formas básicas, atingindo grande popularidade novamente e conseguindo apoio de uma garota propaganda de dar inveja, aquela tal de Marilyn que tinha o hábito de dormir só de perfume.

Você pode se interessar mais pela vida cheia de amores e desaforos de Coco, ou pela intuição e ousadia da estilista Chanel, tanto faz. O filme pode trazer muitas verdades ou apenas fantasiar sobre alguém que muito fantasiou sobre si mesma. Tanto faz também. É sempre bom ter uma referência com tantas importâncias quanto essa. E tomara que não adiem o filme.

Por Priscila Rezende

Visto no A Capa

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